Ibovespa volta aos 98 mil pontos
A instalação da CCJ da Câmara prevista para quarta-feira e o plano de corte de gastos da Petrobras foram os combustíveis da retomada
E o Ibovespa voltou ao 98 mil! A perspectiva de instalação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta quarta-feira, 13, e o mapeamento divulgado na sexta-feira pelo ministro da economia, Paulo Guedes, fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo disparar hoje. Ações da Petrobras, de outras estatais e de bancos ajudaram na alta de 2,79% a 98.026 pontos. O plano de corte de gastos da Petrobras e a alta do petróleo também azeitaram o avanço do índice. O dólar encerrou o dia em queda de 0,78%, a R$3,84 - após a moeda ter acumulando ganhos de 3,11% em março até a semana passada. Além disso, um clima externo ameno contribuiu para induzir vendas da moeda americana.
Flash back
Na sexta-feira passada, Paulo Guedes divulgou um mapeamento que indica, segundo ele, que 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria. Outros 100 já indicaram que votarão a favor da reforma. Faltariam, assim, somente 48 votos para a aprovação do texto na Câmara. Esses números continuaram a embalar a animação dos investidores hoje.
Petrobras: menos gastos
A Petrobras divulgou na noite de sexta-feira o chamado "Plano de Resiliência" - um adendo ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 e fez a Bolsa de Valores decolar nesta segunda-feira. O plano traça a venda de novos campos de petróleo e gás localizados em terra e águas rasas. A empresa quer diminuir gastos operacionais em US$ 8,1 bilhões - 6,6% a mais que ao valor de R$ 122,6 bilhões previstos originalmente. Haverá demissão voluntária de funcionários e redução de despesas, como publicidade e patrocínios. Com isso, a ação ordinária da estatal disparou 5,66% e a preferencial ganhou 4,05%.
CSN
O Credit Suisse elevou o preço-alvo do papel da SCN de R$ 11 para R$ 15, o que implica em um potencial aumento de 9% em relação ao fechamento de sexta-feira (R$ 13,76). O mercado continua otimista com o caminho da CSN em relação a desalavancagem. Também acredita-se que a empresa deve se beneficiar de sólida geração de caixa e desinvestimento em minério. As ações ON de CSN fecharam em alta de 5,81%. As da Vale, ficaram com alta de 2,11%.
Eletrobras e bancos
Ações de companhias estatais, como Elerobras, e de bancos foram embaladas neste pregão com a possibilidade de avanço na tramitação da reforma da Previdência. A CCJ dá o "start" na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência. Em reação, as ações da Eletrobras subiram 5,52% (PNB) e a ON, 2,79%. No bloco financeiro, Itaú Unibanco foi a mais negociada, com alta de 3,27%. Bradesco foi a maior elevação, com 4,06% e Banco do Brasil avançou 3,07%.
Avianca, Boeing e Gol
A Azul, cujas ações subiram 2,39%, fez uma proposta de compra da Avianca hoje, para ficar com o registro de companhia área da concorrente, 30 aviões Airbus A320 e 70 pares de slots (horários para pouso ou decolagem). Tudo isso pela bagatela de US$ 105 milhões.
Leia Também
Em nota, a empresa disse que a expectativa é que esse processo dure até três meses. Ele ainda precisa da aprovação dos credores da Avianca, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Porém, o acidente com um avião Boeing 737-800 Max da companhia Ethiopian Airlines, que matou 157 pessoas no domingo afasta os investidores de títulos de outras companhias aéreas. Após a tragédia, autoridades da China determinaram a suspensão de voos deste modelo e outros 22 companhias de vários países tomaram medidas semelhantes. O Boeing 737-800 é usado pela Gol para voos mais longos, como as rotas para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, e Quito, no Equador. Por isso, o Procon-SP está propondo para a empresa que deixe de usá-los. O papel da Gol teve queda de 2,59%, a segunda maior do Ibovespa.
Sabesp
Mesmo com toda enchente e falta de saneamento em São Paulo hoje, uma das maiores altas do Ibovespa foi a Sabesp, com avanço de 4,31%. Isso porque, segundo a Bloomberg, o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse que o governo chegou a um consenso de que o melhor a se fazer neste momento é privatizar a companhia. cia na Câmara.
Ideologia, não quero uma para viver
O presidente Jair Bolsonaro parece estar numa luta pessoal contra o que chama de ideologias no setor de educação. Em sua conta do Twitter, disse hoje que o ambiente acadêmico está sendo "massacrado" pela ideologia de esquerda e que "tripudia o capitalismo". Segundo ele, uma das prioridades do governo "é quebrar o ciclo da massa hipnotizada". Assim, as ações das empresas de educação, como a Kroton, caíram 2,78%, enquanto Estácio ON reagiu melhor e teve alta de 0,32%.
CCR leva linha Prata
Com o consórcio Viamobilidade - linha 15, formado pela CCR e pela Ruasinvest Participações - vencendo o leilão de concessão da linha 15 - Prata do Metrô, hoje, em São Paulo, as ações ON da concessionária de rodovias reagiram e tiveram alta de 0,70%. CCR e pela Ruasinvest foram os únicos proponentes do leilão e ofereceram um valor de outorga fixa da concessão de R$ 160 milhões, ágio de 0,59% ante o lance mínimo de R$ 159 milhões.
*Com Estadão Conteúdo
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas