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As margens da construtora se mantiveram em queda e o lucro líquido caiu 8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, para R$ 160 milhões. Saiba como os analistas reagiram aos números
Com queda no lucro e margens sob pressão, os resultados da construtora MRV no terceiro trimestre vieram abaixo do esperado pelo mercado e pesam sobre as ações da companhia no pregão de hoje da B3.
Nem mesmo o anúncio do pagamento de R$ 164 milhões em dividendos extraordinários foi suficiente para animar os investidores. Por volta das 12h40, as ações (MRVE3) eram negociadas em queda de 2,49%, a R$ 17,25. Leia também nossa cobertura de mercados.
Algumas notícias ruins já eram esperadas, como a queima de caixa de R$ 197,8 milhões em decorrência da paralisação nos repasses das vendas do programa Minha Casa Minha Vida pela Caixa Econômica Federal. O problema, que ocorreu ao longo do terceiro trimestre, já foi normalizado.
As margens da companhia, porém, se mantiveram em queda e o lucro líquido caiu 8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, para R$ 160 milhões.
Mas nem tudo foi ruim no balanço. A construtora registrou a maior receita líquida de sua história, com alta de 18,8% nas vendas e redução no volume de distratos.
Apesar da queda de hoje, as ações da MRV acumulam valorização de 43% no ano e de 83% em 12 meses. Será que a baixa recente abre, então, uma oportunidade de compra?
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Os papéis possuem hoje 10 recomendações de compra, duas de manutenção e duas de venda, de acordo com dados da Bloomberg. Leia a seguir os comentários de alguns dos analistas que acompanham a construtora:
Os resultados da MRV do terceiro trimestre ficaram abaixo da expectativa dos analistas do BTG em razão da queda de 4 pontos percentuais na margem bruta e contingências (relacionadas a cancelamentos e indenizações de clientes). "A perspectiva de curto prazo é desafiadora, mas o valuation é atrativo", escreveram os analistas.
Para os analistas do Itaú BBA, a margem bruta ajustada da MRV manteve a tendência de deterioração no terceiro trimestre, mas ficou apenas 0,53 ponto abaixo da estimativa do banco. As despesas com vendas e a linha de equivalência patrimonial também vieram mais pesadas do que o esperado.
Os resultados e a margem bruta da MRV vieram abaixo do esperado pelos analistas do Bradesco BBI. Diante do cenário mais difícil para o Minha Casa Minha Vida, eles apontam que a construtora faria melhor ao mirar no segmento de renda média. "Taxas de juros mais baixas devem sustentar a capacidade de pagamento do consumidor, o que sugere uma perspectiva positiva para esse segmento", escreveram, em relatório a clientes.
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