Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Reviravolta na trama

Após uma temporada no mundo invertido, a Netflix voltou a brilhar no terceiro trimestre

A Netflix reportou um crescimento surpreendente no lucro líquido e uma recuperação no total de novos assinantes pagos — resultados que agradaram o mercado

Victor Aguiar
Victor Aguiar
16 de outubro de 2019
20:20 - atualizado às 10:52
La Casa de Papel Netflix
Imagem: La Casa de Papel / Facebook / Netflix

De uma hora para a outra, a narrativa da Netflix ficou sombria: no segundo trimestre, a empresa divulgou um conjunto decepcionante de resultados — e essa fraqueza nos números, somada à concorrência cada vez mais intensa na arena dos serviços de streaming, fez as ações da companhia passarem por coisas... estranhas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 17 de julho, os papéis da Netflix na bolsa de Nova York (NFLX) valiam US$ 362,44 — naquela noite, a empresa divulgou seu balanço do segundo trimestre. E, desde então, as ações entraram numa espiral negativa: nesta quarta-feira (16), estavam cotadas a US$ 286,28, uma baixa de 21% em apenas três meses.

Também, pudera: nesse período, o mercado começou a olhar para a empresa com uma certa desconfiança. Com a Disney prestes a lançar sua própria plataforma de transmissão de conteúdo — e a preços bastante competitivos —, os agentes financeiros passaram a dar como certa a derrocada da antes imbatível Netflix.

E até pode ser que esse enredo se concretize — além da Disney, a Amazon e a Apple também estão sedentas por uma participação maior na festa do streamingMas, com seu balanço do terceiro trimestre, a Netflix mostrou que essa série ainda terá muitos capítulos, estando longe da temporada final.

Há pouco, a companhia reportou seus números referentes ao período entre julho e setembro deste ano. E o primeiro capítulo não foi exatamente empolgante: a receita líquida cresceu 31% na base anual e chegou a US$ 5,245 bilhões, mas essa cifra ficou rigorosamente em linha com as projeções dos analistas consultados pela Bloomberg.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem não se desanimou com as cenas do primeiro episódio, se deu bem: daí em diante, a trama se desenvolveu de um jeito bem mais interessante. A começar pela evolução da base de assinantes pagos: 6,8 milhões de novos usuários aderiram aos serviços da Netflix no terceiro trimestre desse ano.

Leia Também

O número ficou ligeiramente abaixo das estimativas da própria empresa, que projetava a captação de 7 milhões de clientes. Mas, apesar disso, é uma evolução e tanto em relação ao fraco resultado do segundo trimestre, quando apenas 2,7 milhões de novos assinantes pagos entraram para a base da companhia.

Base de assinantes da Netflix no terceiro trimestre
Adições de novos assinantes pagos da Netflix, por trimestre. O resultado do período entre julho e setembro ficou ligeiramente abaixo das projeções da empresa, mas o desempenho foi bem melhor que o do segundo trimestre, quando ficou muito aquém das estimativas

 

Dando continuidade à trama, os custos totais da Netflix cresceram 21% em um ano — ou seja, num ritmo inferior à receita. Assim, o resultado operacional da companhia mais que dobrou na mesma base de comparação, chegando a US$ 980,2 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o lucro líquido da Netflix também teve um final feliz no trimestre, totalizando US$ 665,2 milhões, um aumento de 65,1% em relação ao mesmo período de 2018. O lucro por ação chegou a US$ 1,47 — bem acima das expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg, de US$ 1,04.

Essa reviravolta no enredo animou as ações da companhia no after market de Nova York — uma espécie de prorrogação da sessão regular. Por volta de 19h45 (horário de Brasília), os papéis avançavam 8,11%, a US$ 309,50, um indicativo de que, no pregão de amanhã, os ativos da Netflix tendem a recuperar parte do terreno perdido.

Apostas certeiras

E por que a Netflix conseguiu se recuperar no trimestre? De acordo com a própria empresa, algumas tacadas bem sucedidas conseguiram atrair novos usuários à plataforma — e os mantiveram no sofá por bastante tempo.

Entre os destaques dos últimos três meses, a companhia ressalta o sucesso da terceira temporada de Stranger Things, assistida por 64 milhões de contas nas quatro primeiras semanas de exibição. Unbelievable foi outra série de sucesso no período, acompanhada por 32 milhões de usuários em cerca de um mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um terceiro projeto que se mostrou vitorioso no trimestre foi a terceira temporada de La Casa de Papel — segundo a Netflix, a série espanhola tornou-se a atração mais assistida nos mercados de língua não-inglesa, com 44 milhões de contas acompanhando a trama no primeiro mês em cartaz.

Para o quarto trimestre, a gigante do streaming parece apostar suas fichas no catálogo de filmes. O grande destaque para o fim de ano é o lançamento de The Irishman, novo filme do diretor Martin Scorsese e que conta com nomes como Robert de Niro e Al Pacino no elenco — e que vem sendo fortemente elogiado pela crítica.

Trama complexa

Mas a atual temporada de balanços da Netflix não trouxe apenas desenvolvimentos positivos para a empresa. Numa mensagem aos acionistas, a própria companhia admite que os próximos meses tendem a ser agitados.

"O lançamento dos novos serviços será barulhento", diz a Netflix, referindo-se à estreia da Disney+, da Apple TV+ e da HBO Max, novas concorrentes de peso no setor de serviços de transmissão de conteúdo on-demand. "Nosso crescimento de curto prazo poderá enfrentar alguma resistência, e tentamos levar isso em consideração em nossas previsões".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os três últimos meses de 2019, a Netflix projeta que suas receitas ficarão em torno de US$ 5,44 bilhões, um crescimento de cerca de 4% em relação ao resultado do terceiro trimestre. O lucro por ação deve recuar para US$ 0,51, de acordo com a própria companhia.

Mas, ao menos por enquanto, o mercado prefere se concentrar nos desdobramentos dos capítulos mais recentes. Afinal, nada melhor que ser surpreendido por uma série que já começava a dar sinais de desgaste.

Ações da Netflix

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia