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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Mercados hoje

Dólar e coronavírus renovam cautela dos investidores

Em dia de payroll nos Estados Unidos, os mercados seguem refletindo a apreensão com os possíveis impactos do coronavírus na economia global.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
6 de março de 2020
8:10 - atualizado às 8:36
Ibovespa mercados queda
Imagem: Shutterstock

A recuperação que as bolsas globais ensaiaram após os resultados da Superterça durou muito pouco e os mercados acionários viveram mais um dia de terror. 

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A preocupação com o impacto econômico que o surto de coronavírus pode trazer ganha o palco principal mais uma vez e intensifica a aversão ao risco e a busca por ativos de proteção. No Brasil, os investidores também ficam de olho no dólar, que continua em disparada, se aproximando cada vez mais dos R$ 5.

A proximidade do fim de semana também é uma razão para a cautela redobrada. Afinal, é difícil prever como a epidemia irá se alastrar enquanto os mercados ficam fechados.

Em busca de proteção

Já são mais de 95 mil pessoas infectadas pelo coronavírus, com 3.200 casos fatais. Com o agravamento da situação, diversas instituições continuam revisando para baixo suas projeções de crescimento para a economia global.

Ontem, foi a vez do Instituto Internacional de Finanças (IIF) injetar um pouco mais de pessimismo no mercado, reduzindo a previsão de avanço do PIB da China para pouco menos de 4%,e a a dos EUA para 1,3%.

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Com o ambiente tão negativo e a aversão ao risco sendo a nova norma, os ativos considerados de segurança, como os Treasuries e ienes, recebem a preferência dos investidores e voltam a brilhar. O ouro também volta a se aproximar de sua máxima em 7 anos.

Leia Também

Nos Estados Unidos, o entusiasmo com o avanço de Joe Biden na Superterça, que havia aliviado o mercado nos dias anteriores, não se sustentou e os índices terminaram a quinta-feira com quedas firmes.

O crescimento dos casos de coronavírus voltaram a estressar as bolsas americanas, com o número de infectados se alastrando rapidamente no país. Já são 156 casos confirmados, com 12 mortes. 

As bolsas asiáticas acompanharam a tendência e fecharam em forte baixa. Nesta manhã, os índices futuros em Wall Street indicam mais um dia negativo e caem mais de 2% em Nova York.

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O vírus também dita o ritmo nas bolsas europeias, que chegaram a registrar quedas superiores a 3% nesta manhã. O continente sofre com o avanço da doença, que atinge países importantes como Alemanha, Itália, França e Reino Unido.

Por aqui

No Brasil, o Ibovespa teve uma queda acentuada de 4,65%, aos 102.233,24 pontos. O exterior negativo não foi o único fator que impulsionou o pessimismo dos investidores. 

O crescimento do número de casos do coronavírus em solo nacional foi um deles. Já são 8 casos confirmados pelo Ministério da Saúde, sendo dois deles classificados como transmissão direta. 

Em outro ponto de tensão está a economia brasileira vacilante e o tom descompromissado assumido pelo ministro Paulo Guedes, tanto em relação ao PIB de 1,1% do ano passado quanto com a possibilidade do dólar ultrapassar a marca dos R$ 5. 

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R$5?

As atuações do Banco Central para tentar conter a alta do dólar não surtiram efeito ontem, o que mostra a confiança vacilante dos investidores quanto ao posicionamento do BC frente a ameaça do coronavírus e a resposta ao corte de juros feito pelo Federal Reserve

Mesmo com três ofertas, que totalizaram US$ 3 bilhões, a moeda americana encerrou o dia com alta de 1,60%, a R$ 4,6535. Essa foi a décima segunda alta consecutiva.

O Banco Central brasileiro se encontra sob forte pressão, afinal, o corte da taxa de juros americana coloca o BC contra a parede: salvar o crescimento ou o câmbio?

Em mais uma tentativa de conter a moeda, o Banco Central realiza hoje mais um leilão extraordinário de 40 mil contratos de swap cambial, equivalente a US$ 2 bilhões (9h30). 

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Alguns investidores já começam a ver como um erro a nota da instituição que deixou aberta a possibilidade de um novo corte, seguindo os passos do Federal Reserve. 

Com o Real se aproximando perigosamente dos R$ 5, o ministro Paulo Guedes foi questionado e disse acreditar que a moeda pode sim cruzar a linha dos R$ 5 'se se eu fizer muita besteira; se eu acertar, o dólar cai”.

Na dúvida sobre o caminho a ser tomado pela Selic, a corrida pelo dólar continua. 

Queda livre

O petróleo também amarga perdas após a Rússia não aceitar fazer cortes adicionais na sua propução da Opep+. Os futuros da commodity chegaram a cair mais de 5% após a notícia.

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Por volta das 7h45, o petróleo WTI para abril caía 4,42%, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para maio tinha queda de 4,74%, na Intercontinental Exchange (ICE).

Balanços

Hoje, a Hypera divulga os seus números após o fechamento do mercado.

Confira alguns dos principais resultados que devem mexer com a bolsa hoje.

Agenda

O relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, deve movimentar ainda mais o dia (10h30). Os especialistas ainda não sabem qual deve ser o impacto do coronavírus nos números. 

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No Brasil, a semana chega ao fim com a divulgação dos dados de produção da Anfavea em fevereiro. 

Fazendo a limpa

A IRB parece estar correndo atrás do prejuízo e anunciou que os executivos responsáveis pela informação de que a Berkshire Hathaway tinha participação na companhia foram desligados. A informação foi dada em resposta ao questionamento da CVM. 

Fique de olho

  • Conselho de administração da B3 aprovou programa de recompra de até 21,7 milhões de ações.
  • Leonel Andrade irá substituir Luiz Fernando Fogaça como CEO da CVC.
  • Banrisul fará pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,2468 por ação. 

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