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Caso o BNDES aceite a proposta, a Eneva submeterá à administração da AES Tietê uma oferta de incorporação envolvendo as duas companhias
A Eneva informou na noite desta quinta-feira (23) que fará proposta ao BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por fatia detida na AES Tietê.
A mesma oferta encaminhada ao BNDES será estendida aos demais acionistas da AES Tietê, se o banco concordar com as condições da Eneva.
O BNDESPar detém participação de 28,41% do capital social total da AES, sendo 14,42% das ações ordinárias (ON) e 37,51% das ações preferenciais (PN). A oferta divulgada hoje prevê um acordo de troca de ações e uma parte em dinheiro.
Segundo a proposta, a Eneva oferecerá 0,06539522 novas ações ON de emissão da companhia por cada ação ordinária ou PN de emissão da AES Tietê, ou 0,32697609 por unit. O acordo totalizaria 130,5 milhões novas ações ordinárias de emissão da Eneva.
Além disso, a Eneva pagaria mais uma parcela em dinheiro de R$ 727,9 milhões, o equivalente a R$ 0,36 por cada ação ON ou PN ou R$ 1,82 por unit.
A relação de troca proposta atribui prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias na data de hoje, disse a Eneva, no comunicado.
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Mais cedo, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, disse que a Eneva tinha decidido fazer proposta pela participação da BNDESPar na geradora e que ela seria entregue ainda nesta quinta.
Em abril, em resposta à proposta da Eneva feita em março, o conselho de administração da AES Tietê rejeitou a oferta dizendo que ela era hostil e que subavaliava a companhia, citando ainda uma incompatibilidade existente entre os negócios das duas empresas.
À época, a Eneva propôs a incorporação usando como moeda suas próprias ações mais R$ 2,7 bilhões em dinheiro. O valor total representava um prêmio de 13,3% sobre as cotações das units da AES Tietê.
O grupo norte-americano AES, que detém 24,35% do capital total, controla a empresa por deter 61,6% das ações ON, que dão direito a voto.
No entanto, como a AES Tietê está listada no nível 2 de governança corporativa da B3, os detentores de ações preferenciais têm direito a voto em temas como uma proposta de incorporação, segundo decisão da própria bolsa.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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