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ex-presidente da Renault-Nissan

Réu no Japão, Ghosn desembarca no Líbano, diz jornal

Até a publicação desta matéria, ainda não estava claro como o ex-presidente da Renault-Nissan poderia deixar o Japão, onde cumpria prisão domiciliar

Executivo brasileiro Carlos Ghosn - Imagem: shutterstock

O ex-presidente da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, que é réu no Japão, viajou para o Líbano ontem, segundo informou a imprensa internacional. De acordo com o jornal 'Financial Times', a viagem foi confirmada por fontes próximas à família do ex-executivo.

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Até a publicação desta matéria, ainda não estava claro como Ghosn (que possui tanto a cidadania francesa quanto a libanesa) poderia deixar o Japão, onde cumpria prisão domiciliar. Até o início da noite de ontem, fontes oficiais dos dois países também não haviam confirmado a viagem.

A imprensa estrangeira informou que o ex-executivo teria desembarcado no aeroporto Rafic Hariri, em Beirute, e viajado para a capital libanesa por meio de um jato privado.

[captacao]

A Nissan demitiu Ghosn, afirmando que investigações internas da montadora revelaram conduta indevida por ocultação de seu salário, quando ele era presidente executivo da empresa, e transferência de US$ 5 milhões em recursos da Nissan para uma conta na qual ele tinha participação.

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Ele enfrenta quatro acusações, incluindo ocultação de renda e enriquecimento irregular. O ex-executivo nega as acusações. Segundo seus advogados, os promotores conspiraram com funcionários do governo e executivos da Nissan para tentar prejudicá-lo.

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Ghosn foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, sendo solto quatro meses mais tarde, depois de pagar fiança. Em abril, um mês depois de ser libertado, o ex-executivo foi novamente para a cadeia. Após pagar uma outra fiança, ele deixou novamente a prisão, ainda em abril, mas estava sujeito a uma série de condições restritivas, entre elas, a exigência de que ele ficasse no Japão. (Com agências internacionais). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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