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Estamos chegando perto de uma das datas mais importantes para o comércio. Com a nova escalada de casos de coronavírus no país, ainda não sabemos como vai ficar o movimento nos shoppings neste fim de ano, mesmo que as medidas de restrição estejam bem mais brandas do que no início da pandemia.
Além disso, as crianças não vão poder sentar no colo do Papai Noel, e certamente muita gente vai optar por comprar os presentes de Natal pela internet, agora que o brasileiro tomou gosto pelo e-commerce (esta já seria a minha primeira opção, de qualquer jeito).
O setor de shopping centers foi um dos mais abalados pelas medidas de distanciamento social impostas pelos governos estaduais e municipais no primeiro semestre. As ações das administradoras de shoppings têm um desempenho médio 31% inferior ao Ibovespa em 2020 - o que equivale a dizer que elas acumulam queda de uns 30% no ano, já que o Ibovespa está praticamente no zero a zero.
No momento mais agudo da crise, as administradoras deram descontos ou adiaram o pagamento de aluguéis, que neste setor têm uma parte variável atrelada às vendas dos lojistas. Além disso, sem movimentação de pessoas, não puderam contar com as receitas de estacionamento. Apenas os serviços essenciais - como delivery de comida, farmácias e supermercados - seguraram a onda.
Após forte desvalorização, as ações ficaram muito descontadas, considerando-se que, mais cedo ou mais tarde, as coisas voltariam ao normal - ou ao “novo normal”. Mesmo assim, o mercado acreditava que o risco de adquirir esses papéis estava muito alto, uma vez que ainda não se tinha clareza sobre por quanto tempo as restrições seriam mantidas.
Mas agora, parece que já há luz no fim do túnel. Os analistas do BTG publicaram hoje um relatório bastante otimista para o setor, dizendo que a recuperação econômica e a vacina para a covid-19 já são realidade. Eles elevaram de neutra para compra a recomendação de duas ações do setor que fazem parte do Ibovespa e escolheram uma nova preferida, de fora do índice.
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Nesta matéria, eu te conto por que o BTG acredita que “é hora de comprar shoppings” e quais as ações indicadas para este momento.
• O Ibovespa terminou no azul pela sexta semana seguida, no patamar dos 115 mil pontos. As ações da Eletrobras foram destaque no período, após o BTG recomendar compra para os papéis e com a perspectiva de privatização ainda no 1º semestre de 2021. Já o dólar recuou 6% na semana.
• A Urbanizadora Alphaville teve desempenho positivo em seu primeiro dia de negociação na B3. Os papéis da companhia (AVLL3) chegaram a subir quase 10% na máxima do dia. Saiba mais sobre o IPO da empresa de loteamentos.
• A Locaweb comprou a plataforma de tecnologia de integração multicanal Ideris, sua quarta aquisição após seu IPO. Entenda o objetivo da transação nesta matéria do Kaype Abreu.
• A Ultrapar quer expandir as atividades da Ipiranga. Contudo, analistas do BTG Pactual acreditam que a estratégia apresentada vai sacrificar o crescimento da participação de mercado da rede de postos de combustíveis. O Ivan Ryngelblum explica por que nesta matéria.
• A TIM anunciou ontem que o conselho de administração aprovou a separação dos ativos e serviços de infraestrutura de fibra óptica residencial em uma outra companhia.
• A incorporadora e construtora Cyrela anunciou o pagamento de dividendos referentes a 2019 no montante total de R$ 600 milhões. Veja as condições.
• A Justiça bloqueou mais de R$ 528 milhões em bens de empresas ligadas ao grupo J&F, holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista. A lista inclui a JBS. Para o Ministério Público do Rio, as companhias teriam recebido vantagens fiscais indevidas no estado.
• A Fiat terá, a partir do mês que vem, um plano de assinaturas de veículos das marcas Fiat e Jeep. O projeto-piloto do serviço começa no dia 15 de janeiro nos estados de São Paulo e Paraná. Saiba como vai funcionar.
• O setor de serviços avançou 1,7% em outubro, acima da mediana de estimativas do mercado. É a quinta alta consecutiva, após uma sequência de quatro leituras negativas. Mas ainda falta para reverter as perdas provocadas pela pandemia, como você confere nesta matéria.
• Não há sex appeal na alocação em diferentes classes de ativos. Todo mundo quer saber qual o ativo que vai dar a próxima porrada para cima. Mas a verdade é que a diversificação é o “segredo” do sucesso nos investimentos. Na sua coluna de hoje, Bruno Merolla conta sobre a metodologia que tem guiado suas decisões de alocação em fundos desde abril.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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