🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula da Semana

A Bula da Semana: Guerra Comercial Domina Agosto

Mês começou com sobretaxa dos EUA em US$ 300 bilhões de produtos chineses e termina com retaliação de Pequim enfurecendo Trump

Olivia Bulla
Olivia Bulla
26 de agosto de 2019
5:25 - atualizado às 9:43
Trump assume preferência por tarifas cada vez mais altas e China não parece disposta em terminar a guerra

Agosto vai chegando ao fim praticamente do mesmo jeito que começou, com a guerra comercial dominando a cena e trazendo muita incerteza ao mercado financeiro. Quando no primeiro dia do mês o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de tarifas contra US$ 300 bilhões em produtos chineses, era esperado que houvesse uma retaliação por parte da China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não se imaginava que Pequim iria elevar a disputa no dia em que a atenção estava voltada para a cidade de Jackson Hole, nas montanhas do Wyoming, onde o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursaria. A mensagem vaga de “Jay” e a decisão do governo chinês enfureceram Trump, abalando os mercados globais na sexta-feira.

E a última semana do mês começa com os mercados financeiros globais ainda sob impacto dos acontecimentos ao final da semana passada, sem saber o que esperar para a disputa entre as duas maiores economias do mundo. Enquanto Trump assume a preferência por tarifas cada vez mais altas, a China não parece disposta em terminar a guerra tão cedo. Então, é melhor se acostumar com uma escalada do confronto - e com as consequências que tal embate representam para a economia dos EUA e para o crescimento global.

O próprio Powell afirmou que a incerteza comercial “parece estar” desempenhando um papel na desaceleração da economia mundial e no enfraquecimento da manufatura norte-americana bem como dos gastos com capital nos EUA. Mas os danos causados pela disputa prejudicam não só os EUA, irradiando para outros países ao redor do mundo.

Nesta semana, então, merecem atenção o desempenho da economia (PIB) do Brasil e dos EUA no trimestre passado, ambos na quinta-feira, que podem lançar luz sobre uma temida recessão, diante de um cenário de PIB mundial menor que se desenha. Dados de inflação e consumo nos EUA e sobre o desemprego no Brasil, na sexa-feira, também são destaque.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Recessão à vista?

A divulgação dos números do PIB brasileiro é o grande destaque da agenda econômica doméstica e devem reforçar a percepção de que a retomada da atividade ficou para 2020. Ainda assim, após cair 0,2% nos três primeiros meses deste ano, a economia brasileira deve evitar entrar em uma recessão técnica, crescendo 0,2% no segundo trimestre.

Leia Também

Apesar de todos os setores econômicos estarem sofrendo de uma crise de confiança, esperando algum gatilho para retomar os investimentos e o consumo, a base de comparação fraca deve garantir um resultado positivo entre abril e junho de 2019, em ambos os confrontos.

Com isso, os números positivos devem ser olhados com cautela. Os fracos resultados dos atividade econômica e o nível elevado do desemprego ao longo do primeiro semestre não empolgam. Nem a aprovação de uma reforma da Previdência robusta no Congresso pode ter forças para acelerar o ritmo de crescimento do país na segunda metade do ano.

Nesse contexto de retomada gradual da atividade e do consumo internos e de acirramento da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, há poucas razões para acreditar que os bancos centrais tenham poder para combater a próxima crise - por mais que estejam dispostos em reduzir os juros para sustentar o crescimento econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O inimigo é outro

O que mais chamou a atenção do mercado financeiro foi a mudança na retórica de Trump, com o chefe da Casa Branca querendo interferir até onde as empresas privadas fabricam seus produtos. Embora não esteja claro qual autoridade legal Trump tem para forçar as empresas como agir, a declaração acionou o sinal de alerta entre os investidores.

Afinal, quanto os EUA podem perder sem a China e seu potencial mercado consumidor de 1,4 bilhão de pessoas? As empresas norte-americanas conseguiriam encontrar um mercado “alternativo à China” com o mesmo potencial do país asiático? E o que aconteceria com a China? As dificuldades de curto prazo penalizariam a força motriz do crescimento chinês a longo prazo?

Em outra declaração fora do comum, Trump questionou quem era o “maior inimigo dos EUA”: “‘Jay’ Powell, ou o presidente [chinês,] Xi [Jinping]?”. Sabe-se que há muito tempo Trump vem pressionando o Federal Reserve para cortar agressivamente a taxa de juros norte-americana.

Mas durante o simpósio nas montanhas do Wyoming (EUA), Powell fez um discurso em que não prometeu nenhuma flexibilização monetária, nem se comprometeu com novos cortes - nem em setembro. O presidente do Fed apenas disse que está “observando atentamente os desdobramentos” na economia e na guerra comercial que irá “agir conforme apropriado”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aos poucos, então, os investidores vão se dando conta de que o problema é a forma como Trump está lidando com seus dois maiores inimigos, provocando o pânico nos ativos globais para conseguir o que quer. Trata-se de uma estratégia que o republicano gosta de cultivar, tocando as relações com as instituições e outros países como faz com suas empresas.

Só que essa abordagem do presidente pode representar um risco à reeleição dele no ano que vem. Carros, aviões, soja e petróleo estão entre os milhares de produtos dos EUA que tiveram tarifa elevada para 10%. Tais produtos são produzidos em grande parte nos estados do Meio-Oeste, que garantiram a vitória de Trump em 2016.

Iowa, por exemplo, é o maior produtor de soja, enquanto Michigan e Ohio concentram a produção de veículo. Trump levou esses três estados na última eleição, e não deve ter sido à toa que a China mirou nessa região, avaliando os impactos da medida enquanto aposta na vitória de um democrata na eleição presidencial dos EUA, em novembro de 2020.

Afinal, para Pequim, é muito ruim ter de lidar com um presidente cuja relação política se baseia em um humor flutuante [e autoritário], que tem efeito não apenas no comércio. Aos poucos, essa variação de temperamento pode incomodar também os cidadãos e as empresas, adiando decisões de consumo e de investimentos, causando grandes danos não apenas à economia chinesa e do restante do mundo, mas também à economia dos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com o relatório de mercado Focus (8h30) e traz também o índice de confiança da indústria em agosto (8h). No exterior, destaque para o feriado bancário no Reino Unido, enquanto nos EUA, a semana começa com os números sobre a encomenda de bens duráveis em julho. Na China, sai o lucro da indústria em julho.

Terça-feira: Dados domésticos sobre os custos e a confiança na construção civil enchem a agenda local, sem destaques. Já no exterior, merece atenção a leitura revisada do PIB da Alemanha no segundo trimestre, quando caiu 0,1% em relação ao período anterior. Nos EUA, serão conhecidos dados do setor imobiliário norte-americano e sobre a confiança do consumidor.

Quarta-feira: A FGV traz mais uma sondagem, desta vez, sobre a confiança do setor de serviços. No front político, é esperada a leitura do parecer da reforma da Previdência na CCJ do Senado.

Quinta-feira: Dados do PIB do Brasil e dos EUA no segundo trimestre deste ano são o grande destaque do dia, que traz ainda o índice de preços ao produtor brasileiro (IPP) em julho e o IGP-M de agosto. Também serão conhecidos os estoques no atacado norte-americano e as vendas pendentes de imóveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sexta-feira: A semana chega ao fim com os números sobre o mercado de trabalho no Brasil (Pnad) atualizados até julho e dados sobre a inflação ao consumidor (CPI) na zona do euro em agosto. Nos EUA, saem os dados sobre a renda pessoal e os gastos com consumo no mês passado, juntamente com o índice de preços PCE, além do sentimento do consumidor norte-americano em agosto. No fim do dia, saem dados de atividade na China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar