O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa teve leve alta nesta sexta-feira, mas o saldo da semana foi negativo. Os mercados exibem certa cautela, aguardando ansiosamente a decisão de política monetária do Fed e do Copom
Entre a segunda metade de maio e o início de julho, o Ibovespa entrou numa trajetória amplamente positiva. Com a tramitação da reforma da Previdência avançando no Congresso, o índice encontrou pistas livres e faróis abertos — e aproveitou para chegar rápido às máximas.
Em pouco mais de um mês e meio, o Ibovespa saiu do nível dos 90 mil pontos e chegou ao patamar inédito dos 105 mil pontos, refletindo o otimismo dos mercados em relação à aprovação das novas regras da aposentadoria e à melhoria da situação fiscal do país.
Só que, passada a primeira semana de julho, o trajeto dos agentes financeiros começou a ficar mais congestionado. Em primeiro lugar, o Congresso entrou em recesso e, com isso, a tramitação da Previdência só será retomada em agosto. Em segundo, a proximidade do fim do mês traz consigo uma espécie de ponto de inflexão para os mercados.
O dia D será na próxima quarta-feira (31), quando o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central do Brasil (BC) divulgam suas decisões de política monetária. E, embora os mercados apostem que ambas as instituições irão promover cortes nas taxas de juros dos dois países, um sinal amarelo se acendeu no semáforo.
E, com o alerta visual, o Ibovespa tem dirigido com a atenção redobrada: o principal índice da bolsa brasileira até teve uma ligeira alta de 0,16% nesta sexta-feira (26), aos 102.818,93 pontos, mas, na semana, acumulou baixa de 0,61% — é a terceira semana consecutiva em que o Ibovespa termina com saldo negativo.
Mas veja bem: a cor do sinal é amarela, e não vermelha. Isso porque não é possível dizer que os mercados tenham freado, já que, no mês de julho, o Ibovespa ainda acumula alta de 1,83%. E, é sempre bom lembrar, o índice se mantém acima do nível de 100 mil pontos desde 19 de junho.
Leia Também
O dólar à vista também reflete essa cautela e apresenta um comportamento semelhante ao do Ibovespa: a moeda americana caiu 0,25% hoje, a R$ 3,7725, mas fechou a semana com ganho de 0,71% — no mês, o dólar à vista ainda tem queda de 1,77%.
Mas o que, exatamente, causa esse sentimento de cautela aos mercados? Bom, um evento na Europa nesta semana era visto como uma espécie de prévia para as decisões do Fed e do BCB — e os sinais vindos do velho continente não corresponderam às expectativas dos agentes financeiros.
Na quinta-feira (26), o Banco Central Europeu (BCE) reuniu-se para deliberar sobre a política monetária da zona do euro. E, considerando a fraqueza da economia da região, os mercados trabalhavam com dois cenários: ou a manutenção dos juros — mas com uma sinalização de corte para a próxima reunião —, ou uma redução imediata.
Só que o órgão não fez nenhuma das duas coisas. A instituição manteve os juros no patamar atual e não mostrou urgência para diminuir as taxas no bloco — pelo contrário: o presidente do BCE, Mario Draghi, disse que os diretores sequer discutiram a hipótese de corte já na última quinta-feira, e que, atualmente, o grupo ainda não vê sinais de recessão iminente na região.
Essa quebra de expectativa funcionou com uma espécie de choque de realidade aos mercados, que mostravam-se cada vez mais confiantes quanto à possibilidade de cortes agressivos de juros por parte do Fed e do BCB na próxima quinta-feira. Assim, a postura das autoridades europeias obrigou um ajuste nos ativos globais.
Vale ponderar que o diagnóstico do BCE quanto ao estado da economia da zona do euro não pode ser entendido como uma notícia ruim: ora essas, estar longe da recessão é ótimo. Só que os mercados davam como certo que os estímulos monetários estavam prestes a serem disparados — e, quanto menores os juros, mais atrativo é o mercado de ações.
Desta maneira, a sinalização do BCE provocou uma recalibragem nas apostas: o cenário de corte agressivo de taxas nos EUA e no Brasil parece mais distante, e a maior parte do mercado, agora, parece acreditar numa redução de 0,25 ponto percentual nas taxas dos dois países nesta quarta-feira.
Mas, de qualquer jeito, quem apostava numa redução de 0,50 ponto percentual teve que recalcular a rota: com isso, as bolsas globais tiveram um dia bastante negativo na última quinta-feira, inclusive o Ibovespa.
Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os agentes financeiros passaram os últimos dias atentos aos sinais emitidos pelas economias locais, numa tentativa de se antecipar ao movimento dos bancos centrais.
E um dado se destacou nesta sexta-feira: o PIB dos EUA no segundo trimestre, mostrando crescimento à taxa anualizada de 2,1%, uma desaceleração em relação ao avanço de 3,1% registrado entre janeiro e março deste ano — e esse ritmo mais lento de expansão dá força ao argumento de que o Fed deve cortar juros.
No entanto, parte do mercado aguardava por um dado ainda mais fraco do PIB americano — assim, por mais que o número tenha desacelerado, pode haver a percepção de que a economia do país não está tão desaquecida quanto o imaginado e, assim, o Fed não teria tanta urgência para reduzir as taxas.
Considerando essas duas interpretações, o saldo aponta para um consenso cada vez maior no mercado de que o BC americano deve reduzir os juros do país em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira — um meio termo entre a agressividade e a suavidade.
E as bolsas americanas reagiram de acordo: o Dow Jones fechou o pregão desta sexta em alta de 0,19%, o S&P 500 avançou 0,74% e o Nasdaq teve ganho de 1,11% — este último foi positivamente influenciado pelo bom desempenho das ações do setor de tecnologia, como Alphabet e Twitter, que reportaram balanços trimestrais fortes.
A temporada de resultados trimestrais também influenciou o comportamento do Ibovespa, uma vez que diversos pesos-pesado do índice divulgaram seus números ao longo da semana, com destaque para Bradesco, Santander Brasil, Ambev e Cielo.
Nesta sexta-feira, outras duas empresas que compõem o Ibovespa reportaram seus balanços: a Usiminas e a Ecorodovias. E as ações de ambas as companhias reagiram positivamente: os papéis PNA da siderúrgica (USIM5) subiram 1,38%, enquanto os ativos ON da operadora de concessões rodoviárias (ECOR3) avançaram 2,79%.
Mas não foram apenas os balanços que mexeram com o noticiário corporativo. Hoje, por exemplo, as ações da Petrobras reagiram negativamente aos dados operacionais divulgados pela estatal: os papéis PN (PETR4) recuaram 2,79%, enquanto os ONs (PETR3) tiveram baixa de 3,12%.
Para Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos, os dados de produção mostraram certa fraqueza no lado operacional da companhia. A estatal produziu 2,553 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no segundo trimestre, uma queda de 0,4% na base anual.
"Uma produção mais fraca pode sinalizar um segundo trimestre não muito forte para a empresa", diz Pereira, destacando ainda que a estatal cortou em 3,6% sua perspectiva de produção no ano, para 2,7 milhões de boed. "Essa revisão muda um pouco a perspectiva para a companhia".
Por aqui, os mercados também parecem convencidos de que o Banco Central irá promover um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nesta quarta-feira — e, com esse cenário em mente, os agentes financeiros têm promovido ajustes pontuais nos DIs.
Nesta sexta-feira, as curvas de juros com vencimento em janeiro de 2020 ficaram estáveis em 5,59%, enquanto as para janeiro de 2021 subiram de 5,45% para 5,46%. Na ponta longa, os DIs para janeiro de 2023 recuaram de 6,35% para 6,31%, enquanto os com vencimento em janeiro de 2025 tiveram baixa de 6,90% para 6,87%.
Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números
Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa
Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco
Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor
Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor
O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito
Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026
Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa
Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital