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Brasil cai para 124º em ranking de facilidade para fazer negócios

No Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, o presidente Bolsonaro afirmou ter como meta levar o País para o grupo dos 50 primeiros colocados até o fim de 2022

24 de outubro de 2019
15:49 - atualizado às 16:05
Bandeira do Brasil em meio a tempestade
Brasil - Imagem: Shutterstock

O Brasil recuou para a 124.ª posição no ranking Doing Business, que mede a facilidade de fazer negócios, depois de ter ocupado o 109.º lugar na lista do ano passado, mesmo tendo registrado ligeira melhora em sua nota geral, segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial.

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No Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter como meta levar o País para o grupo dos 50 primeiros colocados até o fim de 2022. "O resultado não foi nada bom para o Brasil. É algo para se lamentar e trabalhar para reverter", afirmou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, nesta quinta-feira, 24.

Ele disse que a pesquisa foi feita entre fevereiro e março e ainda não reflete medidas do governo Jair Bolsonaro. "O indicador reflete a devastação no ambiente de negócios nos últimos anos. Os governos anteriores não colocaram o ambiente de negócio como prioridade", avaliou. "Se o Doing Business fosse feito hoje, já teríamos mudança significativa no ranking."

Relatório

O relatório do Banco Mundial avalia dez indicadores, nos quais o Brasil melhorou de posição em três: obtenção de alvará de construção, registro de propriedade e abertura de empresas. O país ficou estável nos itens que medem a capacidade de resolução de insolvência e de pagamento de impostos.

Já nos indicadores de facilidade do comércio internacional, obtenção de crédito, execução de contratos, proteção de investidores minoritários e obtenção de eletricidade houve piora na posição brasileira.

No relatório divulgado no ano passado, a nota geral brasileira era de 60,1 pontos. Houve revisão na nota do ano passado para 58,6 pontos. Em 2019, a nota foi de 59,1 pontos, ou seja, houve melhora na pontuação, mas piora na posição do ranking. "Não adianta melhorar nota e não subir no ranking. Queremos melhorar mais do que os outros, isso chama competitividade. O Brasil tem tudo para isso", completou.

Mudanças

Segundo Da Costa, houve mudanças na metodologia, no indicador de proteção a interesse de minoritários, e o relatório de 2018 foi revisado, mudando a posição do Brasil no ano passado para o 120º lugar. "Estávamos pior do que imaginávamos no ano passado, o que só retrata a urgência de melhorarmos o ambiente de negócio", afirmou.

Apesar do resultado, Da Costa disse que o governo mantém o objetivo de chegar aos 50 primeiros do ranking até o fim do governo. "Não é impossível, a Índia avançou 60 posições nos últimos três anos. Precisamos de trabalho duro e vontade política", completou.

Ele citou medidas como revisão da lei de falências, novo marco para recuperação judicial de pequenas empresas, mudanças para acelerar o processo de importação e abertura de empresas entre as medidas para melhorar essa colocação. "A reforma tributária terá impacto bastante significativo para a melhoria da colocação do Brasil", completou.

*Com Estadão Conteúdo 

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