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Após desastre em Brumadinho

Mourão diz que governo está estudando afastar diretores da Vale

Medida permaneceria em vigor durante as investigações sobre o desastre que aconteceu na semana passada em Minas Gerais

Vice-presidente Hamilton Mourão
Presidente em exercício defende uma punição rígida aos responsáveis pelo desastre de BrumadinhoImagem: Shutterstock

Diretoria da Vale com a corda no pescoço? O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o comitê de crise do governo está estudando a possibilidade de afastar os diretores da mineradora de suas funções. A medida ficaria em vigor durante as investigações sobre o desastre que aconteceu na semana passada em Brumadinho (MG).

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"Essa questão da diretoria da Vale está sendo estudada pelo grupo de crise. Vamos aguardar governo pode fazer tal recomendação.

Reunião de cúpula

O gabinete de crise, composto pelos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, de Minas e Energia, Almirante Bento, e de Defesa, Fernando Azevedo, se reuniu na manhã desta segunda.

Sobre o encontro, Mourão afirma ter defendido uma punição rigorosa para os culpados, inclusive criminalmente. "Primeiro a [punição] que dói no bolso, que já está sendo aplicada; e segundo, se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte de alguém dentro da empresa, essa pessoa tem que responder criminalmente. Afinal de contas, quantas vidas foram perdidas nisso daí?", disse.

Mudança de postura?

Questionado sobre se, após o desastre, o governo poderia fazer uma defesa mais enfática do meio ambiente, levando o tema para o centro das decisões, Mourão afirmou que o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou tal posição no Fórum Mundial Econômico, em Davos, na Suíça, por conta da discussão sobre a permanência do Brasil no Acordo de Paris.

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"Eu também já disse que nós não podemos nos furtar, que essa é uma questão moderna. Aumentou demais o número de pessoas na Terra, a exploração econômica de modo que a gente possa alimentar essas pessoas todas é enorme a gente tem que, de todas as formas preservar, porque é o nosso planeta né, se não vamos ter que viver em Marte", disse.

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*Com Estadão Conteúdo.

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