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De olho no Tio Sam

Bolsonaro diz que comércio com Estados Unidos está fraco e que aproximação será benéfica

Presidente e encontrou com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, na tarde desta quarta-feira

Jair Bolsonaro e o Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur L. Ross Júnior
Jair Bolsonaro e o Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur L. Ross Júnior - Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente da República, Jair Bolsonaro, falou na tarde desta quarta-feira, 31, que o encontro com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, foi "excelente" e que conversaram sobre um possível acordo de livre-comércio. Ele também admitiu que há um receio por parte dos EUA sobre supostas "armadilhas" no acordo entre o bloco sul-americano e a Europa, que poderiam inviabilizar as negociações com os americanos.

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"Eu acho que todo mundo está preocupado com algumas armadilhas. Todo mundo está preocupado com isso daí. Que talvez no acordo do Mercosul (com a UE) possa ter algum problema assinar algum acordo com os EUA", disse o presidente, após cerimônia de troca da guarda presidencial no Palácio do Planalto.

Bolsonaro comentou que essa é uma questão que envolve a inteligência do governo para identificar se há, de fato, armadilhas no acordo Mercosul-UE. "Parto do princípio que não haja", declarou.

[captacao]

Ele afirmou que Ross falou do "interesse" dos EUA no Brasil e seguiu a linha do que Bolsonaro já discutiu anteriormente com o presidente dos EUA, Donald Trump. Bolsonaro considera que o comércio entre Brasil e EUA "está muito fraco", levando em conta o tamanho dos dois países.

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O presidente da República também disse que outros países têm procurado o Brasil para eventuais acordos, entre eles Japão, Coreia do Sul e Bolívia.

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Na terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai trabalhar por um acordo de livre comércio com o Brasil.

O secretário de Comércio Exterior brasileiro, Marcos Troyjo, disse que o Brasil vai buscar o acordo mais "ambicioso e abrangente" possível com os norte-americanos.

Aproximação benéfica

Mais tarde, pelo Twitter, o presidente afirmou que os dois países "estão em enorme sintonia" e que a maior proximidade será benéfica a americanos e brasileiros.

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"Recebi hoje (quarta) o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross. Discutimos formas de aumentar a cooperação, o comércio e os investimentos entre nossos países, que estão em enorme sintonia. A aproximação entre Brasil e EUA trará grandes benefícios para nossos povos", escreveu Bolsonaro.

Vale lembrar que, na terça-feira, 30, o presidente americano, Donald Trump, disse que vai trabalhar por um acordo de livre comércio entre EUA e Brasil, tendo dito que "o Brasil é um grande parceiro comercial" que cobra muitas tarifas dos americanos, mas que ele gosta do País. Trump também elogiou o governo Bolsonaro. "O presidente brasileiro é um homem especial", disse Trump.

*Com Estadão Conteúdo.

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