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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Esquenta dos mercados

Tensão renovada nos mercados com disseminação do coronavírus para fora da China

Com coronavírus no radar, os investidores brasileiros devem buscar cautela para se proteger do movimento dos mercados durante o feriado

Jasmine Olga
Jasmine Olga
21 de fevereiro de 2020
8:00 - atualizado às 8:20
Vírus coronavírus China Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Os dias de alívio e os dias de cautela em torno do coronavírus se alternam no mercado.

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Agora, o ponto de tensão é a expansão da doença em ritmo maior fora da China é o que assusta os investidores.

A disseminação acelerada da doença para outras localidades também aumenta o impacto econômico da epidemia.

Um dos países que apresentou um salto no número de doentes foi Coreia do Sul. O governo local relatou 100 novos casos nesta sexta-feira, levando o total do país a 204.

Nesse cenário, as bolsas asiáticas fecharam em baixa, com exceção dos índices chineses. A indicação de que as empresas estão retomando as suas operações e os recentes estímulos monetários repercutem no país.

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De olho na disseminação do novo coronavírus, as bolsas europeias operam em baixa. A divulgação de dados do PMI industral alemão e do Reino Unido fez os índices dos continentes reduzirem as perdas.

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Nos Estados Unidos, o mercado também busca a cautela e proteção, com os índices futuros amanhecendo em queda.

Ontem, as notícias também levaram o Ibovespa a ter um dia amargo e apreensivo. O principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão em baixa de 1,66%, aos 114.586,24 pontos.

Por aqui, é véspera de feriado, quando o mercado fecha para o carnaval. Com tantas razões para apreensão no radar, os investidores devem buscar cautela e proteção contra os movimentosdos próximos dias. O mercado também repercute os números da Vale, divulgados ontem após o fechamento.

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Virou rotina

O dólar chegou a mais um recorde de fechamento. Após alta de 0,59%, a moeda americana fechou a sessão cotado a R$ 4,3912.

A moeda já acumula uma valorização de de 9,46% em relação ao real no ano.

A cautela que toma conta dos mercados leva os investidores a buscarem o dólar como porto seguro.

Embora fatores domésticos também influenciem a escalada da moeda, essa valorização não é exclusividade nossa. O iene, tradicional ativo de proteção, está sendo deixado de lado. Afinal, o mercado está assustado com a queda do PIB japonês.

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Hoje pela manhã a economia japonesa sofreu mais um golpe. A preliminar do PMI/Markit composto de fevereiro veio abaixo de 50, o que indica contração da atividade.

Balanços

Hoje os investidores devem tirar o dia para repercutir os últimos números da mineradora Vale. Confira os resultados que mexem com o mercado neste pré-carnaval:

  • Vale reverteu o lucro de 2018 e teve um prejuízo de US$ 1,683 bilhão. A receita líquida anual foi de US$ 37,6 bilhões em 2019, alta de 2,7%. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Vale ficou em US$ 10,6 bilhões, queda de 36,2%.
  • SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 1,181 bilhão em 2019, uma alta de 30,5% na comparação com o ano anterior. A receita líquida, por sua vez, subiu 9,5% e alcançou R$ 21,725 bilhões no ano passado.
  • Carrefour teve um lucro líquido ao controlador de R$ 1,013 bilhão em 2019, queda de quase 39% na comparação anual. Em termos de receita, a empresa fechou o ano em R$ 60,064 bilhões, alta de 10,68%.
  • B2W fechou 2019 com prejuízo. A empresa registrou um rombo de R$ 318,2 milhões em suas finanças. Apesar de negativo, o valor representa uma queda de 20,02% na comparação com o prejuízo observado em 2018. A receita líquida encerrou o ano passado em R$ 6,767 bilhões, alta de 4,31%.

Só depois do carnaval

O presidente Jair Bolsonaro adiou o envio da reforma administrativa ao Congresso mais uma vez. Agora, a proposta está prevista para ser enviada somente após o feriado.

Segundo Paulo Guedes, o presidente está realizando alguns ajustes no texto. O minstro também expôs a tensão que ronda as relações entre Executivo e Legislativo.

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Agenda

Entre os indicadores que serão divulgados hoje, os dados da conta corrente de janeiro ficam em destaque.

O BC realiza leilão de US$ 650 em swap cambial para a rolagem dos vencimentos de abril.

Também acontece hoje a reunião de mediação entre Petrobras e petroleiros, no TST de Brasília.

Fique de olho

  • Marcopolo pagará R$ 45 milhões em dividendos a partir de 3 de março
  • Pacaembu Construtora, com coordenação do Credit Suisse, XP e Caixa, entrou com pedido de IPO
  • Caixa Econômica Federal anunciou parceria com a Visa para oferecimento de cartões

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