Menu
2019-12-31T10:27:30-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
a conta do fisco

Brasileiros pagam R$ 2,5 trilhões em impostos em 2019

Num ano com elevada taxa de desemprego, o brasileiro recolheu 4,69% a mais de impostos aos cofres públicos do que recolheu em 2018, quando o fisco ficou com R$ 2,388 trilhões

31 de dezembro de 2019
10:27
impostos contas finanças
Imagem: Shutterstock

Os brasileiros repassaram R$ 2,5 trilhões em impostos às mãos dos governos federal, estaduais e municipais em 2019, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A marca foi batida às 8h35 desta terça-feira (31) último dia de 2020.

Num ano com elevada taxa de desemprego, o brasileiro recolheu 4,69% a mais de impostos aos cofres públicos do que recolheu em 2018, quando o fisco ficou com R$ 2,388 trilhões.

Marcel Solimeo, economista da ACSP, classifica como recorde o valor retirado dos bolsos dos contribuintes, especialmente pelo baixo crescimento e indefinições que circundam a economia brasileira.

Trata-se, de acordo com ele, de uma marca expressiva e resultante de uma carga tributária elevada para o País, se comparada à renda do brasileiro.

"Acredito que a carga tributaria nos próximos anos deva permanecer alta. Possivelmente, o único fator que pode colaborar com a diminuição dos tributos é o controle nos gastos. Caso não haja esse esforço, o Brasil continuará tendo impostos elevados. O pior é que nada disso retorna à população", critica Solimeo.

O economista relembra que há cinco anos o Impostômetro fechou em R$ 1,9 trilhão. Trata-se de um salto de R$ 600 bilhões em meia década. Para ele, o único caminho para melhorar essa diferença de R$ 600 bilhões passa por uma melhor gestão das contas públicas.

O que se poderia fazer com o valor

Com os R$ 2,5 trilhões que o brasileiro pagou de impostos em 2019 poderia se comprar 2,7 milhões de apartamentos de 124 metros quadrados com três quartos, uma suíte e duas vagas na garagem em Campestre, bairro privilegiado, com ruas calmas e bastante arborizadas em Santo André, na Região do ABC Paulista.

Com esse dinheiro, afirmam os economistas da ACSP, uma pessoa poderia receber 50 salários mínimos por mês durante 4,5 milhões de anos. Renderiam, se aplicados em caderneta de poupança, juros de R$ 20,2 milhões por hora e R$ 336,8 mil por minuto.

Compraria 7 milhões de unidades do carro BMW M2 e 5,8 bilhões de cestas básicas. Finalmente, para transportar esse dinheiro em notas de R$ 100,00, seriam necessários 826 contêineres de 20 pés ou 6,096 metros.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

BILIONÁRIO NA ÁREA

Sócio da 3G Capital entra para o mundo da infraestrutura investindo na Light

Convidado por Ronaldo Cezar Coelho, Beto Sicupira alcança participação de 9,9% no capital social da distribuidora de energia

Esquenta dos mercados

Será que vai sextar? ‘Otimismo cauteloso’ nos mercados sugere abertura em alta no Ibovespa

Bons resultados de bancos e montadoras na Europa, aprovação do remdesivir pela FDA e debate civilizado nos EUA aliviam pressão sobre ativos de risco

INICIATIVA

Governo revoga normas trabalhistas e apresenta eSocial simplificado

Foram revogadas 48 portarias trabalhistas consideradas obsoletas e assinada nova norma regulamentadora de saúde e segurança na área rural

BOLETIM OFICIAL

Covid-19: Brasil tem 24,8 mil novos casos e mais 497 mortes em 24h

Depois de São Paulo, Estados com mais mortes provocadas pelo novo coronavírus são Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco

Sextou com o Ruy

Quem precisa de shopping centers? E como ficam as ações do setor?

Tem gente dizendo que os shoppings estão com os dias contados e que 2020 pode ser o último ano que eles nos serão úteis para as compras de fim de ano. Será que isso é verdade?

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies