Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Taxa de administração

Caros demais! Fundos de renda fixa para pequeno investidor perdem da poupança e da inflação

Em cenário de juros baixos, taxas de administração altas comem boa parte da rentabilidade, sobretudo dos fundos que aceitam aplicações iniciais pequenas

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
3 de julho de 2019
14:33 - atualizado às 17:15
Casal olha assustado para conta alta
Em tempos de juros baixos, taxas de administração altas ficaram insustentáveis. Imagem: Shutterstock

Quanto mais a taxa básica de juros (Selic) cai, mais evidentes ficam as altas taxas cobradas pelos fundos de renda fixa no Brasil. E o custo maior recai justamente nas costas do pequeno investidor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um levantamento da fintech de investimentos Magnetis mostrou que os fundos de renda fixa com valores iniciais de investimento mais baixos cobram taxas de administração tão altas que seu retorno vem perdendo da poupança e da inflação.

A análise foi feita com base nos dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) do histórico de fundos de investimento no país.

Foram analisadas as taxas médias de administração dos fundos de renda fixa dos segmentos varejo e varejo alta renda de 2015 a 2019, além do retorno real (rendimento após descontada a inflação) dos últimos 12 meses. Todos os tipos de fundos de renda fixa foram incluídos na amostra, mesmo os de crédito privado e atrelados a índices.

O estudo mostra que, quanto menor o valor de aporte mínimo inicial, maior a taxa de administração cobrada e, consequentemente, menor a rentabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pequeno investidor paga a conta

Os pequenos investidores são os que mais sofrem. Nos fundos com valor de investimento mínimo inicial até R$ 1 mil, a taxa de administração média cobrada é de 2,42% ao ano.

Leia Também

Um absurdo num cenário de Selic a 6,50%, ainda mais considerando que mais da metade dos fundos analisados na pesquisa são passivos e ultraconservadores, investindo apenas em ativos atrelados à Selic e ao CDI e não demandando um grande trabalho de gestão.

Com isso, esses fundos tiveram um retorno médio de 62% do CDI nos 12 meses encerrados em maio, num cenário em que a poupança vem rendendo 70% da Selic. Lembrando que o CDI é uma taxa de juros que tende a andar colada na taxa básica.

Mas não foi só da caderneta de poupança que eles perderam. Na prática, o retorno médio de 62% do CDI no período resultou em um retorno real negativo de 0,71%, isto é, esses fundos perderam até para a inflação - coisa que não deve acontecer de jeito nenhum com os seus investimentos mais conservadores, voltados justamente para reserva de emergência e preservação de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem tem mais grana não se sai muito melhor

Fundos voltados para investidores com mais bala na agulha cobraram taxas mais baixas e tiveram retornos um pouco melhores, mas ainda assim longe do ideal.

Os fundos com aporte inicial mínimo entre R$ 1 mil e R$ 25 mil têm uma taxa de administração média de 1,03%, resultando num retorno de 84% do CDI nos últimos 12 meses. O retorno real foi positivo, mas baixinho: 0,69%.

Já os fundos com aporte inicial mínimo entre R$ 25 mil e R$ 100 mil cobram, em média, 0,90% ao ano e retornaram, nos últimos 12 meses, 86% do CDI, ou 0,82% acima da inflação.

Só os investidores mais abastados é que vêm obtendo ganhos mais aceitáveis, digamos, nos fundos de renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundos que aceitam aportes iniciais mínimos de R$ 100 mil ou mais cobram, em média, 0,53% ao ano de taxa de administração, tendo retornado 92% do CDI nos últimos 12 meses, ou 1,18% acima da inflação.

Retorno em 12 meses dos fundos de renda fixa - pesquisa Magnetis taxas de administração

Com juros baixos, fugir dos custos altos é fundamental

Comparando a rentabilidade média dos fundos de renda fixa hoje com o cenário no final de 2015, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, a perda de rentabilidade foi significativa, mesmo para quem investe mais.

Segundo o levantamento, a rentabilidade média para quem investia mil reais era de 79% do CDI no fim de 2015, sendo que hoje é de 62% do CDI. Já para quem investe acima de R$ 100 mil, o retorno caiu de 96% do CDI para 92% do CDI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados do levantamento evidenciam a importância de fugir dos altos custos na renda fixa, especialmente a mais conservadora. Não é possível prever exatamente para onde vão os juros, nem a rentabilidade dos investimentos, mas podemos dispensar atenção especial aos custos, e cortá-los o máximo possível.

Hoje em dia, investidores de todos os portes conseguem aplicações de renda fixa mais rentáveis e com nível de risco similar à poupança, aos fundos e aos títulos dos grandes bancos. A chave está justamente e buscar aplicações com custos mais baixos.

Já existem por aí, por exemplo, fundos de renda fixa conservadora bem mais baratos e rentáveis que os fundos dos bancões, aceitando aportes iniciais mínimos da ordem das centenas de reais, acessíveis a literalmente qualquer investidor.

Em geral, esses fundos são oferecidos nas plataformas de investimento das corretoras e distribuidoras de valores, e são ideais para a reserva de emergência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, é importante frisar que os dados da Anbima incluem todos os fundos do mercado destinados às pessoas físicas. Como a taxa de administração média é ponderada pelo patrimônio dos fundos, os fundos caros dos grandes bancos, onde se concentram a maior parte dos investidores e dois recursos, acabam puxando a média para cima.

Marcelo Romero, diretor de investimentos da Magnetis, acredita que é uma questão de tempo até que os bancões se adaptem à nova realidade de juros, pois cobrar taxas tão altas vai se tornar insustentável.

“Há uma tendência natural de que, em algum momento, os bancos reduzam suas taxas, como aconteceu na previdência privada. Não há como sustentar um custo que é tão alto em relação ao retorno, principalmente se a Selic cair mais”, diz.

Entre os fundos de renda fixa conservadora baratos que podemos encontrar fora dos bancões, destacam-se aqueles que investem apenas em títulos públicos atrelados à Selic, a aplicação mais conservadora da nossa economia, garantida pelo governo. Esses fundos têm retorno próximo a 100% do CDI e não cobram taxa alguma. Atualmente, o BTG Pactual Digital, a corretora Pi e a plataforma de investimentos Órama dispõem de fundos desse tipo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Existem ainda fundos que investem em títulos públicos e alguma coisa de crédito privado de primeira linha, cobrando taxas de administração de até 0,3% ao ano.

Fora do universo dos fundos, o pequeno investidor tem ainda a opção da NuConta - conta de pagamentos do Nubank que investe todo o saldo automaticamente em títulos públicos e rende 100% do CDI, sem a cobrança de taxas - e do investimento no Tesouro Direto, cuja taxa de custódia obrigatória é de apenas 0,25% ao ano.

Quem quiser receber 100% do CDI sem taxas também tem a opção dos CDB dos bancos médios que têm liquidez diária para essa remuneração. Nesse caso, porém, há o risco da instituição financeira, mas também há a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da caderneta de poupança.

Todas essas opções têm o potencial de render mais que a poupança, a inflação e os fundos caros, mesmo com cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar