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Joe Biden aumenta a vantagem em estados importantes, mas a contagem ainda segue indefinida, com Trump ameaçando utilizar a justiça para legitimar sua vitória
Em razão das condições excepcionais impostas pela pandemia do coronavírus, começamos a sexta-feira (06) ainda sem saber quem ocupará a Casa Branca pelos próximos quatro anos, Joe Biden ou Donald Trump.
A disputa, que começou na última terça-feira, segue acirrada em Estados considerados chaves. Uma vitória de Joe Biden parece cada vez mais certa - com o democrata liderando a disputa com 264 delegados dos 270 necessários para se sagrar vencedor.
Mas, ao contrário do que aconteceu nos últimos dias, hoje os investidores deixam a euforia de lado. A segunda onda de coronavírus na Europa volta a pesar e a indefinição do pleito americano - com o risco de judicialização por parte de Trump - limita o apetite por risco.
Enquanto a incerteza segue nos Estados Unidos, os investidores também possuem uma agenda cheia para digerir. No Brasil, destaque para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro. Nos Estados Unidos, é dia de payroll, o relatório de emprego americano.
Enquanto a contagem de votos seguia nos Estados Unidos, a possibilidade de uma vitória democrata - ainda que sem maioria no Senado - impulsionou os principais índices globais.
De carona na euforia internacional, o Ibovespa disparou 2,95%, aos 100.750 pontos - recuperando o patamar dos 100 mil. O dólar viveu um dia de fraqueza global, recuando 1,91%, a R$ 5,5459.
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Além das eleições, as bolsas americanas também reagiram ao anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central americano. Como esperado, a insituição manteve os juros inalterados e disse não ver uma alta dos juros até 2023, podendo aumentar as suas medidas de estímulo.
Com isso, o S&P 500 fechou o dia subindo 1,95%, mesmo caso do Dow Jones. Enquanto isso, o índice de ações do setor de tecnologia, Nasdaq, avançou 2,6%.
No quarto dia de apurações e com um verdadeiro 'circo' sendo armado por Donald Trump nos Estados Unidos, os investidores não conseguem manter o mesmo ritmo de euforia visto nos últimos dias e os mercados globais começam a sexta-feira no vermelho.
O cenário geral segue o mesmo visto ontem: Joe Biden lidera a disputa com 264 votos no colégio eleitoral, contra 214 do republicano Donald Trump. A apuração está acirrada em estados importantes. Segundo a CNN Internacional, ainda não é possível determinar o resultado em seis estados. Biden se aproxima de Trump na Pensilvânia e reverteu a situação na Geórgia
Com a apuração se alongando por vários dias, o ex-vice-presidente Joe Biden fez um pronunciamento na tarde de ontem, pedindo calma aos eleitores e reforçando a ideia de que é importante que todos os votos sejam computados.
Enquanto isso, Donald Trump, que vê cada vez mais a vitória escapando pelos seus dedos, tenta usar o seu poder para intimidar e invalidar o resultado das eleições. O atual presidente tenta paralisar a contagem em alguns estados - ao mesmo tempo que tenta garantir a contagem de todos os votos em outros - e já prometeu ir até a Suprema Corte americana para provar que houve uma fraude.
Nos últimos dias, os investidores haviam escolhido ignorar as ameaças de Trump, mas parece que hoje o dia deve ser diferente. A incerteza no pleito e a preocupação com o número de casos de coronavírus na Europa e nos EUA tomam a dianteira.
As bolsas asiáticas fecharam em alta durante a madrugada, mas na Europa os investidores optaram por uma pausa no rali dos últimos dias. O mesmo acontece nos Estados Unidos. Depois das altas expressivas dos últimos dias, os índices futuros em Wall Street operam no vermelho.
As atenções dos investidores ficam divididas com a divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos (10h30).
No Brasil, o destaque do dia é a divulgação da inflação oficial, medida pelo IPCA. A estimativa dos analistas é que o índice avance 0,84% na margem e de 3,89% em 12 meses.
Durante a tarde, o mercado doméstico deve monitorar a participação do ministro da Economia Paulo Guedes e do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, em evento.
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