🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Estresse no câmbio

R$ 4,35: dólar à vista chega a uma nova máxima, pressionado pelos dados mais fracos do varejo

Victor Aguiar
Victor Aguiar
12 de fevereiro de 2020
18:25
Dólar real
O dólar à vista subiu pela quinta sessão consecutiva, chegando ao patamar de R$ 4,35 pela primeira vez na história. Já o Ibovespa ignorou a cautela doméstica e subiu mais de 1%, impulsionado pelo otimismo no exteriorImagem: Shutterstock

O dólar à vista cravou nesta quarta-feira (12) a quinta alta consecutiva. Mais que isso: foi também a quinta vez seguida que a moeda americana renovou os recordes de fechamento — e, desta vez, boa parte desse movimento se deve ao cenário doméstico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A divisa até chegou a operar em leve queda no início do dia, mas esse alívio logo se mostrou fugaz. Com os dados das vendas no varejo em dezembro ficando abaixo das expectativas dos analistas, o dólar à vista ganhou força e se firmou no campo positivo ainda durante a manhã.

Ao fim da sessão, a moeda americana valia R$ 4,3510, uma alta de 0,57% em relação a ontem. É uma nova máxima nominal em termos de encerramento e a primeira vez que o dólar à vista rompe o nível dos R$ 4,35. Agora, a divisa já acumula ganhos de 8,46% desde o início do ano.

E quando eu digo que boa parte da pressão no câmbio se deve a fatores domésticos, eu me refiro ao comportamento do mercado no exterior. Lá fora, o dia foi de alívio generalizado, com o dólar perdendo terreno em relação às divisas de países emergentes.

Moedas como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano se valorizaram em relação ao dólar — o real, assim, destoou de seus pares, em meio à desconfiança dos investidores quanto à recuperação da economia local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O bom humor externo também foi visto nas bolsas mundo afora: nos Estados Unidos, o Dow Jones (+0,94%), o S&P 500 (+0,63%) e o Nasdaq (+0,90%) subiram em bloco e renovaram os recordes; na Europa e na Ásia, as principais praças também avançaram.

Leia Também

Considerando o otimismo nos mercados acionários globais, o Ibovespa acabou seguindo o embalo, ignorando os fatores de risco no front doméstico: o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,13% hoje, aos 116.674,13 pontos.

Comecemos a análise da sessão de hoje pelo estresse no câmbio, já que o dólar à vista vem quebrando recordes atrás de recordes — assim, é importante entender as razões por trás desse movimento.

Recuperação hesitante

Ao longo de novembro e dezembro, criou-se a expectativa de que a economia brasileira começava a ganhar tração, o que permitiria uma recuperação mais intensa do PIB a partir de 2020 — e essa narrativa justificou um rali nas bolsas e uma despressurização no câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que os dados econômicos mais recentes têm frustrado essas projeções — e os resultados das vendas no varejo em dezembro trouxeram ainda mais cautela à visão de retomada firme da atividade doméstica.

Mais cedo, foi divulgada a queda de 0,1% nas vendas do varejo em dezembro ante novembro — resultado que ficou abaixo da expectativa dos analistas ouvidos pelo Broadcast, que apontava para alta de 0,2% no período.

O resultado decepcionante trouxe mais incerteza quanto ao ritmo de recuperação da economia brasileira — o que fez o mercado voltar a apostar num novo corte da Selic, de modo a estimular a atividade.

E foi exatamente essa percepção de que há espaço para mais reduções na taxa básica de juros, por mais que o BC tenha sinalizado que o atual ciclo de ajustes negativos chegou ao fim, que acabou resultando em pressão ao câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, uma nova baixa na Selic diminuiria ainda mais o diferencial de juros em relação aos EUA. E, com esse 'gap' mais estreito, há cada vez menos apelo para os investidores estrangeiros que buscam retornos fáceis aplicarem seu dinheiro por aqui.

A lógica é simples: o Brasil possui um nível de risco superior aos EUA, então os investidores exigem um retorno mais polpudo para aplicar seus recursos. Quando a Selic estava acima de 10%, essa equação era vantajosa; agora, com os juros cada vez mais baixos, já não há tanta vantagem.

A leitura de que o BC poderá cortar ainda mais a Selic fez as curvas de juros fecharem em queda, tanto na ponta curta quanto na longa. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta quarta-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,23% para 4,22%;
  • Janeiro/2023: de 5,42% para 5,37%;
  • Janeiro/2025: de 6,07% para 6,03%;
  • Janeiro/2027: de 6,42% para 6,39%.

Sem medo do coronavírus

Enquanto o mercado local digeria os dados mais fracos das vendas no varejo, o exterior continuava de olho no coronavírus. E, assim como ontem, a leitura é a de que o surto começa a perder força.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de o número de mortos e infectados pela doença continuar subindo — já são mais de 1.100 óbitos e 45 mil contaminados —, essa alta tem ocorrido num ritmo inferior ao dos últimos dias.

Essa percepção, assim, reduz a aversão ao risco por parte dos investidores, que já começam a vislumbrar um futuro menos nebuloso no curto prazo e mostram-se menos apreensivos quanto aos impactos do coronavírus à economia da China e do mundo como um todo.

Desta maneira, as bolsas americanas tiveram tranquilidade para continuar subindo e buscando novos recordes. E, em meio a esse clima positivo, o Ibovespa ignorou as preocupações domésticas e foi no embalo dos mercados externos, retomando os 116 mil pontos.

Cielo e Tim em alta

Cielo ON (CIEL3) e Tim ON (TIMP3) apareceram entre os destaques positivos do Ibovespa, com ganhos de 2,66% e 3,87%, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Cielo reagiram positivamente a uma notícia publicada pelo jornal Valor Econômico. Segundo a publicação, o Banco do Brasil estaria revendo suas participações no segmento de cartões, o que poderá desencadear um movimento de venda de ativos.

Já os papéis da Tim subiram na esteira dos resultados trimestrais da companhia: entre outubro e dezembro, a operadora de telefonia reportou lucro líquido de R$ 756 milhões, alta de 19,6% na base anual.

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:

  • GPA PN (PCAR4): +4,67%
  • Klabin units (KLBN11): +4,52%
  • Totvs ON (TOTS3): +4,39%
  • Cogna ON (COGN3): +4,22%
  • Suzano ON (SUZB3): +4,00%

Confira também as maiores quedas do índice:

  • CVC ON (CVCB3): -2,49%
  • IRB ON (IRBR3): -2,45%
  • Bradesco ON (BBDC3): -1,44%
  • Marfrig ON (MRFG3): -1,19%
  • Ambev ON (ABEV3): -1,07%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

O BTG Pactual realizou apenas uma troca na sua carteira de ações para o mês de fevereiro. O banco retirou a Vale (VALE3), que deu lugar para Axia Energia (AXIA6). Além disso, os analistas também aumentaram sua posição em Caixa Seguridade (CXSE3), de 5% para 10%, e reduziram em B3 (B3SA3), de 10% para 5%. A carteira tem como objetivo […]

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar