O Ibovespa subiu e bateu mais um recorde, mas a estrela do dia foi o dólar
O Ibovespa cravou o terceiro recorde seguido, mas mostrou fôlego reduzido para continuar avançando. Já o dólar caiu mais de 1%, chegando ao menor nível desde 21 de agosto

No futuro, quem procurar pelos registros históricos da sessão desta quarta-feira (23), 13 de outubro de 2019, encontrará uma informação que salta aos olhos: afinal, o Ibovespa fechou o pregão em alta de 0,15%, aos 107.543,59 pontos — o terceiro dia seguido em que o índice quebrou recordes de encerramento.
Mas ainda não estamos no futuro. As novas máximas do Ibovespa são relevantes, sem dúvidas, mas o que realmente chamou a atenção hoje foi o desempenho do dólar à vista: a moeda americana terminou em forte baixa de 1,05% a R$ 4,0328 — a menor cotação desde 21 de agosto.
O comportamento do mercado de câmbio brasileiro chama ainda mais a atenção ao ser comparado com seus pares — isto é, outros países emergentes. O dólar exibiu um certo viés de alta em relação às divisas semelhantes ao real, como o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano. Apenas o peso mexicano também se fortaleceu.
Uma série de fatores ajuda a explicar essa calmaria nos mercados brasileiros. Em primeiro plano, aparece a reforma da Previdência: após o texto-base da proposta ter sido aprovado ontem em segundo turno pelo plenário do Senado, hoje foi a vez de a Casa concluir a votação dos destaques à pauta.
No entanto, o fator Previdência já não consegue mais dar um impulso tão forte à bolsa brasileira — vale lembrar que, ontem, o índice subiu 1,28%, antecipando-se à aprovação do texto-base pelo Senado. Assim, por mais que o mercado ainda mostre otimismo em relação ao tema, o potencial de ganhos no Ibovespa foi limitado.
Leia Também
Já o dólar ainda encontrou espaço para continuar se despressurizando num ritmo expressivo, já que a moeda é negociada acima dos R$ 4,00 desde 16 de agosto. E outros fatores específicos do mercado de câmbio contribuíram para trazer esse alívio ao dólar.
Operadores afirmam que é grande a expectativa no mercado de câmbio para o leilão da cessão onerosa, previsto para acontecer no início de novembro. E, uma vez que é esperada uma ampla participação de investidores estrangeiros no certame, há uma perspectiva de entrada de fluxo de recursos externos — o que puxa a cotação para baixo.
Além disso, vale lembrar que há três ofertas de ações no radar dos mercados: a C&A e o banco BMG estão às vésperas de seu IPO, enquanto a Log Commcercial Properties fechou o preço de seu follow-on — operações que também têm potencial para atrair investimentos estrangeiros.
Cenário benigno
Com a página da Previdência definitivamente virada, os agentes financeiros mostram-se animados em relação ao avanço de outras pautas econômicas defendidas pelo governo, como as reformas administrativa e fiscal e a progressão do programa de privatizações e desestatizações.
Além disso, também há a perspectiva de cortes de juros por parte do Banco Central (BC) — a autoridade monetária reúne-se na próxima semana para decidir a nova Selic, e o mercado aposta em novos cortes expressivos da taxa.
"Agora que a Previdência passou, o que vai dar o tom [ao Ibovespa] são os balanços e a queda dos juros", diz um operador. "Lá fora, a situação entre EUA e China parece ter estabilizado um pouco, e isso sempre é bom".
Nesse cenário, as curvas de juros fecharam em baixa nesta quarta-feira. Os DIs para janeiro de 2020 — que refletem as apostas do mercado para a Selic ao fim do ano — ficaram inalterados em 4,83%, mas os com vencimento para janeiro de 2021 recuaram de 4,53% para 4,50%.
Na ponta longa, as curvas para janeiro de 2023 foram de 5,52% para 5,46%, e as com vencimento em janeiro de 2025 terminaram em queda de 6,20% para 6,13%.
PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA
FIIs de tijolo estão de olho na alavancagem e reduzem endividamento — mas um segmento vai na contramão; entenda o motivo
14 de setembro de 2026 - 17:10MERCADOS HOJE
Sangria na bolsa: Ibovespa perde mais de 3 mil pontos e dólar sobe; juro do Treasury passa de 5%
14 de setembro de 2026 - 12:32MEXENDO NA CARTEIRA
TRXF11 vai às compras de novo, e mercado torce o nariz: cotas caem após FII desembolsar R$ 340 milhões por ativos corporativos
14 de setembro de 2026 - 11:06BOLSA EM DÓLARES
Ibovespa mais acessível para o gringo? Novidade na B3 a partir de hoje pode ajudar o índice
14 de setembro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Trade eleitoral: como os tubarões do mercado estão se posicionando para ganhar com as eleições — e limitar o prejuízo se a aposta der errado
14 de setembro de 2026 - 6:12SOBE E DESCE DAS AÇÕES
Alívio nos juros favorece Assaí (ASAI3), enquanto Direcional (DIRR3) amarga a pior queda do Ibovespa. O que aconteceu?
13 de setembro de 2026 - 13:06GIGANTE DA BOLSA
Petrobras (PETR4) está mais forte nessas eleições e pode saltar 32%, diz BTG – mas 4 gatilhos podem levar a ação além
11 de setembro de 2026 - 12:46IBOV MAIS COMPLETO
BDRs de Nubank, XP, Inter e JBS podem ganhar espaço no Ibovespa; entenda por que isso importa
10 de setembro de 2026 - 15:01MAIS INTERNACIONAL
B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de brasileiras poderão entrar no índice já a partir da próxima edição
9 de setembro de 2026 - 17:02IÇANDO AS VELAS
Por que o Bank of America voltou a recomendar a compra de ações brasileiras na contramão de JP Morgan e Morgan Stanley
8 de setembro de 2026 - 14:06MERCADOS
O combo que fez o Ibovespa saltar mais de 4.000 pontos em 50 minutos na volta do feriado
8 de setembro de 2026 - 13:12NOVA ESCALAÇÃO
Tenda (TEND3) ganha vaga no Ibovespa — mas duas ações ficaram pelo caminho; veja a nova carteira do índice
8 de setembro de 2026 - 12:46MERCADOS HOJE
Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais
7 de setembro de 2026 - 17:47TROCA-TROCA
Dividendos para setembro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) saem da carteira da Rico; veja quem entrou
7 de setembro de 2026 - 16:10SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
5 de setembro de 2026 - 12:01DOIS GIGANTES, DUAS APOSTAS
200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira
4 de setembro de 2026 - 18:45ONDE INVESTIR