Fraco, como esperado: veja a reação dos analistas ao balanço da Via Varejo
A Via Varejo ficou no vermelho pelo terceiro trimestre seguido. Analistas projetavam resultados ruins, mas ainda assim se surpreenderam com alguns pontos negativos, embora outros tenham agradado

As ações ON da Via Varejo encerraram o pregão desta quarta-feira estáveis, a R$ 3,93, numa sessão em que mercado passou o dia digerindo os resultados da companhia no primeiro trimestre deste ano — um prejuízo líquido de R$ 49 milhões, revertendo o lucro de R$ 64 milhões registrado há um ano.
Em linhas gerais, os analistas consideraram o balanço da empresa como fraco, embora essa fragilidade já fosse esperada. Por um lado, a receita líquida e a margem bruta foram citadas como principais decepções do trimestre. Por outro, a redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas foi bem recebida.
Ao longo do dia, os papéis da Via Varejo oscilaram entre os R$ 3,86 (-1,78%) e os R$ 4,06 (+3,31%). O Ibovespa fechou a sessão em queda de 0,92%, aos 95.045,43 pontos.
BTG Pactual — A perspectiva continua desafiadora
Recomendação: Neutro
Preço-alvo: R$ 8,00
"A Via Varejo divulgou um conjunto fraco de resultados, com a receita líquida de R$ 6,3 bilhões ficando 7% abaixo de nossas estimativas"
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"A margem bruta caiu 5,6 pontos percentuais, refletindo o ambiente competitivo, o fim da Lei do Bem e a menor penetração do CDC e de outros serviços no trimestre"
"No todo, apesar da redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas e do desempenho fraco das ações neste ano, os resultados trimestrais e os riscos de execução devem impedir uma grande variação nos papéis no curto prazo"
Itaú BBA — A recuperação do crescimento ainda está por vir
Recomendação: Outperform (compra)
Preço-alvo: R$ 6,50
"Tanto o crescimento das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) quanto o montante transacionado (GMV) ficaram ligeiramente abaixo de nossas estimativas"
"A rentabilidade foi impulsionada por uma redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), gerando uma menor contração na margem Ebitda"
"Parece que a companhia está dando passos importantes para entregar suas três principais prioridades no momento: a recuperação nas vendas, a redução nos custos e a estabilização em seus sistemas"
"Permanecemos otimistas quanto ao cumprimento do guidance da Via Varejo para 2019"
Bradesco BBI — A receita e a margem bruta permaneceram fracas no trimestre
Recomendação: Neutro
Preço-alvo: R$ 5,00
"A Via Varejo reportou resultados fracas no primeiro trimestre, embora valha a pena destacar que as expectativas em relação ao balanço eram bastante baixas"
"Apesar de reconhecermos o progresso feito pela companhia para reduzir as despesas, acreditamos que os investidores devem questionar até que ponto esse processo é sustentável, a medida que a empresa retoma seu crescimento"
"Os próximos trimestres serão importantes para o mercado avaliar melhor a evolução do turnaround da empresa e validar seu roteiro para retomar o crescimento"
"Se o progresso alcançado neste trimestre for suficiente para gerar uma recuperação sustentável de receita e rentabilidade, acreditamos que o segundo trimestre precisa mostrar expansão de margens"
Safra — Resultados ainda mais fracos
Recomendação: Neutro
Preço-alvo: R$ 6,60
"Os resultados foram negativos e ficaram abaixo de nossas estimativas, que já eram conservadoras"
"Apesar do ambiente macroeconômico ainda desafiador e da competição, o balanço reflete algum legado de 2018, quando foi promovido um ajuste nos estoques, sistemas e no modelo de incentivo de lojas"
"Em breve iremos atualizar nosso modelo para incorporar esses resultados mais fracos. Por enquanto, permanecemos com nosso rating neutro, com base nos riscos de execução e viés de baixa em nossas estimativas".
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