🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Impacto limitado

Usiminas, CSN e Gerdau são afetadas pelas tarifas de Trump? Sim, mas bem pouco

As ações das siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas fecharam em alta, desprezando o impacto das tarifas de importação ao aço anunciadas pelos Estados Unidos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de dezembro de 2019
16:18 - atualizado às 10:48
Imagem mostra trabalhador de indústria siderúrgica, como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) ou Gerdau (GGBR4)
Indústria siderúrgica - Imagem: Shutterstock

Donald Trump amanheceu disposto a reescrever o roteiro da guerra comercial. De caneta em mãos — ou melhor, de celular em punho —, ele foi ao Twitter para resgatar um personagem esquecido da trama: as sobretaxas ao aço do Brasil. E, como consequência, CSN, Usiminas e Gerdau foram alçadas a protagonistas dos mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dúvida dos agentes financeiros que estavam na plateia era bem simples: como esses três atores reagiriam a uma mudança súbita no desenrolar do enredo? Sua atuação seria prejudicada por essa reviravolta, ou elas se adaptariam às alterações do texto e continuariam sem se abalar?

Pois quem apostou que as siderúrgicas sentiriam a pressão dos holofotes, se deu mal: as ações das companhias fecharam em alta firme nesta segunda-feira (2). CSN ON (CSNA3), por exemplo, avançou 5,73%e teve o melhor desempenho do Ibovespa; Gerdau PN (GGBR4) e Usiminas PNA (USIM5) subiram 2,65% e 2,00%, respectivamente.

A atuação segura das protagonistas do pregão fez o Ibovespa receber aplausos calorosos: o principal índice da bolsa brasileira teve ganho de 0,64%, aos 108.927,83 pontos — confira aqui a cobertura completa dos mercados.

Eu conversei com alguns analistas do setor sobre as novas tarifas de Trump. Assumindo a posição de críticos teatrais, eles me explicaram as nuances dos papéis de CSN, Usiminas e Gerdau na peça do setor siderúrgico global. O veredito foi quase unânime: a mudança no roteiro exige poucas adaptações por parte das empresas brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Velhos clichês

Em primeiro lugar, há o fato de essa reviravolta não ser exatamente nova: em março do ano passado, Trump já havia determinado a aplicação de sobretaxas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as compras de alumínio de diversos países, entre eles, o Brasil.

Leia Também

Mas, depois de muitas idas e vindas diversas na guerra comercial, diversos parceiros comerciais dos Estados Unidos acabaram recebendo uma isenção dessas tarifas — e o Brasil, novamente, foi incluído na lista. Assim, por mais que a notícia obviamente não seja positiva, também não há um elemento surpresa tão expressivo, como ocorreu em 2018.

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1201455859731238912

"Brasil e Argentina estão promovendo uma desvalorização massiva em suas moedas, o que não é bom para os nossos fazendeiros. Assim, com efeito imediato, eu vou reinstaurar as tarifas sobre todas as importações de aço e alumínio vindos desses países", escreveu o presidente americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um segundo ponto relevante é o de que o anúncio em si faz muito barulho, mas, em termos práticos, pouco afeta o desenvolvimento dos personagens — no caso, CSN, Usiminas e Gerdau. As exportações de aço aos Estados Unidos não são tão relevantes assim, o que diminui o potencial negativo da sobretaxação.

O caso mais gritante é o da Gerdau. A companhia possui um braço bastante relevante nos EUA — as operações de negócios na América do Norte responderam por 37,1% da receita líquida e 29% do Ebitda da empresa nos últimos 12 meses.

Naturalmente, todo o aço produzido pela Gerdau em território americano não está sujeito às tarifas, já que ele não está sendo importado. E qual o tamanho das exportações da empresa brasileira aos EUA? Bem, esse dado não é aberto pela companhia, mas é possível obter alguma dimensão numérica.

Veja só: as exportações da Gerdau — para os EUA e todos os outros mercados — chegaram a R$ 752 milhões no terceiro trimestre deste ano. Considerando a receita líquida total da empresa no período, de R$ 9,931 bilhões, chega-se à conclusão de que as vedas externas responderam por apenas 7,5% da receita da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, considerando que os Estados Unidos não são o principal comprador internacional de aço da Gerdau, é razoável concluir que essa elevação das tarifas não representa uma grande preocupação para a empresa.

Participação por operação de negócio (ON) da Gerdau na receita da companhia
Participação por operação de negócio (ON) da Gerdau na receita da companhia - Imagem: Gerdau

Sem drama

Ok, a Gerdau possui operações nos Estados Unidos e consegue passar sem arranhões pelo aumento das tarifas. Mas e CSN e Usiminas, como ficam?

Bem, elas também passam praticamente inabaladas. A Usiminas exporta uma quantia relativamente pequena de sua produção siderúrgica: do 1,033 milhão de toneladas de aço vendidos no terceiro trimestre deste ano, apenas 88 mil toneladas — ou 8,5% — foram destinadas ao mercado internacional.

A empresa ainda revela que, entre julho e setembro, apenas 16% das exportações foram destinadas aos EUA. Fazendo uma conta rápida, chegamos ao total de 14 mil toneladas vendidas aos americanos — ou 1,3% das vendas totais ao exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Vendas da Usiminas ao exterior
Vendas da Usiminas ao exterior - Imagem: Usiminas

 

A CSN também tem motivos de sobra para não se deixar abalar pelo novo roteiro da guerra comercial. Em primeiro lugar, porque possui um braço relevante de mineração, que ajuda a compensar eventuais instabilidades no mercado de aço; em segundo, porque o mercado americano também não tem um grande apelo para a companhia.

Vamos nos focar apenas nas operações de siderurgia: ao todo, a CSN vendeu 1,072 milhão de toneladas de aço no terceiro trimestre deste ano, dos quais apenas 15 mil toneladas foram exportados — o equivalente a 1,4% do total.

Vendas da CSN no terceiro trimestre de 2019
Vendas da CSN no terceiro trimestre de 2019 - Imagem: CSN

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estímulo externo

Há mais um fator que ajuda a dar segurança às ações das três empresas: a China. O gigante asiático é o principal consumidor mundial de aço e produtos para as indústrias de base — assim, sinais de que a economia chinesa vai bem acabam dando ânimo as siderúrgicas brasileiras.

E foi exatamente isso o que aconteceu nesta manhã: mais cedo, foram divulgados dados animadores do setor industrial da China, mostrando o quarto mês seguido de expansão na atividade — o que afasta os temores de desaceleração no país e abre espaço para um aumento na demanda por produtos siderúrgicos.

Assim, considerando o volume relativamente pequeno de exportações de CSN, Gerdau e Usiminas, há a notícia negativa dos EUA, mas também há um fator positivo da China. E, levando em conta que os chineses são clientes mais importantes que os americanos para as siderúrgicas, o saldo é azul.

Reação da plateia

Por mais que o mercado tenha ignorado a sobretaxação anunciada por Trump, associações ligadas ao setor siderúrgico e o próprio governo brasileiro mostraram-se descontentes com a movimentação dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, o Instituto Aço Brasil — entidade que reúne as principais empresas brasileiras produtoras de aço — diz ter recebido a notícia com "perplexidade" e afirma que não há qualquer iniciativa por parte do governo para desvalorizar artificialmente o real.

"A decisão de taxar o aço brasileiro como forma de 'compensar' o agricultor americano é uma retaliação ao Brasil, que não condiz com as relações de parceria entre os dois países", diz o Instituto. "tal decisão acaba por prejudicar a própria indústria produtora de aço americana, que necessita dos semiacabados exportados pelo Brasil".

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura diz já estar em contato com interlocutores em Washington sobre as taxações ao aço.

"O governo trabalhará para defender o interesse comercial brasileiro e assegurar a fluidez do comércio com os EUA, com vistas a ampliar o intercâmbio comercial e aprofundar o relacionamento bilateral, em benefício de ambos os países".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar