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As preocupações globais em relação ao coronavírus mexem com o Ibovespa e as bolsas globais, inspirando prudência aos mercados. O dólar flutua perto da estabilidade, oscilando entre perdas e ganhos

O Ibovespa acentuou o ritmo de queda na tarde desta segunda-feira (10), passando a recuar mais de 1% e voltando ao nível dos 112 mil pontos. A tensão dos investidores com o coronavírus aparece como pano de fundo para esse movimento, mas a cautela doméstica também puxa o índice para baixo.
Por volta de 17h05, o Ibovespa operava em queda de 1,26%, aos 112.341,82 pontos, perto das mínimas do dia. No exterior, as bolsas da Ásia e da Europa tiveram um dia negativo, mas os índices dos Estados Unidos conseguem sustentar desempenho positivo.
O dólar à vista passou o dia flutuando ao redor da estabilidade, mas fechou em alta de 0,03%, a R$ 4,3220, cravando um novo recorde nominal de encerramento. Na máxima, a moeda americana chegou a tocar os R$ 4,3292 (+0,19%).
O coronavírus segue como grande fator de influência para as negociações globais nesta segunda-feira. Já são mais de 900 mortos na China e mais de 40 mil pessoas contaminadas no mundo todo — e, nesse cenário, o mercado começa a projetar os possíveis impactos à economia global.
Mais cedo, a China informou um salto nos dados de inflação, para 5,4% em janeiro — bem acima das projeções dos analistas, de alta de 4,96%. Essa pressão inflacionária se deve a um pico nos preços dos alimentos, sobretudo as carnes, em meio ao surto da doença.
A percepção de que o coronavírus já começa a trazer efeitos reais à economia da China e do mundo, assim, coloca os investidores na defensiva nesta segunda-feira, sobretudo nos mercados acionários.
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O cenário político doméstico volta a influenciar os rumos da bolsa brasileira. Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a privatização da Eletrobras está 'cada dia mais difícil'.
A declaração afetou o desempenho das ações da estatal: agora, os papéis ON (ELET3) caem 3,78%, enquanto os PNBs (ELET6) recuam 3,86%. A fala de Maia trouxe maior pessimismo à bolsa como um todo, acentuando as perdas do Ibovespa.
No mercado de moedas, o dólar ficou perto do zero a zero em relação ao peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano, entre outras moedas emergentes. O real, assim, acompanhou seus pares nesta segunda-feira.
Há alguma aversão ao risco no câmbio, em meio às incertezas ligadas ao coronavírus. Sem saber o que poderá acontecer, os investidores preferem se desfazer de ativos mais arriscados, como as moedas emergentes, e partir para opções mais seguras, como o dólar.
No entanto, considerando a alta da moeda americana nos últimos dias, esse movimento acabou tendo pouco espaço — o que ajudou a manter a divisa praticamente inalterada em escala global. Vale lembrar que, na última sexta-feira (7), o dólar à vista já havia chegado a um novo recorde nominal de fechamento, a R$ 4,3209.
Já as curvas de juros fecharam em baixa nesta segunda-feira. Mais cedo, as projeções para a inflação em 2020 pelo boletim Focus caíram de 3,40% para 3,25%. Assim, embora as estimativas para a Selic tenham permanecido em 4,25% ao ano, o mercado parece começar a enxergar um possível espaço para mais cortes nas taxas.
Nesse contexto, veja abaixo como ficaram os principais DIs hoje:
As ações ON do IRB (IRBR3) despencam 12,04% e têm o pior desempenho do Ibovespa, em meio a uma nova carta da Squadra, a gestora que, na semana passada, apontou possíveis inconsistências no balanço da empresa.
A Squadra reafirmou seu posicionamento, rebatendo as argumentações do IRB quanto a possíveis erros de cálculo por parte da gestora. E, em meio ao imbróglio, a XP Investimentos optou por colocar a recomendação para as ações da resseguradora em revisão.
Outro destaque desta segunda-feira é BB Seguridade ON (BBSE3), com ganhos de 0,65% — a empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,13 bilhão no quarto trimestre de 2019, um aumento de 34,9% na base anual.
Veja abaixo as ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta manhã:
Confira também as maiores baixas do índice no momento:
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS
VAI VOLTAR A BRILHAR
BALANÇO 1T26