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Telefônica e TIM haviam se manifestado no conselho contra a aprovação da transação por entenderem que provocaria uma concentração excessiva de mercado
O presidente da Telefônica Brasil, Christian Gebara, indicou que a companhia saiu definitivamente da briga relacionada ao processo de compra da Nextel pela Claro.
A Telefônica e a TIM haviam se manifestado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao longo deste ano contra a aprovação da transação por entenderem que a junção das empresas provocaria uma concentração excessiva de mercado, uma vez que a Claro ficaria com todos os espectros de radiofrequência da Nextel.
Em setembro, porém, o Cade deu aval à transação. A TIM entrou com recurso, mas a Telefônica não.
Nesta segunda-feira, Gebara disse que o leilão de 5G está próximo e representará a oferta de mais espectros de radiofrequência, fato que poderá reequilibrar o nível de competição no mercado. "Temos um cenário de leilão muito próximo, onde qualquer diferença poderia ser corrigida", pontuou, em teleconferência com jornalistas.
Ele salientou ainda que o cálculo da concentração dos espectros de radiofrequência deve ser feito em relação ao total de clientes e sinalizou que a Telefônica tem apetite pela aquisição desse tipo de ativos no futuro leilão.
Gebara ainda suavizou o discurso contrário à compra da Nextel pela Claro. "O Brasil é um país que precisa de investimentos, e a consolidação do mercado permite isso. A consolidação da Nextel é positiva para o setor, pois dá mais força para investimentos. O resultado é positivo, sim", declarou.
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O presidente da Telefônica Brasil disse ainda que o plano trienal de investimentos da companhia continua o mesmo, e não contabiliza possíveis aportes com o leilão de 5G, uma vez que as regras do certamente ainda não foram definidas.
O plano do grupo prevê R$ 26,5 bilhões de investimentos no triênio até 2020, mas pode ter desembolsos um pouco menores devido a ganhos de eficiência apurados no período, explicou Gebara.
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Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
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