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Piora no clima político em meio à percepção de perda de força da agenda liberal do ministro Paulo Guedes faz estrago na bolsa nesta segunda-feira
A piora no clima político em Brasília em meio à percepção de perda de força da agenda liberal do ministro Paulo Guedes — que poderia no limite levar o titular da Economia a deixar o governo — faz estrago na bolsa nesta segunda-feira.
Entre as ações mais afetadas estão estatais como a Eletrobras e empresas ligadas à economia doméstica, incluindo as varejistas e administradoras de shopping centers. Na ponta oposta, as exportadoras sobem em linha com a forte alta do dólar na sessão de hoje.
As ações da Eletrobras sentem mais o baque entre as estatais com a percepção dos investidores a perda de força de Guedes ou até mesmo uma eventual saída do ministro sepulta os planos de privatização da holding do setor elétrico.
Na tarde de hoje, as ações ordinárias (ELET3) da estatal recuavam 6,87% e as preferenciais classe B (ELET6) eram negociadas em baixa de 5,81%. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 2,40%. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
As empresas ligadas ao consumo doméstico também são destaque de queda no pregão de hoje da B3. Os papéis da varejista de vestuário Hering registravam baixa de 8,34% e os da administradora de shoppings Multiplan recuavam 5,73%.
A interpretação é que uma possível guinada na condução da política econômica mine a credibilidade do mercado sobre a sustentabilidade da política fiscal. Em outras palavras, isso representa aumento nas taxas de juros, o que derruba o desempenho das empresas ligadas ao consumo.
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A queda do Ibovespa só não é maior hoje porque as ações das exportadoras são negociadas em alta. Com a valorização do dólar ante o real, empresas como Marfrig (+5,83%), JBS (+2,88%) e Suzano (+2,16%) são potencialmente beneficiadas.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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