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O anúncio foi feito em uma rede social por Guilherme Benchimol, fundador da XP, que possui um total de 1 milhão e 250 mil clientes
Nem a crise nem o aumento da competição parecem diminuir o ritmo de expansão da XP Investimentos. A corretora alcançou nesta semana a marca de R$ 250 bilhões de investimentos sob sua custódia. O anúncio foi feito no LinkedIn pelo próprio fundador da XP, Guilherme Benchimol.
O número de clientes da corretora acompanhou o volume sob custódia e hoje está em 1 milhão e 250 mil, segundo informações da assessoria de imprensa da XP, que também é dona das corretoras Rico e Clear.

Líder de mercado e pioneira no mercado de plataformas de investimento, a XP acelerou o ritmo de crescimento desde o anúncio da venda da participação de 49,9% para o Itaú Unibanco, concluída no ano passado.
O maior banco privado brasileiro pagou R$ 6,3 bilhões pela fatia, o que avaliou a corretora em aproximadamente R$ 12 bilhões. Achou muito? Pois a XP se prepara para abrir o capital, provavelmente em uma oferta de ações em Nova York, em uma avaliação que varia de R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões, dependendo do interlocutor.
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Os primeiros rumores diziam que o IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) poderia ocorrer ainda neste ano, mas a expectativa maior agora é de que a operação ocorra apenas no ano que vem.
O avanço da XP se apoiou principalmente na figura do agente autônomo de investimento. O profissional, que não possui vínculo trabalhista com a empresa, é responsável por apresentar produtos de investimento aos clientes e ganha uma comissão por negócio fechado.
De olho nesse filão, o BTG Pactual partiu para a briga e começou a trazer para sua própria plataforma alguns agentes que eram vinculados à concorrente. Em dezembro do ano passado, a XP chegou a obter uma decisão favorável para impedir a abordagem do BTG, mas o banco conseguiu derrubar a liminar em abril.
Apesar de chamar a atenção, o valor alcançado pela XP mostra que ainda há um longo caminho para popularizar os investimentos financeiros para além da caderneta de poupança.
Segundo uma pesquisa divulgada no mês passado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros (Anbima), os investimentos dos brasileiros em produtos financeiros chegou ao valor de R$ 2,98 trilhões no primeiro trimestre de 2019, sendo que desse montante R$ 725,40 bilhões estavam aplicados na poupança.
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