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O aumento do número de casos do coronavírus e a novela do pacote de estímulos fiscais americanos continuam como os principais fatores de cautela no radar dos investidores
A nuvem de cautela que paira sobre os mercados parece ter vindo para ficar. A terça-feira começa mais uma vez com a aversão ao risco tomando conta dos mercados e indicando mais um dia de perdas para as bolsas globais - o que deve influenciar os negócios por aqui.
Um dos fatores para pessimismo é a proximidade das eleições presidenciais americanas, que acontecem na semana que vem e trazem grande volatilidade ao mercado - mas não o único. O novo 'boom' de casos de covid-19 preocupa (e muito) os países europeus e os Estados Unidos. Além disso, a novela do novo pacote fiscal nos Estados Unidos parece ter subido no telhado. Sem novas sinalizações de estímulos, fica difícil para os investidores retomarem o otimismo.
O cenário corporativo, no entanto, pode ser um catalisador de fôlego extra aos mercados, após balanços do setor bancário e da BP animarem os investidores no exterior.
A bolsa brasileira acompanhou o movimento de baixa dos mercados internacionais no primeiro pregão da semana e terminou o dia em queda, mas a situação poderia ter sido bem pior.
Enquanto o Ibovespa caiu 0,24%, aos 101.016,96 pontos, os índices americanos caíram pelo menos 1,6%. O dólar terminou o dia em queda de 0,26%, a R$ 5,6151. As razões para o mau humor são os mesmos que devem persistir pela sessão de hoje.
Além da volatilidade provocada pela proximidade das eleições, dois outros fatores merecem destaque.
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O primeiro é o crescente número de novos casos de coronavírus na Europa. No velho continente, as infecções voltaram a atingir patamares semelhantes ao do início da pandemia, com novos recordes diários. Mais de 43 milhões de casos já foram registrados, com 1,1 milhão de mortos.
Com o novo cenário, medidas de restrição de circulação voltam e isolamento social voltam a ser adotadas, prejudicando a tão esperada recuperação em 'V' almejada pelo mercado. A chanceler alemã Angela Merkel voltou a falar sobre os 'meses muito difíceis' que ainda devem ser sentidos no país.
O chove não molha em torno do pacote fiscal americano é outro ponto delicado que faz pressão sobre o mercado. Parece cada vez mais improvável que um acordo entre Republicanos e Democratas seja alcançado antes das eleições, ainda que a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, siga otimista com a pauta.
No Brasil, ainda temos mais uma variável na equação: a expectativa pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e anuncia amanhã a sua decisão para a taxa básica de juros - que atualmente se encontra no piso histórico.
Sem grandes mudanças no cenário, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda.
Na Europa, o pessimismo segue em alta, com as principais bolsas da região operando em queda.
Os índices futuros em Wall Street, no entanto, parecem ensaiar uma recuperação, operando em leve alta.
Enquanto o cenário macro inspira cautela, o noticiário corporativo tenta injetar algum fôlego nos mercados - tanto no Brasil quanto no exterior.
Lá fora, o destaque são os balanços do setor bancário, que embalam em um movimento de alta, após o HSBC e o Santander divulgarem os seus números.
No Brasil, os investidores também possuem uma leva de resultados para digerir, incluindo o das operações locais do Santander.
Confira alguns dos principais números que devem mexer com o mercado hoje:
O destaque do dia fica com os balanços corporativos.
No exterior, hoje também serão conhecidos os números da Pfizer, Caterpillar e da gigante Microsoft.
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
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