Menu
2019-11-02T08:12:29-03:00
fala governador

‘Centro democrático quer manter diálogo com esquerda e direita’, diz Doria

Questionado sobre o discurso contra a esquerda mantido por ele desde a eleição à Prefeitura de São Paulo, afirma que não há campanha “com tom de missa de domingo”

2 de novembro de 2019
8:12
João Doria
Imagem: Shutterstock

O governador João Doria (PSDB) diz em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o "centro democrático" é uma "boa opção para o País", num movimento para se contrapor ao tom de polarização adotado pelo presidente Jair Bolsonaro. Doria, visto como candidato à sucessão em 2022, fala em "manter um bom diálogo com a esquerda e a direita". Questionado sobre o discurso contra a esquerda mantido por ele desde a eleição à Prefeitura de São Paulo, afirma que não há campanha "com tom de missa de domingo". "A esquerda não ameaça a democracia, assim como a direita."

O que o sr. achou da declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre um 'novo AI-5'?

Totalmente inoportuna e inadequada, como muitas de suas manifestações. A democracia no Brasil está consolidada. Os Poderes também, bem como a liberdade de imprensa.

Nomes do PSL como Gustavo Bebianno, Paulo Marinho, Alexandre Frota se aproximaram do PSDB. O partido virou um caminho natural para os egressos do PSL? Há uma identidade?

Bebianno, de fato, virá. Vai se filiar ao PSDB no Rio. É muito bem-vindo, assim como o general Santos Cruz será bem-vindo. Não se trata de uma visão natural, mas circunstancial. O PSDB receberá novas filiações de parlamentares de outros partidos nos próximos meses. À medida que se consolida a visão de um 'novo projeto do PSDB', um partido de centro com visão liberal e democrática, ele vai cativando o sentimento daqueles que comungam desse mesmo pensamento. O centro democrático é uma boa opção para o País, que pretende manter um bom diálogo com a esquerda e a direita.

Esse 'novo PSDB' tem a mesma identidade social-democrata de sua fundação?

Nos valores da verdade, decência e transparência, sim. Nos valores da modernidade, não. O Brasil mudou, as pessoas mudaram.

Mas o PSDB ainda é social-democrata?

Não mais. Também as teses da social-democracia já não se aplicam da mesma maneira de 30 anos atrás. O PSDB não pode ser mais um partido que vive do passado.

Então, é o caso de tirar o "social-democracia" do nome?

A sigla PSDB é bem aceita. Pesquisamos isso. Então, a sigla será mantida, não será alterada. Mas nós incorporamos as cores verde e amarela. Antes, era branco, azul e amarelo.

O sr. vê uma ameaça da esquerda na América Latina, como também disse Eduardo?

A ameaça pode estar na extrema-esquerda, assim como na extrema-direita. A esquerda não ameaça a democracia, assim como a direita também não. São dois pensamentos que merecem respeito.

O sr. foi eleito duas vezes com uma campanha marcada por discurso fortemente contra a esquerda. Até chamou seu adversário de 'Márcio Cuba' (ex-governador Márcio França). O que explica essa mudança de postura?

O tom de uma campanha eleitoral é sempre mais efervescente. Não há campanha eleitoral com tom de missa de domingo. É tom de comício. Terminada a eleição, é tempo de gestão.

O sr. é conservador?

Não. Sou uma pessoa bem-educada e formada. Estudei nos Estados Unidos, França e Itália. Essa convivência internacional me deu a possibilidade de compreender o valor da pluralidade. Minha visão é liberal nos costumes.

O presidente Bolsonaro usou palavras duras para atacar o sr. e teve um momento de tensão entre ambos. Houve uma reaproximação? Como está a relação?

É uma relação fluida. Nós temos uma relação constante com o governo Bolsonaro em diversas áreas. Algumas, eu diria, até muito bem construídas, como é o caso do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Luciano Huck tem despontado como candidato a presidente da República. O sr. acha que ele é um bom nome?

Luciano Huck é um bom rapaz, com uma boa formação, sentimento patriótico e, além de tudo, uma pessoa que é amiga e a quem devoto admiração. Mas nós precisamos de uma eleição com pessoas com experiência, vivência. Luciano Huck ainda deve acumular mais experiência ao longo da sua vida.

E o sr. vai disputar a sucessão em 2022 ou vai terminar o mandato no Estado?

Não é hora de discutir eleição de 2022. É hora de gestão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

inflação de alimentos

Após ouvir cobrança, Bolsonaro reforça que preço do arroz não será tabelado

Ministra da Agricultura avisou que atual patamar de preços só deve baixar mesmo a partir de 15 de janeiro, quando entrar a safra brasileira.

ranking da forbes

Varejo invade lista de mais ricos do Brasil; saiba mais sobre os bilionários

Luiza Trajano, Ilson Mateus e Luciano Hang chegam entre os 10 mais ricos do país, em um ano marcado por mudanças no setor varejista, alta das ações e IPOs

Seu Mentor de Investimentos

Como proteger seus investimentos diante do risco de sanções comerciais por causa das queimadas

País tornou-se um pária no mundo por conta do que acontece no Pantanal e na Amazônia, diz colunista Ivan Sant’Anna; ele aponta uma série de tipos de ativos que podem estar imunes a uma eventual protesto da comunidade internacional

caso de fevereiro

Guedes ‘excedeu barbaramente’ limites ao comparar servidor a parasita, diz juíza

Cláudia da Costa Tourinho Scarpa, da 4ª Vara Federal Cível da Bahia, afirmou que o ministro da Economia ‘insultou’ os servidores públicos

em recuperação judicial

Justiça dos EUA libera empréstimo de US$ 2,4 bi da Latam

Nova proposta retirou cláusula questionada por minoritários

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements