O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Alexandre Silverio, executivo-chefe de investimentos da AZ Quest, conta quais são as ações favoritas da gestora e por que as maiores posições dos fundos hoje estão no mercado de juros
Não pergunte a Alexandre Silverio quanto tempo vai durar o choque provocado pela pandemia do coronavírus. Ainda que não tenha essa resposta, o executivo-chefe de investimentos da gestora de fundos AZ Quest tem bem menos dúvidas quando é questionado sobre as perspectivas de longo prazo para a bolsa.
“Ouso dizer que no Brasil atual há uma grande oportunidade muito grande para quem tem um horizonte 24 a 36 meses”, me disse Silverio, em uma entrevista por telefone.
Mas ainda que veja as ações extremamente descontadas, as principais apostas dos fundos da gestora que possui R$ 17 bilhões em patrimônio hoje estão em outro mercado: o de juros.
Logo no começo da nossa conversa, Silverio se lembrou da entrevista que concedeu em agosto do ano passado para o Seu Dinheiro, no auge da incerteza sobre os rumos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Na ocasião, o gestor reforçou sua confiança na bolsa, e de fato o Ibovespa passou por um rali que durou até janeiro deste ano, quando bateu na máxima de fechamento aos 119.528 pontos.
Desta vez, Silverio reconhece que não viu a tempestade provocada pelo coronavírus chegar – como praticamente ninguém no mercado, aliás.
Leia Também
“Eu não estava entre os pessimistas. Acreditava em uma desaceleração global, com o Brasil se destacando nesse cenário.” Antes de o coronavírus solapar as projeções para a economia, a AZ Quest esperava um crescimento de 2,8% do PIB brasileiro neste ano.
A gestora está revisando os números, mas agora o gestor vê a possibilidade de uma contração entre 4% e 4,5%, ou ainda mais, dependendo do período de distanciamento social imposto pela pandemia.
Apesar de ver oportunidades com foco no longo prazo, Silverio diz não saber se já vimos ao fundo do poço em março ou se a bolsa ainda pode abrir um alçapão em meio às incertezas sobre o ritmo de contágio do coronavírus.
“O certo é que os preços vão começar a melhorar antes do pior momento do pico da doença, assim como o mercado começou a sentir os efeitos antecipadamente.” – Alexandre Silverio, AZ Quest
Olhando para a bolsa, o gestor da AZ Quest diz que a cotação da maioria das ações hoje já reflete um cenário bastante negativo. Mas, por enquanto, o trabalho é o de identificar as empresas capazes de resistir ao baque.
Para isso, se vale de algumas premissas como balanços robustos, pouca dívida e a capacidade de a companhia acessar o mercado, se necessário.
“Existem hoje empresas de muito boa qualidade na bolsa em níveis de valor que só atingiram em grandes crises.”
E quais seriam essas empresas?
O primeiro nome citado pelo gestor da AZ Quest é o da mineradora Vale. Ele vê as ações da empresa “extremamente descontadas”, apesar do desempenho relativamente melhor do que o resto do mercado nas últimas semanas.
A gestora também voltou a ter JBS na carteira, com a expectativa de que as empresas de alimentos e proteínas sejam menos afetadas pela crise.
Quem também deve passar pelo choque do coronavírus praticamente sem cicatrizes é a B3. A operadora da bolsa, que viu os volumes de negociação dispararem no mês passado, deve fechar o ano com o lucro praticamente estável, diz Silverio. O que já se trata de um feito e tanto no mundo em que estamos.
Também no setor financeiro, o gestor enxerga uma oportunidade na queda das ações do Banco do Brasil. “Os papéis estão no mesmo nível de preço da crise de 2008.”
Em outros setores, como o varejo, a visibilidade é bem menor. Mas Silverio avalia que o Magazine Luiza é uma das empresas mais preparadas para suportar a crise.
Apesar da queda esperada nas vendas e do corte radical das receitas das lojas de rua com a quarentena, a empresa soube fazer a transição para o mundo digital. “Estamos tranquilos com Magalu.”
A maior posição hoje nos fundos da AZ Quest, no entanto, não está na bolsa, mas no mercado de juros. Silverio me contou que a gestora tem posições aplicadas em juros de dois a três anos.
Isso significa que, na visão da AZ Quest, há espaço para a redução da Selic além do que está refletido pelo mercado na chamada curva de juros.
No comunicado que acompanhou a decisão de reduzir a Selic em meio ponto, o Banco Central sinalizou que esse poderia ser o último corte na taxas.
Mas depois do tom mais brando publicado na ata da reunião do Copom e, principalmente, na piora generalizada dos indicadores da economia de lá para cá, as apostas são de que o BC deve continuar cortando os juros.
A AZ Quest espera uma redução entre 0,75 e 1 ponto percentual, que levaria a Selic para até 2,75% ao ano. “Vejo espaço para a taxa permanecer baixa por bastante tempo”, disse Silverio.
A aprovação na Câmara da “bomba fiscal” com o pacote de ajuda a Estados e municípios também não muda a aposta dele para a Selic no curto prazo.
Nem mesmo a disparada do dólar deve provocar pressões inflacionárias que poderiam tirar espaço para o BC cortar os juros, segundo o gestor.
Sobre a trajetória do dólar, Silverio disse estar “em cima do muro”. De um lado, ele não vê muito espaço para uma desvalorização ainda maior do real depois do movimento dos últimos meses.
Por outro, a expectativa de uma retomada mais lenta após a crise para a economia brasileira também não deve estimular uma queda muito expressiva do dólar.
Entre a recuperação em "V", letra que representa uma velocidade mais rápida de volta à normalidade e o "L", que significa uma economia em recessão por mais tempo, Silverio não fica com nenhuma das duas.
“Pelo que falamos com as companhias, a propensão ao consumo tende a ser menor após a crise, então a retomada dificilmente vai ser em 'V'. Também não acho que é em 'L', mas vai ser lenta.”
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking
Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso
Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio
Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel
O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos
Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta
Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números
Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa