Menu
2019-08-28T12:09:49-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
25 Anos do Real

Campos Neto não falou de dólar, mas reforçou que papel do BC é manter inflação baixa

Presidente também disse que com cautela e perseverança, BC seguirá contribuindo para um ambiente de crescimento econômico sustentável

28 de agosto de 2019
12:09
Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado - Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Os colegas jornalistas e fomos eu até o Museu de Valores do Banco Central para ouvir o presidente Roberto Campos Neto. O mote era a abertura de uma exposição sobre os 25 anos do Plano Real e o lançamento de uma moeda comemorativa.

Nada emocionante para o mundo dos mercados, mas é a famosa pauta “vai que”. Vai que ele resolve falar algo de dólar ou taxa Selic.

Não foi. O presidente se manteve fiel ao tema e perguntando se poderia comentar a movimentação do câmbio, enquanto exibia as novas moedas às câmaras, disse que veio para falar de beija-flor. Ave que estampa a moeda em referência à primeira cédula de R$ 1, lançada em 1994.

real moeda
Moeda comemorativa dos 25 anos do Real. Foto: - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

Mas seu discurso serviu para reafirmar alguns princípios:

- A principal contribuição que a política monetária pode dar é a inflação baixa e estável, objetivo cumprido com os recentes resultados na meta para a inflação.

- É com estabilidade monetária que conseguiremos convergir para taxas de juros a níveis mais adequados, a começar pela taxa básica, que se encontra no mínimo histórico. Com cautela e perseverança, seguiremos contribuindo para um ambiente de crescimento econômico sustentável.

O uso dos termos “cautela e perseverança” remeteu a uma mensagem de política monetária que o BC reafirmou do fim da gestão Ilan Goldfajn até a reunião de maio, quando os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) optaram por não mais repetir essa mensagem em sua comunicação, “posto que se trata de questão principiológica que já deveria estar bem assimilada”.

A mensagem em questão, que servia como senha para manutenção da taxa em 6,5% ao ano, era a seguinte: “O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas”.

Como isso agora é uma questão principiológica não dá para falar que o BC mudou sua mensagem atual, de que há espaço para corte adicional da Selic, mas que o Copom vai seguir avaliando o balanço de risco, projeções e expectativas até a reunião do dia 18 de setembro.

O aumento da incerteza externa e seus reflexos sobre o dólar são, justamente, os dois grandes pontos de incerteza. No mercado, a posição majoritária é de que um dólar mais alto não barraria novos reduções da Selic. A conferir até o dia 18 de setembro.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Pressão para todo lado

Comissão inicia discussões sobre a Reforma Administrativa; relator afirma que Bolsonaro precisa manifestar seu apoio

A comissão especial formada na Câmara dá hoje o pontapé inicial na discussão da reforma administrativa. A primeira reunião é cercada de forte pressão para definir a lista das categorias de Estado a serem incluídas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O crescimento desse movimento é uma das preocupações do relator do projeto, deputado […]

Matéria-prima salgada

Commodities vão inflacionar o mercado de carros, diz presidente de consórcio que reúne Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën

Além da pandemia e da falta de chips, o executivo vê com preocupação o movimento inflacionário das commodities usadas pelo setor

MERCADOS HOJE

Dólar fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em um ano; confira as razões para a queda da moeda

Entrada de fluxo estrangeiro no país é acompanhada de alguns critérios técnicos e uma melhora na percepção de risco.

Ampliando investimentos

GM amplia em 75% investimentos em carros elétricos e automáticos até 2025

A projeção da empresa é de que seu Ebit fique entre US$ 8,5 bilhões e US$ 9,5 bilhões na primeira metade do ano

Análise do presidente

Para Bolsonaro, derrubada ou perda da validade da MP da Eletrobras provocará caos

A MP não tem consenso entre líderes e corre o risco de ser derrubada ou ter a votação adiada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies