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O cérebro superestima o prazer que teremos ao comprar alguma coisa. O ditado que diz que casa na praia dá duas alegrias, a da compra e a da venda, tem uma razão de ser
O cérebro humano é cruel.
Você vê aquele carrão caro na loja. Pensa “eu vou ser muito feliz quando tiver um desses”.
Então você compra o veículo. Entre a concessionária e a sua casa, não cabe em si. Na sua cabeça, todos olham para você e reconhecem sua superioridade como ser humano. Você se considera o cara mais sortudo do mundo.
Na manhã seguinte, ir ao trabalho é uma alegria — afinal, você vai dirigir.
Depois de um mês ou dois, você sai de casa apressado, irritado com qualquer coisa, e nem pensa mais na marca do carro que dirige. Ninguém que tenha uma BMW há mais de um ano pensa “uau, eu tenho uma BMW” quando chega na garagem.
O cérebro superestima o prazer que teremos ao comprar alguma coisa. É legal no começo. Depois passa. O ditado que diz que casa na praia dá duas alegrias, a da compra e a da venda, tem uma razão de ser.
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Os psicólogos têm até um termo para isso: adaptação hedonista. Nós nos acostumamos com as coisas boas. Depois de um tempo, elas não nos dão alegria. O motorista médio da BMW não é mais feliz do que o motorista médio da Fiat, como diversos estudos sobre relação entre renda e satisfação com a vida demonstram.
O que os psicólogos sabem sobre a felicidade? Pouco. Mas eles sabem muito sobre a infelicidade. A infelicidade está relacionada à insegurança, ao medo, à imprevisibilidade da vida. Nunca vamos ser capazes de acabar com todas as inseguranças, mas resolver a insegurança financeira já ajuda bastante. Como fazer isso? Juntando dinheiro suficiente para não ter que se preocupar com imprevistos como perder o emprego.
Ter bastante dinheiro investido resolve todos os problemas? Claro que não. Mas resolve todos os problemas de dinheiro. Não é pouco. Como ter dinheiro para investir? Não tem mágica: cada real que você consome é um real que você deixa de investir e vice-versa.
Minha sugestão: alugue a experiência das coisas boas, em vez de comprá-las. Alugue um carrão importado, faça uma viagem com ele, desfrute do prazer, e o devolva na locadora enquanto a euforia ainda não tiver se esgotado. Em vez de comprar uma casa cara demais, acabando com suas reservas e o impossibilitando de investir, faça uma viagem com a sua família e se hospede no hotel ou no Airbnb mais chique que você encontrar. Vai sair muito mais barato e você foge da adaptação hedonista.
O mundo do século 21 é um mundo em que tudo pode ser alugado. As propriedades estão virando serviços. O Airbnb é só um exemplo. Aproveite isso. Assim vai sobrar muito mais dinheiro para investir.
Agora, se você precisa comprar coisas caras por uma questão de autoestima, para se reafirmar para os outros, tenho uma má notícia: se você não se ama, não vai ser um carro importado que vai resolver o problema. Dê a um inseguro uma Mercedes e ele vai ser um inseguro dentro de uma Mercedes.
Conversamos bastante sobre esse assunto no último episódio do nosso podcast Empiricus Puro Malte. Você pode ouvir clicando em um dos links abaixo.
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