O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Gigante varejista dos Estados Unidos avança no Brasil com lançamento do serviço Prime, mas o que isso significa para o setor do varejo e a concorrência?
Em sete anos no País, a Amazon, fundada pelo bilionário Jeff Bezos, vem fazendo uma expansão sem pressa. Começou com livros digitais, chegou aos físicos, abriu novas categorias e um centro de distribuição na Grande São Paulo.
Mas na semana passada o lançamento do Amazon Prime causou um abalo nas ações das mais poderosas varejistas locais. Isso porque, com o Prime, a Amazon implanta por aqui o pilar de sua estratégia. O plano consiste em estar presente nos momentos do cliente de lazer para ser lembrada quando ele decidir comprar.
De acordo com o presidente da companhia de Jeff Bezos no Brasil, Alex Szapiro, o negócio se baseia na recorrência. "A gente olha o ciclo da vida do consumidor", diz o executivo.
Ele explica que, ao contrário de uma academia de ginástica, que lucra quando as pessoas pagam o plano sem treinar, a Amazon quer que os clientes usem seus serviços o máximo possível. "Quanto mais usar, maior será a chance de ele consumir."
A maioria dos analistas diz que, pelo menos por enquanto, a Amazon não é uma ameaça iminente para as rivais. A fatia de mercado da americana é hoje equivalente a uma fração do domínio de empresas como Mercado Livre, B2W (Americanas.com) e Magazine Luiza.
Ainda assim, as ações de empresas de e-commerce negociadas em Bolsa caíram mais de 4% no dia do lançamento do Amazon Prime. As varejistas recuperaram parte das perdas ao longo da semana.
Leia Também
Apesar de disputar a liderança na venda de livros no País, a empresa de Jeff Bezos só agora está chegando ao "top 10" do mercado nacional, segundo dados da consultoria Euromonitor.
Em 2018, a Amazon ainda estava na 11.ª posição. Mais uma vez, com uma mãozinha da concorrência. Já que o Walmart fechou a operação de e-commerce em março (e posteriormente mudou sua marca para Grupo Big).
Outra questão levantada por analistas e fontes de mercado é que, por si, a oferta de frete grátis do Amazon Prime pode não ser tão atraente assim para o público brasileiro.
Segundo o jornal Estadão apurou, companhias como Magazine Luiza, por exemplo, não cobram frete para 70% das entregas - e não cobram assinatura para isso.
A distribuição dos grupos nacionais também é mais bem estruturada. O Magazine, além de 12 centros de distribuição, usa suas 1,1 mil lojas como pontos de coleta de mercadoria.
A companhia de Jeff Bezos tem o CD de Cajamar e estaria planejando outro para o Nordeste - informação que a empresa não confirma.
Segundo o analista Thiago Macruz, do Itaú BBA, o lançamento do Amazon Prime é um passo importante rumo a uma posição mais relevante no mercado brasileiro. "O Prime gera fidelização, pois inclui os streamings, que têm grande percepção de valor", ressalta.
O serviço chega ao Brasil por valor inferior ao dos EUA. Por lá, o pacote custa US$ 12,99 (mais de R$ 50).
Macruz lembra, no entanto, que a Amazon precisa provar que consegue ganhar volume não só em produtos que ela mesma entrega, mas também para os que vende em marketplace.
Para o especialista, o movimento das ações na semana passada estaria mais ligado ao poder da Amazon no mundo do que por aqui. "Ela vale quase US$ 1 trilhão. Se achar interessante, poderá gastar uns bilhões para crescer por aqui."
O presidente da Amazon Brasil afirma que não há previsão de esforço para comprar mercado daqui. "Gasto muito pouco tempo olhando nossa participação", diz Szapiro. "Posso me dar ao luxo de projetar o que a Amazon vai ser no Brasil daqui a 10, 20, 30 anos."
Embora analistas apostem que o próximo grande movimento da empresa de Jeff Bezos será nos eletrônicos, o executivo não confirma. "Estaremos em todos os segmentos em que fizer sentido - e com profundidade."
"Profundidade" quer dizer estoque variado, que vai além dos itens mais vendidos. Afinal, outra forma de fidelizar o cliente, diz o executivo, é fazer com que ele venha à Amazon para necessidades específicas.
É o que a empresa de Jeff Bezos tem feito em livros, diz Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). "A Amazon ajuda as editoras a girar o catálogo, e não só lançamentos."
Procuradas, B2W, Via Varejo, Americanas e Magazine Luiza não se pronunciaram.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo
Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026
Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx
Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas
Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador
Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26
Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027
“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro
Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco