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O Ibovespa subiu mais de 1%, sustentado pelo bom desempenho das ações da Petrobras em meio à forte valorização das cotações do petróleo. O dólar à vista fechou em leve alta e cravou mais um recorde nominal
Quem olha apenas para o fechamento do Ibovespa — alta de 1,81%, aos 72.253,46 pontos — pode imaginar que a sessão desta quinta-feira (2) foi relativamente tranquila. Afinal, é cada vez mais raro ver uma oscilação inferior a 2%, para cima ou para baixo, considerando a forte volatilidade vista nas bolsas desde o início do surto de coronavírus.
Mas essa variação 'comportada' não reflete o que foi o pregão de hoje. Desde o início do dia, tivemos um noticiário intenso, com novos elementos nos fronts da pandemia, da agenda econômica e da geopolítica — o que desencadeou reações fortes nos mercados acionários.
O aumento expressivo no número de casos de Covid-19 no mundo, a disparada nos preços do petróleo e o novo aumento expressivo no desemprego nos Estados Unidos: tudo se misturou e culminou numa sessão agitada, em que os fatores positivos se sobrepuseram aos negativos.
O ponto-chave foi o comportamento do petróleo: a commodity abriu o dia em alta de cerca de 10% e, ainda durante a manhã, ganhou mais força, chegando a disparar mais de 30%. Ao fim do dia, o WTI para maio teve valorização de 24,67%, a US$ 25,32 o barril, enquanto o Brent para junho subiu 21,02%, a US$ 29,94.
E é claro que, num cenário desses, as ações da Petrobras assumiram o protagonismo da bolsa brasileira: os papéis ON (PETR3) fecharam em forte alta de 8,59% e os PNs (PETR4) avançaram 8,46%.
No exterior, o dia também foi de ganhos nas bolsas: em Wall Street, o Dow Jones subiu 2,24%, o S&P 500 teve alta de 2,28% e o Nasdaq avançou 1,72%; na Europa, as principais praças também terminaram a sessão no campo positivo.
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O mercado de câmbio teve um dia relativamente tranquilo: o dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,2662 — um desempenho pouco expressivo, mas que, ainda assim, representa uma nova máxima nominal de encerramento para a moeda americana.
Os investidores já mostravam animação no mercado de commodities desde a noite de ontem, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que Arábia Saudita e Rússia estavam perto de chegar a um acordo sobre a guerra de preços do petróleo "em um futuro não muito distante".
As cotações da commodity começaram a colapsar em março, quando sauditas e russos se desentenderam dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Enquanto o governo de Riad queria cortar a produção, adequando-se à menor demanda por causa do surto de coronavírus, Moscou queria manter o ritmo inalterado.
Nesse âmbito, a Arábia Saudita optou por uma estratégia pouco usual: decidiu vender seu próprio petróleo com enormes descontos, de modo a derrubar artificialmente a cotação da commodity e pressionar as finanças da Rússia, obrigando-a a negociar.
Essa estratégia fez o preço do barril de petróleo despencar para níveis inferiores a US$ 20, criando mais um enorme foco de estresse aos mercados em meio à crise do coronavírus.
Assim, as declarações de Trump serviram para injetar ânimo nos investidores — e essa animação aumentou ainda mais por volta de 11h30, quando o presidente americano foi ao Twitter para dar mais detalhes a respeito dessa possível trégua entre sauditas e russos:
"Acabei de falar com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, que conversou com o presidente Putin, da Rússia, e eu espero e acredito que eles vão cortar [a produção de petróleo] em cerca de 10 milhões de barris, talvez muito mais", escreveu Trump. "Se isso acontecer, será ótimo para a indústria de petróleo e gás".
Essa nova declaração fez o petróleo disparar ainda mais, chegando a superar os 30% de valorização — ao longo do dia, perdeu parte da força, mas ainda fechou a sessão com altas expressivas, de mais de 20%.
Apesar de o salto da commodity ter sido expressivo, vale ressaltar que os níveis de preço ainda estão relativamente baixos, na faixa entre US$ 25 e US$ 30 o barril — em abril do ano passado, o petróleo era negociado na faixa entre US$ 60 e US$ 70 o barril.
De qualquer maneira, trata-se de um estímulo importante e um alívio bem vindo num dos focos de tensão dos investidores nos últimos dias — e que ajudou a Petrobras a recuperar parte do terreno perdido recentemente.

Apesar da injeção de ânimo no mercado de commodities, fato é que os investidores continuam bastante receosos quanto aos desdobramentos do surto de coronavírus para a economia global.
Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, o número total de infectados pela doença no mundo superou hoje a marca de 1 milhão de pessoas — as mortes já ultrapassam a barreira de 50 mil. No Brasil, já são 7.910 contaminados, com 299 óbitos.
Somou-se a esse quadro preocupante os novos dados desanimadores do mercado de trabalho nos EUA, evidenciando o impacto da pandemia sobre o nível de atividade do país e redobrando a cautela dos agentes financeiros.
Os novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 28 de março dispararam para 6,648 milhões, quase o dobro dos 3,341 milhões registrados na semana anterior. É um novo recorde histórico e um número muito acima das projeções do Wall Street Journal, de 3,1 milhões.
No mercado de juros futuros, o dia foi ajustes negativos na ponta mais curta. Com mais um sinal de que a economia global será fortemente afetada pelo surto de coronavírus, os investidores aumentaram as apostas em um novo corte na Selic e na manutenção das taxas em patamares mais baixos por um período prolongado:
Além da Petrobras, outros papéis de empresas exportadoras, como Suzano ON (SUZB3) e as units da Klabin (KLBN11), também apareceram na ponta positiva do Ibovespa, beneficiados pelo patamar mais elevado do dólar à vista.
As ações de companhias aéreas, como Gol PN (GOLL4) e Azul PN (AZUL4), recuperaram parte das perdas expressivas de ontem. Veja abaixo as maiores altas do índice nesta quinta-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| RENT3 | Localiza ON | 26,14 | +10,30% |
| CVCB3 | CVC ON | 10,25 | +9,04% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | 21,47 | +8,87% |
| PETR3 | Petrobras ON | 15,43 | +8,59% |
| HYPE3 | Hypera ON | 29,52 | +8,49% |
Confira também as maiores quedas do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 4,38 | -5,81% |
| COGN3 | Cogna ON | 3,66 | -5,43% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 20,62 | -4,98% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 35,89 | -4,24% |
| JBSS3 | JBSON | 20,90 | -4,00% |
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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