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O volume previsto para o IPO do Grupo SBF, dono da Centauro, tem como base o teto da faixa indicativa do preço por ação, definido entre R$ 12,10 e R$ 14,70
A rede de varejo de produtos esportivos Centauro deu início nesta semana à fase de apresentações a investidores no mercado de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A primeira abertura de capital na bolsa brasileira neste ano pode movimentar até R$ 908 milhões.
O volume previsto para o IPO do Grupo SBF, dono da Centauro, tem como base o teto da faixa indicativa do preço por ação, definido entre R$ 12,10 e R$ 14,70. O valor final será determinado conforme a demanda do mercado pelos papéis.
Se as ações saírem no teto da faixa, a Centauro pode chegar à bolsa avaliada em R$ 3,157 bilhões.
Entre 10% e 15% das ações na oferta serão destinadas aos investidores no varejo. Os pedidos de reserva começam no próximo dia 1º e vão até 12 de abril. A definição do preço por ação acontece no dia 15.
Essa é a segunda tentativa de abertura de capital da empresa, que desta vez pode ser prejudicada pelo aumento da temperatura política em Brasília.
Um dado importante para você ficar de olho, caso se interesse em virar sócio da Centauro na bolsa: parte dos recursos captados no IPO será usada para pagar dívidas com alguns dos bancos que coordenam a oferta, como Bradesco BBI, o Itaú BBA e o BB Investimentos.
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Para reduzir a possibilidade de um conflito de interesses, o BTG Pactual vai atuar como coordenador adicional da operação. Além dos quatro bancos, o Goldman Sachs e o Credit Suisse atuam na oferta.
Embora pretenda usar a maior parte dos recursos para abater dívidas, a situação financeira da Centauro é relativamente tranquila. A companhia encerrou o ano com uma dívida líquida de R$ 115,3 milhões, menos da metade do Ebitda (medida de geração de caixa) anual, que foi de R$ 260,7 milhões em 2018.
Outra parcela do dinheiro obtido no IPO será usado na abertura e reforma de lojas da Centauro, que possui uma rede com 192 unidades, localizadas principalmente em shoppings.
No ano passado, a varejista registrou lucro líquido de R$ 148,7 milhões, queda de 38,3% em relação ao resultado de 2017. A receita líquida, porém, aumentou 15,6%, para R$ 2,275 bilhões.
O grupo SBF é controlada atualmente por Sebastião Vicente Bomfim Filho, sócio-fundador e que detém 62% das ações, e pela GP Investimentos, que possui o controle dos 36% restantes. Nenhum dos dois sócios venderá suas ações no IPO.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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