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Atualmente a estatal possui 71% da companhia de distribuição de combustíveis, mas o porcentual deve ser reduzido para abaixo dos 50% após privatizações
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Rafael Grisolia, afirmou que, após a conclusão do processo de privatização da BR Distribuidora, a Petrobras continuará sendo um importante acionista da empresa.
Hoje, a estatal tem 71% da BR, porcentual que deve ser reduzido para abaixo dos 50%. "Provavelmente a Petrobras sempre continuará sendo um acionista relevante", disse, em entrevista com jornalistas após evento promovido pela Fitch, em São Paulo.
O executivo afirmou que o processo ainda está sob aprovação, mas que "muito provavelmente a gente vai reduzir para abaixo de 50%", disse. Questionado sobre como seria o controle da companhia depois disso, disse que ainda está em definição e que a empresa fará anúncios específicos.
Durante palestra, o executivo afirmou que uma menor participação na BR daria mais agilidade para a empresa para enfrentar seus próprios desafios, que vão além do setor de petróleo e englobam questões como lojas de conveniência, entre outros pontos. "Acho que uma redução da nossa participação no capital da empresa vai ser importante para criar elementos de agilidade para criação de valor", disse.
Ao falar sobre o processo de desinvestimentos, o executivo reiterou a intenção de aprimorar o processo de vendas na área de refino. "A gente vai redesenhar para ficar mais competitivo. Criar mais valor ao acionista", disse.
No ano passado, a empresa anunciou um plano para desinvestir no segmento de refino, em que parte dos ativos poderia ser vendida.
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Em conferências recentes, entretanto, executivos da estatal afirmaram que a ideia é vender até 100% de alguns ativos de refino, não apenas uma fatia deles.
Na palestra, o executivo reiterou também o momento favorável da empresa, em que ela poderá focar no pré-sal.
"A gente está com capacidade de explorar o pré-sal de fato. Com uma tecnologia com um nível de uma Shell, de uma Exxon. É um momento fantástico", disse, destacando que a petroleira será cada vez mais focada na disciplina ao alocar os investimentos.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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