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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Alívio no câmbio

Em dia morno nas bolsas, dólar fecha em queda forte e se aproxima da casa dos R$ 5,10

Dia teve agenda esvaziada e Ibovespa fechou perto da estabilidade, mas moeda americana prosseguiu trajetória de queda e recuou quase 2%

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
22 de julho de 2020
18:12 - atualizado às 18:29
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Em dia morno nas bolsas, sem notícias que pudessem impulsionar fortes ganhos, o dólar mais uma vez se destacou pela queda intensa. A cotação à vista fechou em queda de 1,83%, a R$ 5,1157, tendo chegado a bater R$ 5,0843 na mínima do dia. Trata-se do menor valor de fechamento desde 12 de junho. No mês, a moeda americana já acumula perda de 5,90%

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O real foi novamente a moeda emergente que mais se valorizou ante o dólar no pregão de hoje. Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti, o que se vê no câmbio é uma continuidade do movimento de ontem, de desmonte de posições defensivas em razão da melhora dos cenários global e interno.

Os avanços nas vacinas contra o coronavírus, a aprovação de um pacote de ajuda de 1,8 trilhão de euros na União Europeia e as negociações de mais estímulos nos Estados Unidos contribuem para a redução da aversão a risco. O envio da proposta de reforma tributária do governo para o Congresso ontem, por sua vez, contribui para a melhora da percepção de risco no cenário doméstico.

"Essa nova posição do governo de negociar com o Congresso, de o próprio ministro da Economia ir ao Senado entregar a proposta, é muito positiva e ajuda nesse desmonte de posições defensivas", diz Rugik.

Agenda esvaziada e tensões entre EUA e China

A bolsa brasileira, por sua vez, teve um dia um tanto parado, na ausência de notícias que pudessem levar a novos ganhos ou perdas significativas. O Ibovespa alternou desempenhos positivos e negativos ao longo de todo o pregão, fechando perto da estabilidade, em leve queda de 0,02%, aos 104.284,57 pontos.

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Em dia de agenda esvaziada, o que mais pesou no mercado, lá fora, foi o fator geopolítico. O dia amanheceu com a notícia de que o governo americano fechou o consulado chinês em Houston, no estado do Texas, e a China ameaçou retaliar com o fechamento do consulado americano em Wuhan.

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Os Estados Unidos justificaram a iniciativa dizendo que o fechamento do consulado é para "proteger propriedade intelectual americana e informações privadas de americanos". Os EUA acusam a China de roubo de segredos comerciais e militares.

Por outro lado, animou os investidores a notícia de que os Estados Unidos já adquiriram 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer em parceira com a BioNTech.

As bolsas americanas fecharam em alta nesta quarta. O Dow Jones avançou 0,62%, a 27.005,84 pontos, o S&P 500 fechou em alta de 0,57% a 3.276,02 pontos e o Nasdaq fechou com ganho de 0,24%, a 10.706,13 pontos.

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As bolsas europeias, por sua vez, fecharam majoritariamente em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve perda de 0,87%.

Os juros futuros fecharam com sinais mistos. Confira os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 2,04% para 2,035% (-0,25%);
  • Janeiro/2022: de 2,96% para 2,97% (+0,34%);
  • Janeiro/2023: de 4,03% para 4,07% (+0,99%);
  • Janeiro/2025: de 5,49% para 5,55% (+1,09%).

Destaques do dia

As ações da Weg (WEGE3) reinaram absolutas no pódio do Ibovespa nesta quarta, com a maior alta do dia após a companhia divulgar números positivos no balanço do segundo trimestre. As ações dispararam 13,89%, fechando cotadas a R$ R$ 68,20.

Outra ação que se destacou foi a da B2W (BTOW3), com os investidores reagindo positivamente ao anúncio de aumento de capital da companhia feito ontem. Os papéis fecharam em alta de 5,30%, cotados a R$ 125,55.

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Na ponta negativa do Ibovespa, a Qualicorp (QUAL3) novamente teve o pior desempenho, fechando em queda de 5,74%. Os papéis continuam sendo atingidos pela notícia de que a empresa foi alvo de busca e apreensão da Operação Lava Jato ontem, que também prendeu seu fundador e ex-CEO José Seripieri Junior.

Leia mais detalhes sobre todas as ações que foram destaque no pregão de hoje.

Top 5

Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
WEGE3Weg ON68,20+13,89%
CMIG4Cemig PN12,40 +7,73%
BTOW3 B2W ON 125,55+5,30%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PN7,97 +5,28%
GGBR4Gerdau PN16,74 +3,65%

Veja também quais foram as maiores quedas do índice:

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CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
QUAL3Qualicorp ON28,10-5,74%
BRML3BR Malls ON10,93-4,87%
IRBR3 IRB ON8,17-4,11%
IGTA3Iguatemi ON35,25 -4,11%
MULT3Multiplan ON22,17-3,73%

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