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Entenda o significado desses termos muito usados no mercado financeiro e a influência desses fatos no seu bolso
Você talvez já tenha ouvido alguns economistas e especialistas em finanças falarem sobre abertura ou fechamento da curva de juros, e de como esses fatos afetam os investimentos. Mas, para quem não entende o significado desses termos, o assunto pode parecer um tanto quanto enigmático.
O assunto curva de juros não é dos mais simples, mas entender algumas linhas gerais já ajuda muito o investidor.
Basicamente, a curva de juros de um título de renda fixa é o gráfico que podemos traçar a partir das taxas de juros pagas por esse título em diferentes vencimentos. Ou ainda, dos retornos exigidos pelos credores para emprestar os seus recursos a um determinado tomador por diferentes prazos.
As taxas de juros, por sua vez, são influenciadas por uma série de fatores, como risco do tomador de recursos, o prazo do papel, a política monetária do país onde o título foi emitido e a expectativa do mercado para os juros básicos.
Então é de se esperar que a curva de juros para um determinado título seja crescente, ou seja, que os juros cresçam conforme o prazo aumenta. Afinal, quanto maior o prazo, maior a incerteza e, consequentemente, maior a remuneração que o credor vai exigir.
Quando a gente fala genericamente de curva de juros, geralmente a gente está se referindo aos títulos públicos federais de um determinado país. Como são os ativos menos arriscados daquela economia, esses títulos são considerados “livres de risco”.
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De maneira mais genérica ainda, falar em curva de juros pode significar que estamos simplesmente falando dos juros básicos da economia — como é o caso da taxa DI, aqui no Brasil.
Um dos fatores que influenciam as curvas de juros é justamente a expectativa do mercado para o andamento da política monetária do país.
Então as curvas de juros, sobretudo as dos títulos públicos e da taxa DI, podem ser entendidas como a consolidação da média das projeções do mercado para as taxas de juros dentro dos próximos anos. Ou ainda, da trajetória esperada para as taxas de juros.
Você já deve ter percebido que as curvas de juros têm uma inclinação, dada pela diferença entre os juros de determinados prazos. Quando a expectativa passa a ser de alta de juros, essa inclinação aumenta, e se fala em abertura da curva; quando essa expectativa passa a ser de queda, a inclinação diminui, e a gente fala em fechamento da curva.
O efeito mais evidente se dá nas aplicações de renda fixa. Uma abertura da curva de juros tende a aumentar a remuneração dos investimentos atrelados à Selic e ao CDI, além de elevar as taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação. Ao mesmo tempo, os preços desses títulos caem, desvalorizando o investimento de quem comprou esses papéis a taxas prefixadas mais baixas.
Já o fechamento da curva de juros tem efeito oposto: tende a deixar os investimentos pós-fixados menos interessantes, reduzir as taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação e valorizar esses títulos, beneficiando quem os tiver comprado a taxas mais altas.
A abertura e o fechamento da curva de juros também têm efeito sobre os ativos de risco, ligados à economia real, como é o caso das ações e dos imóveis.
Juros futuros mais altos representam um custo de oportunidade maior, crédito mais caro e renda fixa mais interessante, tirando a atratividade dos ativos de risco. Juros futuros mais baixos, por outro lado, invertem essa relação, aumentando a atratividade da bolsa e do mercado imobiliário.
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