Menu
2019-06-07T18:54:36-03:00
mais uma do caso queiroz

Ex-assessores de Carlos Bolsonaro não têm registro na Câmara do Rio

Os dois ex-funcionários ligados a Fabrício Queiroz empregados no gabinete do vereador nunca emitiram crachá funcional ou registraram entrada como visitantes

3 de junho de 2019
9:30 - atualizado às 18:54
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro - Imagem: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Os dois ex-funcionários ligados a Fabrício Queiroz empregados no gabinete do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro, nunca emitiram crachá funcional ou registraram entrada como visitantes na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O órgão afirma que qualquer servidor da Casa precisa fazer uma das duas coisas para comprovar que tem frequência, mesmo que exerça funções externas - um deles estava registrado como motorista.

Documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que Claudionor Gerbatim de Lima e Márcio da Silva Gerbatim, investigados pelo Ministério Público do Rio, passaram o período em que estavam lotados no gabinete de Carlos sem ter a presença atestada pelo sistema da Câmara. "Se for servidor da CMRJ, para qualquer função que exercer, deverá utilizar o crachá funcional", diz a nota enviada pela assessoria da Casa à reportagem. "Para nomeado para cargo em comissão ou efetivado via concurso público, o crachá funcional será emitido para acesso às dependências do Legislativo, seja qual for a atividade a ser exercida."

Claudionor e Márcio tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados na investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entre 2007 e 2018, além da prática de "rachadinha" - por meio da qual assessores "fantasmas" devolvem parte do próprio salário para o parlamentar que os nomeou. Eles já estiveram lotados em gabinetes dos dois irmãos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando Flávio era deputado estadual, e na Câmara municipal, com Carlos.

Claudionor e Márcio são, respectivamente, sobrinho da atual mulher de Fabrício Queiroz e ex-marido dela. Queiroz é o pivô da investigação sobre repasses suspeitos na Alerj. Ele era, oficialmente, motorista de Flávio, quando movimentou em sua conta cerca de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês do ano seguinte. O valor foi considerado "atípico" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) - caso revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Rodízio

Os parentes da ex-mulher de Queiroz fizeram uma espécie de rodízio entre os gabinetes dos dois irmãos. Empregado como motorista pelo vereador entre abril de 2008 e abril de 2010, Márcio foi nomeado logo depois como assessor-adjunto no gabinete de Flávio na Alerj, onde ficou até maio de 2011. No mesmo dia, Claudionor ganhou a vaga no gabinete de Carlos na Câmara Municipal.

Para o especialista em direito administrativo Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-SP, o fato de não haver registro de entrada dos assessores de Carlos é um "indício sério" de que eles "não exerciam função nenhuma". Isso pode configurar, afirma Sundfeld, improbidade com dano ao erário, já que os servidores recebiam salários por funções que supostamente não exerciam. "Ainda é um indício, mas um indício sério", disse.

Por telefone, o chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, Jorge Luís Fernandes, disse que a Câmara do Rio já havia respondido aos questionamentos da reportagem, e garantiu que Claudionor e Márcio foram funcionários efetivos do vereador. Ele, no entanto, não explicou qual era função que Claudionor exercia - Márcio era motorista. O chefe de gabinete também afirmou que, se os crachás não foram emitidos, quem tem de responder por isso é a Câmara, que é a responsável pelo cadastro, e não o gabinete do vereador.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

é hoje

Último sorteio de maio da Mega Sena pagará R$ 38 milhões

Concurso deve acontecer hoje (30), às 20h, em São Paulo

em meio à pandemia

Bolsonaro provoca aglomeração ao tomar café da manhã em restaurante em Abadiânia

Bolsonaro carregava consigo uma máscara, mas não a utilizou enquanto trocava apertos de mão e posava para fotos com populares

de olho na popularidade

Datafolha: 67% reprovam negociação de cargos de Bolsonaro com congressistas

Nas últimas semanas, o presidente tem reforçado sua aproximação com parlamentares do Centrão

quem é quem

Como fica o conselho da Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, após saída de Bill Gates

Conglomerado segue com forte posição de caixa em meio à crise; saiba quais são as mentes por trás das decisões da empresa

A noite dos cristais: a infeliz comparação de Abraham Weintraub com o episódio nazista

se o caro amigo leitor, ou a cara amiga leitora, quiser ganhar dinheiro nas bolsas de valores ou nos mercados futuros, guarde suas paixões políticas no armário.

país em crise

Governo tem 48h para se manifestar sobre problemas no auxílio emergencial

Decisão é do ministro do TCU; o pedido se refere as dificuldades de acesso às bases completas da Receita para a verificação de elegibilidade de quem pede o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais

#VamosVirarOJogo

Magazine Luiza, Carrefour e ao menos 450 empresas buscam soluções para o pós-pandemia

Três empresários lançaram, no fim de abril, um movimento para trocar experiências e atraíram grandes empresas: é o #VamosVirarOJogo

entrevista

Só na 2ª metade da década teremos ritmo pré-covid, diz Mesquita, do Itaú

Segundo economista-chefe do banco, é preciso aguardar o resultado do segundo trimestre para confirmar a magnitude da recessão de 2020 – o Itaú projeta -4,5%

de olho no balanço

Cosan tem queda de 74,2% no lucro do primeiro trimestre

Lucro líquido foi de R$ 102,2 milhões; receita líquida da companhia cresceu 7,2% no primeiro trimestre, na comparação anual, para R$ 18,285 bilhões

ao infinito e além

A SpaceX, de Elon Musk, e a Nasa prometem levar o homem de volta ao espaço

A parceria já está em órbita faz tempo: os foguetes de Elon Musk levam carga espacial para a agência americana e deseja ir além

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements