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Em dia de payroll nos Estados Unidos, os mercados seguem refletindo a apreensão com os possíveis impactos do coronavírus na economia global.

A recuperação que as bolsas globais ensaiaram após os resultados da Superterça durou muito pouco e os mercados acionários viveram mais um dia de terror.
A preocupação com o impacto econômico que o surto de coronavírus pode trazer ganha o palco principal mais uma vez e intensifica a aversão ao risco e a busca por ativos de proteção. No Brasil, os investidores também ficam de olho no dólar, que continua em disparada, se aproximando cada vez mais dos R$ 5.
A proximidade do fim de semana também é uma razão para a cautela redobrada. Afinal, é difícil prever como a epidemia irá se alastrar enquanto os mercados ficam fechados.
Já são mais de 95 mil pessoas infectadas pelo coronavírus, com 3.200 casos fatais. Com o agravamento da situação, diversas instituições continuam revisando para baixo suas projeções de crescimento para a economia global.
Ontem, foi a vez do Instituto Internacional de Finanças (IIF) injetar um pouco mais de pessimismo no mercado, reduzindo a previsão de avanço do PIB da China para pouco menos de 4%,e a a dos EUA para 1,3%.
Com o ambiente tão negativo e a aversão ao risco sendo a nova norma, os ativos considerados de segurança, como os Treasuries e ienes, recebem a preferência dos investidores e voltam a brilhar. O ouro também volta a se aproximar de sua máxima em 7 anos.
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Nos Estados Unidos, o entusiasmo com o avanço de Joe Biden na Superterça, que havia aliviado o mercado nos dias anteriores, não se sustentou e os índices terminaram a quinta-feira com quedas firmes.
O crescimento dos casos de coronavírus voltaram a estressar as bolsas americanas, com o número de infectados se alastrando rapidamente no país. Já são 156 casos confirmados, com 12 mortes.
As bolsas asiáticas acompanharam a tendência e fecharam em forte baixa. Nesta manhã, os índices futuros em Wall Street indicam mais um dia negativo e caem mais de 2% em Nova York.
O vírus também dita o ritmo nas bolsas europeias, que chegaram a registrar quedas superiores a 3% nesta manhã. O continente sofre com o avanço da doença, que atinge países importantes como Alemanha, Itália, França e Reino Unido.
No Brasil, o Ibovespa teve uma queda acentuada de 4,65%, aos 102.233,24 pontos. O exterior negativo não foi o único fator que impulsionou o pessimismo dos investidores.
O crescimento do número de casos do coronavírus em solo nacional foi um deles. Já são 8 casos confirmados pelo Ministério da Saúde, sendo dois deles classificados como transmissão direta.
Em outro ponto de tensão está a economia brasileira vacilante e o tom descompromissado assumido pelo ministro Paulo Guedes, tanto em relação ao PIB de 1,1% do ano passado quanto com a possibilidade do dólar ultrapassar a marca dos R$ 5.
As atuações do Banco Central para tentar conter a alta do dólar não surtiram efeito ontem, o que mostra a confiança vacilante dos investidores quanto ao posicionamento do BC frente a ameaça do coronavírus e a resposta ao corte de juros feito pelo Federal Reserve
Mesmo com três ofertas, que totalizaram US$ 3 bilhões, a moeda americana encerrou o dia com alta de 1,60%, a R$ 4,6535. Essa foi a décima segunda alta consecutiva.
O Banco Central brasileiro se encontra sob forte pressão, afinal, o corte da taxa de juros americana coloca o BC contra a parede: salvar o crescimento ou o câmbio?
Em mais uma tentativa de conter a moeda, o Banco Central realiza hoje mais um leilão extraordinário de 40 mil contratos de swap cambial, equivalente a US$ 2 bilhões (9h30).
Alguns investidores já começam a ver como um erro a nota da instituição que deixou aberta a possibilidade de um novo corte, seguindo os passos do Federal Reserve.
Com o Real se aproximando perigosamente dos R$ 5, o ministro Paulo Guedes foi questionado e disse acreditar que a moeda pode sim cruzar a linha dos R$ 5 'se se eu fizer muita besteira; se eu acertar, o dólar cai”.
Na dúvida sobre o caminho a ser tomado pela Selic, a corrida pelo dólar continua.
O petróleo também amarga perdas após a Rússia não aceitar fazer cortes adicionais na sua propução da Opep+. Os futuros da commodity chegaram a cair mais de 5% após a notícia.
Por volta das 7h45, o petróleo WTI para abril caía 4,42%, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para maio tinha queda de 4,74%, na Intercontinental Exchange (ICE).
Hoje, a Hypera divulga os seus números após o fechamento do mercado.
Confira alguns dos principais resultados que devem mexer com a bolsa hoje.
O relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, deve movimentar ainda mais o dia (10h30). Os especialistas ainda não sabem qual deve ser o impacto do coronavírus nos números.
No Brasil, a semana chega ao fim com a divulgação dos dados de produção da Anfavea em fevereiro.
A IRB parece estar correndo atrás do prejuízo e anunciou que os executivos responsáveis pela informação de que a Berkshire Hathaway tinha participação na companhia foram desligados. A informação foi dada em resposta ao questionamento da CVM.
OPORTUNIDADE À VISTA
NOVO TARIFAÇO
BOTÃO DE CAUTELA
AVANÇANDO NO SETOR DE SAÚDE
NEGOCIAÇÕES EM FOCO
BALANÇO DO MÊS
MERCADOS HOJE
UMA NOVA ERA
MERCADO IMOBILIÁRIO
NO CENTRO DA TEMPESTADE
TRÉGUA NO RADAR
POTENCIAL
INQUILINO NA ÁREA
NO BOLSO DO COTISTA
HORA DE COMPRAR?
O QUE FALTA?
AGORA VAI?
A SEMANA NA BOLSA
RENDA RECORRENTE
POTENCIAL NA TERCEIRIZAÇÃO