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A Qantas anunciou na última semana que escolheu os aviões da Airbus e não os da Boeing para realizar o projeto da rota comercial mais longa do mundo e que está em fase de pesquisa
A companhia aérea australiana Qantas, que pretende operar um dos voos mais longos do mundo sem paradas entre Sydney, Melbourne e Brisbane para Londres e Nova York, tomou uma decisão que pode impactar ainda mais a crise da Boeing. As informações são da CNN Business.
A Qantas anunciou na última semana que escolheu os aviões da Airbus e não os da Boeing para realizar o projeto da rota comercial mais longa do mundo e que está em fase de pesquisa. A notícia pode ser vista como mais um golpe para a fabricante de aviões americana, que continua a sofrer com a crise provocada pela aeronave 737 Max.
Em comunicado, a companhia australiana informou que ainda não fez um pedido formal de aviões para a Airbus. Mas falou que vai tentar um acordo para pedir até 12 aviões, que serão apresentados ao conselho da Qantas.
As duas fabricantes de aviões, Boeing e Airbus desenvolveram aeronaves para o projeto ambicioso da Qantas em um processo competitivo e que durou meses. No fim, a Boeing apresentou o 777X e a Airbus veio com o modelo A350.
Ao comentar a decisão, o CEO da Qantas, Alan Joyce, disse que foi "uma escolha difícil". Mas acrescentou que a Airbus adicionaria um tanque de combustível extra ao A350, o que "aumentaria o peso máximo de decolagem para oferecer a performance necessária para as novas rotas".
Joyce disse ainda que a Airbus ofereceu mais tempo do que a Boeing para que a companhia australiana chegasse a uma decisão. Isso foi importante porque a Qantas ainda está negociando como compensaria a tripulação por conta dos voos mais longos e que poderiam resultar em até 22 horas seguidas de trabalho.
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E a perda desse grande projeto é apenas a ponta do iceberg dos problemas da Boeing. O resultado do último trimestre da empresa mostra a situação complicada que vive a empresa.
Apenas para se ter uma ideia, no terceiro trimestre deste ano, a companhia reportou um lucro de US$ 1,17 bilhão, o que representa uma queda de 51% ante o mesmo período do ano passado.
O valor por ação, indicador bastante utilizado nos Estados Unidos, também sofreu uma contração de 50% na comparação ano a ano e passou de US$ 4,07 no terceiro trimestre de 2018 para US$ 2,05 no último balanço.
A receita, por sua vez, recuou 21% e fechou em US$ 20 bilhões. O resultado foi impactado, principalmente pela uma deterioração no desempenho da divisão comercial, que reportou prejuízo operacional de US$ 40 milhões no trimestre ante um lucro de US$ 2 bilhões visto um ano antes.
Ao olhar os números do segmento de aeronaves comerciais, os valores são ainda mais preocupantes. A receita da companhia nesse segmento fechou o período em US$ 8,2 bilhões, o que representa uma queda de 41% ante o mesmo período de 2018. A contração é reflexo na queda das entregas do 737.
Durante o período, a companhia informou que foram entregues apenas 62 aeronaves contra 190 no terceiro trimestre do ano passado.
Como reflexo do cenário atual mais complicado, a Boeing também anunciou que a produção do 787 Max será reduzida de 14 para 12 aeronaves mensais por um período de dois anos contados a partir de 2020.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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