Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ajuste fiscal é ‘maratona’ para colocar as contas em dia e vai além da Previdência

Relatório do BofAML mostra que nem a economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos com reforma preservaria o teto de gastos para o setor público

Corredores em uma maratona
Imagem: Shutterstock

Você tem fôlego, um bom joelho e uma pisada daquelas? Se a resposta for “sim” possivelmente já descobriu os benefícios da corrida. Descargas de endorfina provocam ondas de bem-estar e euforia. Treinos constantes e pelo menos cinco modalidades de corridas são aliados de quem deseja prolongar essas sensações. A “caminhada” movida pela fé, a “trail run” e a “cross country” são algumas delas que se diferenciam pela dificuldade imposta pelo terreno e pela distância do percurso. A mãe das corridas, a mais desafiadora, é a “maratona”. Nascida na Grécia, a “maratona” é esporte para os resistentes e dispostos a cumprir circuitos de 42 km. Não é para qualquer um. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perseguir um ajuste fiscal é lançar-se a uma maratona. Um país não chega ao pódium da noite para o dia. Muitos nem chegam. Assim como os atletas, um país interessado em colocar suas contas em equilíbrio precisa treinar muito e saber lidar com os riscos que terrenos acidentados oferecem pelo caminho. Penso nesse exercício exigente ao ler o relatório do Bank of America Merrill Lynch (BofAML) “Fireside chat with the fiscal” que trata da dinâmica da dívida pública no Brasil em tempos de reforma da Previdência. 

Ana Madeira e David Beker, respectivamente, economista do BofA para Brasil e Chile e chefe de economia e estratégia para a América Latina, lembram no denso relatório construído com perguntas e respostas do engessado orçamento do governo brasileiro, destacam a necessidade de crescimento econômico para um efetivo ajuste fiscal e alertam que esse ajuste não se esgota com a reforma das aposentadorias. 

O BofA explica que o ajuste continuará porque os incentivos fiscais se fortaleceram e as regras fiscais existentes – como o teto de gastos estabelecido para o setor público – pressionará o governo a agir. O Ministério da Economia e o Tribunal de Contas da União (TCU) empreendem esforços para tornar as contas públicas mais transparentes, o que facilitará o seu monitoramento.

As despesas obrigatórias devem ultrapassar 90% das despesas totais neste ano e podem superar 95% em 10 anos e os gastos com a Previdência respondem por 60%. Contudo, os economistas reconhecem que, na margem, os dados fiscais melhoram e que a reforma previdenciária em curso no Congresso poderá trazer algum alívio à atual rigidez do orçamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Melhora na margem

“Os dados são mais positivos, na margem, uma vez que o governo conseguiu controlar melhor os gastos obrigatórios e os pré-pagamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal [para o Tesouro], o que reduz diretamente a dívida pública. Esperamos agora um menor déficit primário do setor público de -1,5% do PIB para 2019 (de -1,7% anterior) e de 1% para 2020 (de -1,2% anterior). Em 2018, o déficit primário foi de -1,6%. A dívida pública em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) continua a crescer, mas a um ritmo mais lento e esperamos que atinja 78,9% do PIB em 2019 (de 79,6% antes) e 79,3% em 2020 (de 80,7% antes), em comparação com 77,2% em 2018”, afirma o relatório.

As simulações do BofA mostram que, sem expansão do PIB, mesmo com as menores taxas de juros a dívida pública não estabilizará. Em cenário positivo - tendência de crescimento do PIB em 2,5% e taxa de juros em 6% - a dívida pública estabiliza em 2020 em 79,6% do PIB. No cenário de continuidade - tendência de crescimento do PIB em 1,5% e taxa de juros em 6,5% -, o déficit público só se estabiliza em 2027 em 85,5% do PIB.

Leia Também

SUPERPRODUÇÃO?

Dark horse: do que se trata o filme sobre Jair Bolsonaro com orçamento de produção internacional para o qual Flavio pediu dinheiro a Vorcaro

CONCORRÊNCIA DESIGUAL?

A ‘taxa das blusinhas’ já era! Como fica o valor final para quem gastar até US$ 50 na Shein e na Shopee

Ana Madeira e David Beker não veem preservado teto de gastos do setor público. Mesmo com a economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos -- proposta original do Ministério da Economia para a reforma previdenciária --, o limite de gastos seria ultrapassado em 2024. Apesar dessa constatação, eles consideram que se a dívida pública estiver em trajetória de estabilização, seja por gastos menores ou maiores receitas, o cumprimento do teto torna-se menos relevante. 

Os economistas lembram que o teto de gastos – uma regra fiscal que restringe significativamente o crescimento das despesas públicas limitado à inflação – foi criado para incentivar o governo a fazer ajustes em sua estrutura de gastos, por exemplo, por meio de uma reforma da previdência. “Se a reforma previdenciária for aprovada, ela pode não garantir a conformidade do limite, mas implicaria ajuste fiscal em um nível estrutural e é por isso que o cumprimento do teto se tornaria secundário.”

O relatório do BofAML acrescenta que no Índice de Flexibilidade Fiscal, elaborado pela Moody’s Investors Service, o Brasill é o país com maior rigidez orçamentária da América Latina em contraponto ao Equador, Peru, Nicarágua e Panamá que apresentam maior flexibilidade orçamentária. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Monitor Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil, com déficit equivalente a 87,9% do PIB, ocupa a quinta posição no ranking de economias emergentes e a décima oitava num elenco de 120 países. O Japão é o país mais endividado com 237,1% do PIB; Hong Kong é o mais saudável com déficit de 0,1% do PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem mostra uma peça de carne ao ponto, cortada sobre uma tábua de madeira, com temperos ao redor 13 de maio de 2026 - 10:45

FIM DO CHURRASCO EUROPEU

UE proibirá compra de carnes do Brasil; entenda qual foi a justificativa

13 de maio de 2026 - 10:45
Gabriel Galípolo, Banco Central 12 de maio de 2026 - 12:15
diabo veste prada 2 11 de maio de 2026 - 15:13

O DIABO VESTE PRADA, GUCCI, CHANEL...

‘O Diabo Veste Prada 2’ precisa de apenas 10 dias para superar bilheteria do primeiro filme

11 de maio de 2026 - 15:13
airbnb stj ID da foto:1124285654 11 de maio de 2026 - 14:20
11 de maio de 2026 - 11:55

FIM DO "SABOR CHOCOLATE"?

Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates

11 de maio de 2026 - 11:55
dinheiro impostos tributo simples nacional pme empresas 10 de maio de 2026 - 15:32
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia