Menu
2020-02-10T17:19:45-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
de olho nos números

Mercado reduz estimativa de inflação para 3,25% em 2020

Informação consta no Boletim Focus, do Banco Central, em edição desta segunda; projeção para 2021 foi mantida

10 de fevereiro de 2020
9:47 - atualizado às 17:19
inflação consumo eletrônico
Imagem: Shutterstock

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação neste ano, pela sexta vez seguida. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,40% para 3,25%, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC que traz as projeções do mercado para os principais indicadores econômicos.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic pela quinta vez seguida, com corte de 0,25 ponto percentual.

Para o mercado financeiro a Selic deve ser mantida no atual patamar até o final do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o final de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo e estímulo à atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes - 2021, 2022 e 2023 – permanecem em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10, ao final de 2021.

*Com Agência Brasil

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

bolso afetado

Para 50%, coronavírus causou impacto na situação financeira pessoal, diz pesquisa

Proporção de pessoas que considera que suas dívidas vão aumentar ou aumentar muito disparou de 25% para 45%

fatia maior para o motorista

Senado eleva rendimento de motorista de aplicativo até outubro

Alteração obriga empresas como Uber, Cabify e 99 a reduzirem em ao menos 15% o valor retido nas corridas

em busca de soluções

Magazine Luiza, GPA e outras empresas promovem movimento #NãoDemita

Grandes bancos, fabricantes de alimentos, empresas de tecnologia, saúde e investimentos estão endossando uma campanha para evitar a demissão

perspectivas

Economia volta à retomada no 2º semestre, diz economista-chefe do Bradesco

Para Fernando Honorato Barbosa, o setor de serviços será o último a se recuperar

olho no datafolha

Governo Bolsonaro tem 42% de avaliação ‘ruim’ ou ‘péssima’ em abril, diz pesquisa

É o maior nível de avaliações ruins ou péssimas desde o início do mandato, mas ainda estável no limite da margem de erro

Virada de mão

“Vai faltar real para comprar dólar no preço atual”, diz Márcio Appel, da Adam Capital

Depois de ganhar dinheiro com a desvalorização cambial, gestor deixou de apostar na alta do dólar contra o real e avalia comprar a moeda brasileira

medida anticrise

Senado aprova texto-base de projeto que suspende prazos contratuais até outubro

Medida coloca no papel flexibilizações durante a pandemia do novo coronavírus no País e dependerá agora de chancela da Câmara

Em busca de soluções

Governo Federal é o único que pode emitir dívida e moeda, diz Maia

Sobre o trabalho do Parlamento, Maia disse que as Medidas Provisórias começarão a ser votadas “uma a uma” na próxima semana

A mesa virou?

Sistema bancário dos EUA pode ter problema por excesso de liquidez

Com acesso ao dinheiro, empresas estão guardando os recursos em poupanças, o que, juntamente com a liquidação de ativos de risco, inunda os bancos com liquidez

Reflexos da crise

Empresas alegam ‘força maior’ e já pedem revisão de contratos na Justiça

Com a alegação de “força maior” ou “evento fortuito” – por conta do coronavírus -, o meio jurídico teme que os contratos sejam suspensos em um efeito dominó, com distorções em toda economia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements