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2020-01-22T12:03:00-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
o que mexe com os negócios hoje?

Mercados reagem e ficam no vermelho após aumento de casos do coronavírus na China

O Fórum Econômico Mundial de Davos fica em primeiro plano em dia de agenda esvaziada

21 de janeiro de 2020
7:55 - atualizado às 12:03
Pessoas de máscara na China.
Pessoas de máscara na China - Imagem: Shutterstock

Com a agenda econômica esvaziada, as atenções se voltam para Davos, com discursos de Donald Trump, o vice-premiê chinês e a participação de Paulo Guedes.

Ontem, com a pausa para o feriado nos Estados Unidos, o Ibovespa chegou a um novo recorde, após avançar 0,32%, aos 118.861,63 pontos. Mas a volta dos negócios em Nova York não deve ser tão positiva, já que o aumento de casos do coronavírus na China pesa nos mercados e aumenta a aversão ao risco.

Pós-feriado cauteloso

Após a pausa para o Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, os negócios voltam a funcionar completamente hoje. Mas o temor com o crescimento nos casos de coronavírus, na China, preocupa e aumenta a tendência de aversão ao risco na região.

A proximidade do Ano Novo Lunar aumenta as preocupações, já que centenas de milhões de turistas são esperados no país para o evento que começará na próxima sexta-feira. O vírus é altamente contagioso e já provocou seis mortes confirmadas. O país já toma providências para reduzir os danos.

Nesse cenário de cautela, os negócios asiáticos fecharam em queda, com recuo superior a 1% nas principais bolsas.

A reação negativa ao noticiário contamina também as bolsas em Nova York, que voltam do feriado com os índices futuros no vermelho, e na Europa, que abrem no negativo.

O petróleo também é afetado pelo surto. Em meio a aversão ao risco, o petróleo WTI para março caía 1,01% na Nymex, cotado a US$ 57,99. Já o Brent recuava 1,24%, a US$ 64,39.

Relações públicas

Com a agenda livre, os investidores voltam as suas atenções para as falas no Fórum Econômico de Davos.

O ministro da Economia Paulo Guedes tenta melhorar a imagem do Brasil no exterior e fala em dois painéis hoje. O caminho a ser seguido é de que as reformas do primeiro ano de governo tiraram o país de um "abismo fiscal" e que a agenda de reformas irá continuar.

Com o andamento tanto da reforma administrativa quanto da tributária, Guedes projeta que o PIB vá além de 2,4% em 2020.

A pauta econômica serve de escudo para blindar o país das hostilidades e últimas polêmicas, como as queimadas na Amazônia e a fala do ex-secretário da Cultura.

Quem também discursa hoje é o presidente americano Donald Trump e o vice-premiê chinês, uma semana após a assinatura do pacto comercial preliminar entre os países. Segundo o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, Trump citará tanto a China como o crescimento econômico em seu discurso.

Expectativas maiores

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2020. A previsão foi de 2% para 2,2%. Segundo a organização, a mudança se deve ao aumento da confiança na economia com a aprovação das reformas e a retomada do setor de mineração pós-Brumadinho.

Agenda

Enquanto Guedes se reúne com executivos do Itaú, UBS, Microsoft, Visa, Arcelor Mittal e Chevron em Davos, no Brasil são conhecidos os números do IGP-M e o monitor do PIB de novembro.

Nos EUA, o balanço da Netflix será divulgado após o fechamento.

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