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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Gigantes do mundo da beleza

Avon e Natura devem manter marcas e estrutura comercial independente após fusão

Após a união de Avon e Natura, as empresas manterão duas sedes e devem buscar sinergia operacionais, com produção e distribuição de cosméticos

Jasmine Olga
Jasmine Olga
23 de maio de 2019
14:21
avon-natura
Imagem: Shutterstock / Montagem SD

Natura e Avon vão manter sedes, marcas e estratégias comerciais separadas após a fusão. Em conferência com jornalista na manhã desta quinta-feira (23), o presidente-executivo do conselho de administração da Natura & Co, Roberto Marques, disse que a sinergia entre as empresas será basicamente operacional, abrangendo manufatura e distribuição.

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Mesmo com a separação das empresas, a Natura acredita que fusão facilitará a vida das mais de 500 mil consultoras que já atuam com as duas marcas. A expectativa é de que a maior proximidade entre elas traga um aumento espontâneo no número de consultoras que escolhem trabalhar com os dois produtos.

A compra da Avon pela Natura foi anunciada nesta quarta-feira (23), após o fechamento do mercado.

O negócio envolve a troca de ações das companhias. Acionistas da Natura & Co terão 76% da nova empresa e os da Avon ficarão com 24%. A nova holding será o 4º maior grupo de beleza do mundo, com um faturamento anual superior a US$ 10 bilhões, atuando em 100 países. O grupo também conta com as marcas The Body Shop e e Aesop, adquiridos em 2017.

Para ser concluída, a transação agora deve passar pelo crivo dos acionistas das duas empresas e pelos trâmites legais dos órgão regulatórios competentes. A meta é que o negócio seja concluído no início de 2020.

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A Natura ainda discute o passo-a-passo para a emissão de um ticket próprio de recibo de ações (ADR) na Bolsa de Nova York. Segundo o vice-presidente de finanças da companhia, José Antonio Filippo,  a empresa também discute se a Avon continuará listada na Bolsa de Nova York.

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Mercado Internacional

A Natura espera que a maior parte da receita da nova holding venha de fora, representando 68% das vendas. A capacidade de expansão da Natura para novos mercados foi citada como um dos grandes motivadores da aquisição da empresa, aproveitando as unidades da Avon espalhadas pelo mundo para também levar os seus produtos e melhorar a qualidade dos serviços e plataformas disponíveis de atendimento.

A Avon possui grande capilaridade, com presença forte e consolidada via venda direta na Turquia, Leste Europeu, África do Sul e Sul da Ásia. A Natura busca então potencializar sua estratégia de venda com o apoio de lojas físicas, estratégia adotada desde 2016, e a modernização e expansão do e-commerce.

 

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