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B3 aumentou em 24% sua receita com aumento do volume de operações no mercado e viu seu lucro engordar 64% no primeiro trimestre, para R$ 736 milhões.
Sabe qual foi a empresa que mais ganhou com a alta das ações no início do ano no Brasil? Não estou falando de valor de mercado, mas sim de dinheiro na conta. Quem viu sua receita e lucro engordar com o aumento do volume de operações no mercado financeiro foi a B3, a bolsa de valores brasileira. A companhia elevou sua receita para R$ 1,53 bilhão no primeiro trimestre do ano, um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro recorrente veio na esteira desse resultado: R$ 736 milhões, um crescimento de 64%.
Os analistas já esperavam um bom desempenho da B3 no primeiro trimestre. A média das projeções reunidas pela Bloomberg apontava para um lucro recorrente de R$ 705 milhões.
A B3 foi uma das cerca de 20 grandes empresas que divulgaram seus resultados financeiros do primeiro trimestre nesta quinta-feira (9). Veja como foram os resultados de Azul, Suzano, Telefônica e outras empresas.
O grande propulsor do resultado foi o crescimento de 48,5% no volume negociado no mercado à vista de ações e de 125,7% nas negociações de contratos futuros de índices do mercado de capitais.
"No caso do mercado à vista, essa alta reflete tanto a valorização de 12,3% da capitalização de mercado quanto o maior giro de mercado, que atingiu 104,1% no 1T19. No caso dos contratos futuros, o desempenho é explicado pelo crescimento da negociação da versão Mini desses contratos, notadamente por investidores pessoas físicas e de alta frequência (High Frequency Traders- HFT)", disse a B3 em relatório de resultados.
A companhia também se beneficiou do aumento do número de investidores no pregão brasileiro. O resultado da empresa foi divulgado no mesmo dia em que a B3 anunciou que o número de investidores em renda variável atingiu 1 milhão no Brasil.
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"Também vale ressaltar o crescimento de 43,6% no número de investidores ativos nesse mercado, evidenciando o aumento do interesse em diversificação de investimentos em um cenário de taxa de juros baixa", disse a B3 no relatório de desempenho trimestral.
Cada vez que o investidor compra ações ele paga emolumentos à B3 referentes a negociação e liquidação dos ativos. No caso das pessoas físicas, o valor é de 0,031532% do total de negociado. A bolsa também cobra uma taxa de custódia das corretoras. Como mais gente operou no mercado no primeiro trimestre e os volumes foram maiores, a bolsa ganhou mais com taxas. E ainda: ela ganha com a valorização das ações, já que suas taxas são cobradas sobre os valores negociados. Então quanto mais altos eles forem, melhor para ela.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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