O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O saldo do tumulto e do bate-boca a que assistimos na comissão da Câmara ontem será conhecido ao longo desta quinta-feira. Mas que não se espere um passeio no parque, porque há muito em risco na partida que começa daqui a pouco.
Se tem neblina, a gente encosta. Passei por isso muitas vezes e nunca sofri um acidente ou provoquei algum. Já balancei num penhasco... não se enxergava nada, nada. Mas a marcha à ré me livrou do pior. Deus ajudou!
Caminhoneiro de carga perigosa, meu pai cruzava o mapa do Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960, levava semanas para atravessar o país. Ele saía de Cubatão, em São Paulo, e chegava em Manaus, no Amazonas. Cresci ouvindo suas histórias. “Ele exagera”, dizia minha mãe. Às vezes, meu pai, com suas histórias, parecia constatar a própria existência; outras vezes, o seu relato soava como um alerta.
Órfão de pai muito cedo, ele aprendeu a dirigir aos 8 anos em uma fábrica de caminhões. Imprudência do gerente? Talvez. Mas meu pai transpirava responsabilidade. Não levantava a voz. Bastava um olhar e todos (não só eu e meu irmão e depois os netos) entendiam quando parar era uma necessidade.
Saltemos para os dias de hoje, ou melhor, ontem...
O tempo fechou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara ao final da audiência pública com o ministro Paulo Guedes (Economia), que não se segurou (nem conseguiria) com a agressiva acusação do deputado Zeca Dirceu (PT-PR).
“O deputado disse que o ministro era ‘tigrão’ com aposentados, mas ‘tchutchuca’ com privilegiados. De microfones cortados, Guedes respondeu que ‘tchutchuca é a mãe. É a vó’. Fim da sessão”, conta o meu colega Eduardo Campos, repórter do Seu Dinheiro.
Leia Também
Antes dessa última cena, sobrou neblina na comissão. E (vamos e venhamos) o ministro Paulo Guedes nem chegou a atravessar a pista. Ele não acusou o deputado de ser filho do ex-ministro José Dirceu (PT), acusado de vários crimes praticados nos governos Lula e Dilma. Dirceu pai foi condenado por crimes referentes ao escândalo do mensalão.
Sob forte pressão, Guedes tentou explicar pontos da proposta da reforma da Previdência que está sob análise na comissão da Câmara. Não conseguiu. Foi bombardeado por representantes da oposição. Não foi apoiado por parlamentar de expressão ali presente ou por ministros que o acompanhavam.
Guedes lutou sozinho. Apanhou, mas bateu!
Disse em alto e bom som que os deputados têm o poder do voto, a responsabilidade de decidir sobre a reforma das aposentadorias — ou seja, o mesmo que decidir o futuro do país.
“Meu papel é relativamente simples: ter estudado isso, feito uma proposta. Quem vai julgar são vocês. Meu trabalho é dizer tecnicamente qual é a nossa proposta. Eu não preciso me exaltar”, afirmou na primeira hora da sessão (que se estendeu por mais de seis horas).
Guedes trincou os dentes sob ataques ao regime de capitalização. Foi acusado de favorecer os bancos porque eles poderão ser os gestores dos recursos que (se adotado esse regime) serão recolhidos pelos trabalhadores para construir suas aposentadorias.
O ministro lembrou que as aposentadorias no Legislativo são espetaculares. E são. Nenhum deputado abriu a boca.
Após muita oscilação, a Bolsa caiu. O dólar e os juros subiram. Nesta manhã, as moedas dos países emergentes como o Brasil apanham do dólar. Com o real não deve ser diferente. Mas, afora as interferências do mercado externo, os ativos negociados no Brasil serão testados.
O saldo do tumulto e do bate-boca a que assistimos na comissão da Câmara ontem será conhecido ao longo desta quinta-feira. Mas que não se espere um passeio no parque, porque há muito em risco na partida que começa daqui a pouco.
O governo é pobre em articulação no Congresso, ficou patente que o ministro da Economia não será o articulador (sequer de plantão) e que o presidente Jair Bolsonaro vai ter que ceder em algumas de suas posições. De cara, deverá buscar um sinônimo discreto para o velho “toma lá, dá cá” que tanto repudia, postura que lhe garantiu 57,7 milhões de votos em outubro passado.
Nesta manhã, o presidente reúne-se com líderes partidários. O resultado do encontro será avaliado nos seus mínimos detalhes por gestores, chefes de tesourarias bancárias e grandes investidores — aqueles que ainda resistem a botar dinheiro no Brasil, mas apostam na política econômica bancada por Paulo Guedes.
Quem se candidata a tranquilizar (e a segurar) o ministro?
O mercado internacional está azedo com indicadores ruins da economia alemã. Em contraponto, o presidente Donald Trump reúne-se hoje com o vice-primeiro ministro chinês, Liu He, na Casa Branca e pode anunciar um encontro com o presidente da China, Xi Jinping, sinalizando que a guerra comercial pode cessar. Aqui, o Ibovespa Futuro abriu em queda, mas reage e sobe. O dólar cai em direção aos 3,86 reais.
Após décadas de negociação, acordo Mercosul–UE é destrinchado em 13 pontos-chave que detalham cortes de tarifas, regras ambientais, cotas agrícolas e os próximos passos até a entrada em vigor
Dados do FipeZap mostram que Vitória lidera entre as capitais em preço médio de venda; história, geografia limitada e qualidade de vida ajudam a explicar o fenômeno
Pequenas e médias empresas ganham acesso ao mercado europeu, mas também precisarão lidar com maior concorrência em solo nacional
Medida assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, dispensa exames, taxas e ida ao Detran para condutores sem infrações
Apesar de o índice ter fechado o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, bancos e corretoras descartam o relaxamento dos juros agora; saiba o que esperar da inflação em 2026
As empresas que forem classificadas como devedoras contumazes estarão sujeitas a uma série de penalizações
Fundos de maior risco continuaram a sofrer resgates, enquanto os fundos de crédito privado, muitos dos quais incentivados, foram as grandes estrelas de captação do ano
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na quinta-feira. Os dois sortudos são da região Sudeste.
Pico de publicações e abordagem a criadores de conteúdo levantam alertas sobre pressão digital após a liquidação do Banco Master
Negociação com PGFN permite parcelar débitos inscritos na dívida ativa da União com descontos conforme a capacidade financeira do empreendedor
Segundo informações do Estadão, um processo administrativo do INSS aponta para um padrão de irregularidades na expansão da carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro
Decreto assinado pelo presidente português coloca o país no grupo restrito que aceita a CNH do Brasil sem exigência de permissão internacional
Fluxo cambial negativo atinge US$ 33,3 bilhões, segundo BC
Pesquisa FipeZap mostra que o metro quadrado dos imóveis em São José dos Campos teve valorização de 9,6% mais em um ano
Lotofácil deixou dois apostadores quase milionários, mas não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Na +Milionária, uma bola na trave impressionante impediu que ela saísse pela terceira vez na história.
Atual presidente interino associado a decisão polêmica sobre a Ambipar é indicado para liderar a autarquia em meio ao aniversário de 50 anos da instituição
Especialistas apontam conflito com a Lei Complementar nº 123/2006, que garante tratamento diferenciado ao regime simplificado
Jatinho avaliado em R$ 250 milhões, helicóptero usado em deslocamentos ao CT e um Batmóvel de R$ 8 milhões compõem a coleção exibida pelo craque
Órgão nega imposto, multa e qualquer cobrança sobre movimentações financeiras, inclusive via PIX, e reforça isenção maior do IR a partir de 2026
Quina foi a única loteria da Caixa a pagar um valor milionário ontem, mas os prêmios de consolação da Mega-Sena, da Timemania, da Lotofácil e da Dia de Sorte deixam pouca margem para reclamação