Em dia de dados negativos nos EUA, Ibovespa tem realização de lucros e volta ao patamar de 102 mil pontos
Índice passou a cair mais forte na parte da tarde, com desempenho mais fraco das bolsas americanas, puxadas pelas ações de tecnologia; dados de emprego nos EUA azedaram os mercados

Até a última segunda-feira (20), o Ibovespa acumulava uma valorização de quase 10% no mês, fechando acima dos 104 mil pontos. Mas nos dias subsequentes, a falta de novidades que pudessem impulsionar ainda mais os preços das ações impediu o principal índice da bolsa brasileira de continuar avançando.
Tivemos dois dias de um índice andando um pouco de lado, até que hoje ele tomou um tombo e fechou em queda de 1,91%, aos 102.293,31 pontos. Não apenas não tivemos notícias boas o suficiente, como dados negativos de emprego nos Estados Unidos deixaram os mercados americanos cautelosos, puxando a bolsa brasileira também para baixo.
[captacao]
Na manhã desta quinta (23), o Departamento de Comércio americano divulgou os dados de pedido de auxílio-desemprego dos EUA, que subiram pela primeira vez em quase quatro meses e atingiram 1,416 milhão, ante uma expectativa de 1,3 milhão, segundo analistas consultados pelo "The Wall Street Journal". Os números desanimaram os investidores quanto ao ritmo de recuperação da economia americana.
O Ibovespa até começou o dia em alta, enquanto as bolsas americanas apresentavam uma queda modesta. No meio da manhã, porém, o índice brasileiro virou para queda, que se aprofundou no meio da tarde, junto com a aceleração das perdas em Nova York.
Em Wall Street, as quedas eram puxadas pelas ações das empresas de tecnologia. No fim do pregão, o Dow Jones fechou em queda de 1,31%, aos 26.652,33 pontos; o S&P 500 recuou 1,23%, aos 3.235,66 pontos; e o Nasdaq fechou em baixa de 2,29%, aos 10.461,42 pontos.
Leia Também
"Um ajuste teria que vir", diz Pedro Galdi, analista da Mirae Asset. Ele lembra que ainda há a questão do risco geopolítico, com as novas tensões entre Estados Unidos e China, depois que o governo americano ordenou o fechamento do consulado chinês em Houston, acusando o gigante asiático de espionagem comercial e militar. "A China deve fechar algum consulado dos EUA no país para retaliar Trump", observa.
Na Europa, apesar das altas percebidas nos índices acionários mais cedo, a maioria das praças fechou em queda. Apesar disso, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em leve alta de 0,06%.
Já os juros futuros operavam em alta ou estáveis pela manhã, pressionados pelo leilão de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional, mas acabaram fechando em queda na maior parte dos principais vencimentos:
- Janeiro/2021: de 2,04% para 2,03% (-0,49%);
- Janeiro/2022: de 2,99% para 2,97% (-0,67%);
- Janeiro/2023: de 4,08% para 4,07% (-0,25%);
- Janeiro/2025: de 5,57% para 5,58% (+0,18%).
Dólar recupera parte das perdas recentes
O ambiente de maior aversão a risco também levou o dólar a subir, depois de dois dias de fortes perdas. O dólar à vista fechou em alta de 1,92%, cotado a R$ 5,2138.
Segundo Flávio Serrano, economista do Banco Haitong, trata-se de uma correção após a perdas recentes, diante dos dados negativos de emprego nos EUA divulgados hoje.
"Ainda deve haver muita volatilidade da moeda, mas achamos que no médio prazo o real ainda vai se valorizar um pouco mais", diz.
"Quanto mais consistentes forem os dados econômicos e quanto mais os resultados das empresas surpreenderem positivamente, mais as ações vão se fortalecer", diz Serrano, que acrescenta que o indicador divulgado hoje causa "um pouco de dúvida", nos investidores.
Oi dispara, mas as demais teles sofrem
Fora do Ibovespa, as ações da Oi (OIBR3) disparam 19,40% nesta quinta-feira, depois que a empresa, em recuperação judicial, fechou um acordo de exclusividade com a Highline do Brasil para a venda da sua rede móvel. A empresa, controlada da americana Digital Colony, fez uma proposta acima do mínimo de R$ 15 bilhões.
Os papéis da Tim (TIMP3) e da Vivo (VIVT4), por outro lado, amargaram perdas. As duas companhias haviam feito, com a Claro, uma proposta conjunta pela rede móvel da Oi, mas agora ficaram para trás. As ações da Tim recuaram 8,43%, a maior queda do dia, e as da Vivo caíram 3,73%.
Top 5
Veja a seguir as maiores altas do Ibovespa nesta quinta:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| SUZB3 | Suzano ON | 40,74 | 3,14% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | 28,52 | 1,49% |
| JBSS3 | JBS ON | 22,36 | 1,36% |
| KLBN11 | Klabin units | 21,36 | 0,99% |
| HYPE3 | Hypera ON | 33,74 | 0,45% |
Confira também as maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| TIMP3 | Tim ON | 14,77 | -8,43% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 19,80 | -7,00% |
| COGN3 | Cogna ON | 8,75 | -6,82% |
| CIEL3 | Cielo ON | 5,22 | -5,43% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 80,40 | -5,02% |
A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS