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Em dia de agenda fraca, a atenção do investidor brasileiro fica em voltada para Brasília, onde a disputa política em torno da eleição para as presidências da Câmara e do Senado promete atrapalhar a votação das reformas
Os mercados parecem dispostos a continuar o movimento de busca por risco enquanto aguardam os números do relatório de emprego americano. O otimismo é alimentado pela expectativa do início da imunização da população contra a covid-19 e a sinalização de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos.
Em dia de agenda fraca, a atenção do investidor brasileiro fica em voltada para Brasília, onde a disputa política em torno da eleição para as presidências da Câmara e do Senado promete atrapalhar a votação de temas importantes para o mercado.
A grande expectativa do dia era o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, mas quem roubou mesmo a cena foram mais uma vez as vacinas.
A questão não é a aprovação ou não de uma vacina e sim a sua produção e distribuição. Com problemas na cadeia de suprimentos, a Pfizer, que teve sua vacina aprovada para uso emergencial no Reino Unido, corteou pela metade a projeção de fabricação para 2020.
A notícia pesou nas bolsas americanas e diminuiu o ímpeto do Ibovespa, que chegou a subir mais de 1%, mas terminou o dia com leve alta de 0,4%, aos 112.290 pontos.
Com a continuidade de entrada de fluxo estrangeiro no país, o dólar teve mais um dia de forte alívio, caindo 1,9%, aos R$ 5,1401.
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O andamento das reformas administrativa e tributária é um tema de grande importância para o mercado. No entanto, as pautas ainda podem ficar travadas por mais algum tempo, já que a disputa pelas presidências da Câmara e do Senado envolvem um cabo de guerra político em torno dos temas.
Os parlamentares têm até o dia 22 para votar os temas importantes, que envolvem as reformas administrativa e tributária, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 e a autonomia do Banco Central.
Os agentes financeiros domésticos monitoram de perto a situação fiscal. Além do atraso da aprovação das reformas, o clima também pode azedar com a decisão do Tribunal de Contas que permite que parte dos gastos de 2020 seja executado em 2021. Segundo avaliação da equipe econômica e analistas, isso pode pressionar ainda mais o teto de gastos.
Joe Biden ainda não colocou os pés na Casa Branca, mas já tem se movimentado para alinhar pautas que considera importante.
Uma delas é um novo pacote de estímulos fiscais. Ontem, Biden incentivou os parlamentares do país a aprovarem o pacote de US$ 900 bilhões em discussão e adicionou que ainda é preciso fazer mais que isso para lidar com os impactos do coronavírus.
Com uma vacina no horizonte e a sinalização de novos estímulos, os investidores começam a ver um fim para a crise do coronavírus.
As perspectivas positivas embalaram as bolsas asiáticas durante a madrugada, com exceção de Tóquio, que reagiu negativamente ao crescimento de casos de covid-19 na região.
O relatório do emprego dos Estados Unidos, divulgado hoje, deve dar uma nova dimensão da situação da maior economia do mundo. Enquanto aguardam, os investidores adotam uma postura de otimismo moderado. Tanto os índices futuros em Wall Street quanto as bolsas europeias exibem um viés de alta nesta manhã.
Enquanto no Brasil a agenda de divulgações e eventos está esvaziada, nos Estados Unidos os investidores monitoram o relatório de emprego americano, o payroll (10h30), e o discurso de três dirigentes do Federal Reserve.
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