🔴 CHANCE DE MULTIPLICAR O SEU CAPITAL POR 7,5X COM 1 CLIQUE – CONHEÇA A FERRAMENTA

Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juros

Campos Neto fala em preservar conquistas e reafirma Selic estável

Em evento em São Paulo, o presidente do BC destaca as vantagens da cautela, serenidade e perseverança na condução da política monetária

Eduardo Campos
Eduardo Campos
1 de abril de 2019
22:45 - atualizado às 13:41
Roberto Campos Neto presidente do BC
Roberto Campos Neto na Sabatina na CAE do Senado. - Imagem: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reafirmou a mensagem de política monetária da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de estabilidade da Selic em 6,5% ao ano.

“É importante mantermos os ganhos recentes alcançados na condução da política monetária, que tem se baseado na cautela, na serenidade e na perseverança”, disse em evento promovido pelo Goldman Sachs.

No mercado, a opinião majoritária é de manutenção do juro básico no atual patamar até o fim desde ano, mas cresce o percentual de analistas que trabalha com redução, para 5,5% a 6%, algo captado pela distribuição de frequências da pesquisa Focus.

O discurso de Campos Neto foi disponibilizado pelo Banco Central (BC). O presidente voltou a dizer que os indicadores recentes apontam ritmo de crescimento aquém do esperado, mas que não obstante, a economia brasileira segue em processo de recuperação gradual.

Ainda de acordo com Campos Neto, é importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques vistos no ano passado. Esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo.

“Cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de nosso objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas”, disse, concluindo a parte dedicada à política monetária.

Nas considerações finais, Campos Neto falou em trabalhar para “manter a inflação baixa e controlada, dando seguimento à ótima atuação da condução da política monetária, e continuar aprimorando nossos mecanismos de comunicação”.

Ele voltou a defender a autonomia do BC em lei, algo que consta das metas de 100 dias do governo, mas que não será entregue.

O BC também manterá o foco em reduzir o custo de intermediação financeira, aumentando a eficiência desse serviço e melhorando as condições de concorrência e tornar o mercado mais aberto para todos, pequenos e grandes, nacionais e estrangeiros.

Reformas, ajustes e mercado de capitais

Também seguiu no discurso a avaliação de que a aprovação e a implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.

Campos Neto também falou que é necessário avançar nas mudanças que permitam o desenvolvimento do mercado de capitais.

Nesse aspecto, disse o presidente, as medidas de ajuste fiscal também podem contribuir, pois colocar as contas públicas em uma trajetória equilibrada, através de um ajuste fiscal e de uma reestruturação patrimonial, gera efeitos multiplicadores sobre o mercado de capitais, resultando em uma maior diversificação desse mercado e em um maior número de transações.

“A intermediação financeira no Brasil tem de se libertar das amarras que a prendem ao governo. O mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo”, disse.

Agenda BC Mais

O presidente também falou que é necessário aprofundar a Agenda BC mais para promover um amplo processo de democratização financeira.

Segundo Campos Neto, esse processo é fundamental para ampliar o provimento de recursos para o setor produtivo em condições justas e gerar benefícios para todos os brasileiros.

“Vamos avançar em outras dimensões e dar um foco especial ao mercado de capitais”, disse, reforçando pontos de seu discurso de posse.

O presidente também disse que estão sendo criados 14 novos grupos de trabalho para avaliar a incorporação de novas dimensões na Agenda BC Mais (inclusão, precificação, transparência e educação financeira).

Compartilhe

SOBE MAIS UM POUQUINHO?

Campos Neto estragou a festa do mercado e mexeu com as apostas para a próxima reunião do Copom. Veja o que os investidores esperam para a Selic agora

15 de setembro de 2022 - 12:41

Os investidores já se preparavam para celebrar o fim do ciclo de ajuste de alta da Selic, mas o presidente do Banco Central parece ter trazido o mercado de volta à realidade

PREVISÕES PARA O COPOM

Um dos maiores especialistas em inflação do país diz que não há motivos para o Banco Central elevar a taxa Selic em setembro; entenda

10 de setembro de 2022 - 16:42

Heron do Carmo, economista e professor da FEA-USP, prevê que o IPCA registrará a terceira deflação consecutiva em setembro

OUTRA FACE

O que acontece com as notas de libras com a imagem de Elizabeth II após a morte da rainha?

9 de setembro de 2022 - 10:51

De acordo com o Banco da Inglaterra (BoE), as cédulas atuais de libras com a imagem de Elizabeth II seguirão tendo valor legal

GREVE ATRASOU PLANEJAMENTO

Banco Central inicia trabalhos de laboratório do real digital; veja quando a criptomoeda brasileira deve estar disponível para uso

8 de setembro de 2022 - 16:28

Essa etapa do processo visa identificar características fundamentais de uma infraestrutura para a moeda digital e deve durar quatro meses

FAZ O PIX GRINGO

Copia mas não faz igual: Por que o BC dos Estados Unidos quer lançar um “Pix americano” e atrelar sistema a uma criptomoeda

30 de agosto de 2022 - 12:08

Apesar do rali do dia, o otimismo com as criptomoedas não deve se estender muito: o cenário macroeconômico continua ruim para o mercado

AMIGO DE CRIPTO

Com real digital do Banco Central, bancos poderão emitir criptomoeda para evitar “corrosão” de balanços, diz Campos Neto

12 de agosto de 2022 - 12:43

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, ainda afirmou que a comissão será rigorosa com crimes no setor: “ fraude não se regula, se pune”

AGORA VAI!

O real digital vem aí: saiba quando os testes vão começar e quanto tempo vai durar

10 de agosto de 2022 - 19:57

Originalmente, o laboratório do real digital estava previsto para começar no fim de março e acabar no final de julho, mas o BC decidiu suspender o cronograma devido à greve dos servidores

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

2 de agosto de 2022 - 5:58

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

PRATA E CUPRONÍQUEL

Banco Central lança moedas em comemoração ao do bicentenário da independência; valores podem chegar a R$ 420

26 de julho de 2022 - 16:10

As moedas possuem valor de face de 2 e 5 reais, mas como são itens colecionáveis não têm equivalência com o dinheiro do dia a dia

AGRADANDO A CLIENTELA

Nubank (NUBR33) supera ‘bancões’ e tem um dos menores números de reclamações do ranking do Banco Central; C6 Bank lidera índice de queixas

21 de julho de 2022 - 16:43

O banco digital só perde para a Midway, conta digital da Riachuelo, no índice calculado pelo BC

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar