Menu
2019-08-22T13:47:48-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
dinheiro que entra

Arrecadação de impostos em julho soma quase R$ 140 bilhões

Valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2011; resultado veio dentro do intervalo de expectativas de especialistas

22 de agosto de 2019
12:51 - atualizado às 13:47
Arrecadação
Imagem: Shutterstock

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,735 bilhões em julho, um aumento real (já descontada a inflação) de 2,95% na comparação com o mesmo mês de 2018, conforme a Receita Federal. Em relação a junho deste ano, houve aumento de 14,61%.

O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2011. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 22 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 129,4 bilhões a R$ 140,4 bilhões, com mediana de R$ 119,946 bilhões.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, comentou nesta quinta-feira, 22, que o resultado da arrecadação de julho é explicado pelo recolhimento atípico de R$ 3,2 bilhões do Imposto de Renda de Pessoas Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no mês passado.

"Isso se deve a várias operações de reorganizações societárias que não devem se repetir, já que esses movimentos de investidores não têm previsibilidade. O reconhecimento dessas operações nos balanços das companhias entra como ganho de equivalência patrimonial, o que obriga ao pagamento do CSLL e do IRPJ", explicou Malaquias.

Entre janeiro e julho deste ano, a arrecadação federal somou R$ 895,330 bilhões, o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 1,97% na comparação com igual período do ano passado.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 54,413 bilhões entre janeiro e julho deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 46,318 bilhões. Apenas no mês de julho, as desonerações totalizaram R$ 7,606 bilhões, também acima do que em julho do ano passado (R$ 6,790 bilhões).

Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 644 milhões em julho e R$ 3,642 bilhões no acumulado do ano.

O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros que estavam em greve. Pela lei aprovada, outros 17 setores manterão o benefício até 2020.

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, já anunciou que pretende reativar a desoneração da folha de salários, mas dessa vez de forma linear para toda a economia.

A ideia do governo é compensar a perda de arrecadação com a medida com a criação de um imposto sobre transações financeiras nos moldes da extinta CPMF.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Desde 2015

CVM faz comunicação recorde de indícios de crimes ao Ministério Público

De janeiro a setembro deste ano, a CVM enviou 260 comunicados de indícios de crimes financeiros ao Ministério Público.

setor em transformação

Dezembro vai ser bom para o varejo, mas 2021 é imprevisível, diz Luiza Trajano

Presidente do conselho do Magazine Luiza voltou a pregar união, falou de responsabilidade social do empresariado e pediu para que não se transforme a busca pela vacina em “jogo político”

O maior evento do ano

Reunião anual da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, será novamente virtual em 2021

A Berkshire Hathaway afirmou que a reunião, que acontece em maio, será semelhante à que ocorreu em 2020.

perspectivas para o setor

E-commerce não vai desacelerar porque ainda tem baixa penetração, diz CEO da Locaweb

Fernando Cirne lembrou que apenas 12% das transações do varejo no país são digitais; empresa abriu capital na bolsa em fevereiro e bombou com pandemia

Maior que a do Eike

CVM aplica R$ 926,1 mi em multa até setembro, 18% mais ante mesmo período de 2019

A cifra total até setembro foi impulsionada pelo resultado de um único processo.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies