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Valor, que não leva em conta os efeitos do IFRS 16, é 22,9% maior que o mesmo período do ano anterior
A Localiza apresentou resultados nesta quinta-feira que devem agradar acionistas. A empresa registrou, no primeiro trimestre de 2019, um lucro líquido recorde de R$216,3 milhões — valor 22,9% maior que o mesmo período do ano passado.
Considerando o efeito IFRS 16, o lucro líquido da empresa atinge R$ 210,8 milhões no trimestre. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg projetavam um lucro líquido de R$ 214 milhões, tendo como base valores anteriores.
No trimestre, o Ebitda consolidado (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), excluindo-se os impactos do IFRS 16, totalizou R$ 498,5 milhões. O valor é 25,4% maior que o mesmo período do ano anterior. Considerando-se os efeitos do IFRS 16, o Ebitda totalizou R$ 538,2 milhões, informa e empresa.
Em relação a receita líquida, o valor ficou em R$ 2.447,7 milhões, o que representa 34,3% a mais que o primeiro trimestre de 2018.
A empresa atribui os bons resultados ao crescimento da receita e das margens nas divisões de Aluguel de Carros e Gestão de Frotas — o aumento do Ebitda foi de R$101,1. O informe de resultados também fala, entre outras coisas, na redução de R$0,7 milhão em imposto de renda e contribuição social, devido à alíquota efetiva, que passou de 27% para 22,9%.
Fundada em 1973, a Localiza teve, em fevereiro passado, a finalização da mais uma emissão de ações. A empresa capitalizou R$ 1,8 bilhão.
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A Localiza lembra, no informe de resultados, que desde 1º de Janeiro de 2019, estão vigentes as regras contábeis do IFRS 16, "sendo que o maior impacto que tivemos se refere aos contratos de locação de imóveis das nossas agências e lojas."
"Foram contabilizados no Ativo e no Passivo, os valores presentes dos fluxos de contratos existentes. Ao invés de despesa de aluguel (antes do Ebitda), agora temos a contabilização da depreciação do ativo que foi criado e a despesa financeira dos “juros” sobre esse novo passivo", diz a empresa.
A Localiza diz que no início dos contratos de alugueis, o impacto das despesas financeiras é maior que ao final, de forma que o impacto do IFRS 16 é negativo no lucro quando os contratos são mais novos (e agora no início da adoção) e isso se reverte ao final dos contratos. Ao longo de toda a vida do contrato, o impacto nos resultados é neutro, informa a empresa.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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