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A XP reiterou a recomendação de compra para as ações das três empresas e revisou seus preços-alvos — todas têm potencial de ganho de mais de 30%
O coronavírus virou o mundo de cabeça para baixo e mexeu diretamente com as teses de investimento: a crise econômica desencadeada pela pandemia derrubou as bolsas e fez o dólar disparar. Nesse cenário, ações que sejam resistentes a esse panorama se tornaram objeto de cobiça — e, para a XP, o setor de proteínas é um forte candidato a Santo Graal, com JBS, Marfrig e BRF apresentando perspectivas interessantes para o futuro.
Em relatório, a analista Betina Roxo pondera que o primeiro trimestre de 2020 foi positivo para as companhias, embora as sinalizações emitidas nos balanços tenham dado a entender que as margens poderão sofrer com volatilidade no curto prazo.
Ainda assim, considerando os números apresentados, o fortalecimento do dólar e o ambiente ainda favorável, o segmento tende a ser um dos mais resilientes aos impactos da Covid-19.
Dito tudo isso, a XP manteve a recomendação de compra para as ações das três empresas. O destaque fica com JBS ON (JBSS3): apesar de a instituição ter cortado o preço-alvo de R$ 36,00 para R$ 35,00, a nova meta ainda representa um potencial de alta de 66,3% em relação ao fechamento de quarta-feira (20), a R$ 21,05.
Marfrig ON (MRFG3), por outro lado, teve o preço-alvo elevado de R$ 13,00 para R$ 18,00 — cifra 37,8% maior que a cotação de ontem, de R$ 13,06. Por fim, BRF ON (BRFS3) teve a meta elevada de R$ 22,00 para R$ 30,00, um potencial de valorização de 33,5% em relação aos R$ 22,47 do encerramento de quarta.
Em sua análise, Roxo destaca o cenário mais benéfico no lado da demanda de proteína animal nos EUA, especialmente carne bovina. Por mais que ainda haja bastante instabilidade, as plantas da JBS estão rodando acima da taxa média de uso nas últimas semanas, indicando uma melhora de panorama.
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O mercado americano é especialmente importante para a JBS, com 40% do resultado vindo dos EUA, e para a Marfrig, com 70% das receitas atreladas ao país — um fator que ajuda a explicar o bom desempenho operacional das empresas no primeiro trimestre.
Aliás, a demanda externa como um todo mostrou-se bastante favorável ao setor de proteínas: em termos de volume, as vendas ao exterior amentaram 8% nos primeiros quatro meses de 2020; em termos de preço, houve uma elevação média de 10%.
"Dessa forma, houve um aumento de 18% no faturamento do quadrimestre em dólares, que foi de US$ 4,7 bilhões nestes primeiro quatro meses de 2020, e aumento significativo no faturamento em reais, devido à depreciação da moeda brasileira"
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Além da questão dos EUA, a XP também destaca o crescimento da importância do mercado asiático, sobretudo China e Hong Kong, que foram o destino de 35% das exportações brasileiras de carne — há um ano, esses dois países respondiam por apenas 26% dos volumes.
"Para as grandes empresas exportadoras, como BRF, JBS e Marfrig, o fato das exportações seguirem pujantes é bastante importante, porque favorece a manutenção de margens elevadas, apesar de volatilidade na indústria e dos impactos na demanda com a desaceleração econômica no Brasil", escreve Roxo.
O otimismo da XP também tem bases técnicas, uma vez que, de acordo com a instituição, as ações encontram-se num patamar atrativo de preços e com múltiplos abaixo da média histórica. Em termos de valuation, JBS ON é negociada a 5,3 vezes a razão EV/Ebitda em 2020 — os indicadores de Marfrig ON e BRF ON estão em 4,2 vezes e 6,1 vezes, respectivamente.
E, nesta quinta-feira (21), as ações foram a níveis ainda mais chamativos, uma vez que, todas fecharam em queda — confira também nossa cobertura completa de mercados nesta quinta:
"Acreditamos que os valores do consenso ainda não contemplam os novos números do 1T20, tampouco um câmbio mais depreciado, ambos fatores que favorecem as empresas do setor, ou seja, ainda vemos potencial de revisões positivas nas estimativas do mercado"
Quanto ao mercado doméstico, a analista pondera que é provável um aumento no consumo de frango em detrimento de carne bovina, fator que seria especialmente positivo para a BRF e para a Seara (da JBS) — a diminuição de renda e a queda nos preços de frango congelado desempenhariam um papel-chave nessa dinâmica.
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