🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Alívio na bolsa

Ibovespa fecha em alta; disparada do petróleo se sobrepõe à cautela com o coronavírus

O Ibovespa subiu mais de 1%, sustentado pelo bom desempenho das ações da Petrobras em meio à forte valorização das cotações do petróleo. O dólar à vista fechou em leve alta e cravou mais um recorde nominal

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de abril de 2020
18:03
Petróleo mercados Ibovespa dólar
Alta do petróleo coloca em risco a atual política de preços da Petrobras - Imagem: Shutterstock

Quem olha apenas para o fechamento do Ibovespa — alta de 1,81%, aos 72.253,46 pontos — pode imaginar que a sessão desta quinta-feira (2) foi relativamente tranquila. Afinal, é cada vez mais raro ver uma oscilação inferior a 2%, para cima ou para baixo, considerando a forte volatilidade vista nas bolsas desde o início do surto de coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas essa variação 'comportada' não reflete o que foi o pregão de hoje. Desde o início do dia, tivemos um noticiário intenso, com novos elementos nos fronts da pandemia, da agenda econômica e da geopolítica — o que desencadeou reações fortes nos mercados acionários.

O aumento expressivo no número de casos de Covid-19 no mundo, a disparada nos preços do petróleo e o novo aumento expressivo no desemprego nos Estados Unidos: tudo se misturou e culminou numa sessão agitada, em que os fatores positivos se sobrepuseram aos negativos.

  • Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica por trás dos mercados acionários nesta quinta-feira. Veja abaixo:

O ponto-chave foi o comportamento do petróleo: a commodity abriu o dia em alta de cerca de 10% e, ainda durante a manhã, ganhou mais força, chegando a disparar mais de 30%. Ao fim do dia, o WTI para maio teve valorização de 24,67%, a US$ 25,32 o barril, enquanto o Brent para junho subiu 21,02%, a US$ 29,94.

E é claro que, num cenário desses, as ações da Petrobras assumiram o protagonismo da bolsa brasileira: os papéis ON (PETR3) fecharam em forte alta de 8,59% e os PNs (PETR4) avançaram 8,46%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, o dia também foi de ganhos nas bolsas: em Wall Street, o Dow Jones subiu 2,24%, o S&P 500 teve alta de 2,28% e o Nasdaq avançou 1,72%; na Europa, as principais praças também terminaram a sessão no campo positivo.

Leia Também

O mercado de câmbio teve um dia relativamente tranquilo: o dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,2662 — um desempenho pouco expressivo, mas que, ainda assim, representa uma nova máxima nominal de encerramento para a moeda americana.

Trégua no petróleo?

Os investidores já mostravam animação no mercado de commodities desde a noite de ontem, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que Arábia Saudita e Rússia estavam perto de chegar a um acordo sobre a guerra de preços do petróleo "em um futuro não muito distante".

As cotações da commodity começaram a colapsar em março, quando sauditas e russos se desentenderam dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Enquanto o governo de Riad queria cortar a produção, adequando-se à menor demanda por causa do surto de coronavírus, Moscou queria manter o ritmo inalterado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse âmbito, a Arábia Saudita optou por uma estratégia pouco usual: decidiu vender seu próprio petróleo com enormes descontos, de modo a derrubar artificialmente a cotação da commodity e pressionar as finanças da Rússia, obrigando-a a negociar.

Essa estratégia fez o preço do barril de petróleo despencar para níveis inferiores a US$ 20, criando mais um enorme foco de estresse aos mercados em meio à crise do coronavírus.

Assim, as declarações de Trump serviram para injetar ânimo nos investidores — e essa animação aumentou ainda mais por volta de 11h30, quando o presidente americano foi ao Twitter para dar mais detalhes a respeito dessa possível trégua entre sauditas e russos:

"Acabei de falar com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, que conversou com o presidente Putin, da Rússia, e eu espero e acredito que eles vão cortar [a produção de petróleo] em cerca de 10 milhões de barris, talvez muito mais", escreveu Trump. "Se isso acontecer, será ótimo para a indústria de petróleo e gás".

Essa nova declaração fez o petróleo disparar ainda mais, chegando a superar os 30% de valorização — ao longo do dia, perdeu parte da força, mas ainda fechou a sessão com altas expressivas, de mais de 20%.

Apesar de o salto da commodity ter sido expressivo, vale ressaltar que os níveis de preço ainda estão relativamente baixos, na faixa entre US$ 25 e US$ 30 o barril — em abril do ano passado, o petróleo era negociado na faixa entre US$ 60 e US$ 70 o barril.

De qualquer maneira, trata-se de um estímulo importante e um alívio bem vindo num dos focos de tensão dos investidores nos últimos dias — e que ajudou a Petrobras a recuperar parte do terreno perdido recentemente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cautela com o coronavírus

Apesar da injeção de ânimo no mercado de commodities, fato é que os investidores continuam bastante receosos quanto aos desdobramentos do surto de coronavírus para a economia global.

Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, o número total de infectados pela doença no mundo superou hoje a marca de 1 milhão de pessoas — as mortes já ultrapassam a barreira de 50 mil. No Brasil, já são 7.910 contaminados, com 299 óbitos.

Somou-se a esse quadro preocupante os novos dados desanimadores do mercado de trabalho nos EUA, evidenciando o impacto da pandemia sobre o nível de atividade do país e redobrando a cautela dos agentes financeiros.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 28 de março dispararam para 6,648 milhões, quase o dobro dos 3,341 milhões registrados na semana anterior. É um novo recorde histórico e um número muito acima das projeções do Wall Street Journal, de 3,1 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros em baixa

No mercado de juros futuros, o dia foi ajustes negativos na ponta mais curta. Com mais um sinal de que a economia global será fortemente afetada pelo surto de coronavírus, os investidores aumentaram as apostas em um novo corte na Selic e na manutenção das taxas em patamares mais baixos por um período prolongado:

  • Janeiro/2021: de 3,24% para 3,17%;
  • Janeiro/2022: de 4,21% para 4,00%;
  • Janeiro/2023: de 5,39% para 5,37%;
  • Janeiro/2025: de 6,97% para 6,93%.

Top 5

Além da Petrobras, outros papéis de empresas exportadoras, como Suzano ON (SUZB3) e as units da Klabin (KLBN11), também apareceram na ponta positiva do Ibovespa, beneficiados pelo patamar mais elevado do dólar à vista.

As ações de companhias aéreas, como Gol PN (GOLL4) e Azul PN (AZUL4), recuperaram parte das perdas expressivas de ontem. Veja abaixo as maiores altas do índice nesta quinta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
RENT3Localiza ON26,14+10,30%
CVCB3CVC ON10,25+9,04%
CRFB3Carrefour Brasil ON21,47+8,87%
PETR3Petrobras ON15,43+8,59%
HYPE3Hypera ON29,52+8,49%

Confira também as maiores quedas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
VVAR3Via Varejo ON4,38-5,81%
COGN3Cogna ON3,66-5,43%
YDUQ3Yduqs ON20,62-4,98%
MGLU3Magazine Luiza ON35,89-4,24%
JBSS3JBSON20,90-4,00%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar