🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Volta mais rápida

O Ibovespa pisou no acelerador e garantiu mais dois recordes nesta segunda-feira

Notícias animadoras no front da guerra comercial, somadas à expectativa em relação ao pacote de medidas do ministro Paulo Guedes, fizeram o Ibovespa renovar as máximas de fechamento e intradiária

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de novembro de 2019
10:36 - atualizado às 10:50
Lewis Hamilton
Imagem: Shutterstock

Lewis Hamilton sagrou-se campeão da temporada 2019 da Fórmula 1 neste fim de semana — o sexto título vencido pelo inglês. Mas engana-se quem pensa que o piloto da Mercedes lutou ferozmente na corrida deste domingo (3): sabendo que não precisava de muito para garantir o hexa, Hamilton apenas administrou o ritmo. Algo parecido com o que o Ibovespa fez hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu explico: o inglês tinha uma ampla vantagem sobre seus concorrentes e, assim, não precisava pisar fundo e assumir riscos desnecessários — vai que, numa disputa por posição, ele se envolve num acidente. Assim, Hamilton cruzou a linha de chegada num confortável segundo lugar — mais que suficiente para sacramentar o título.

O Ibovespa, assim como o campeão da Fórmula 1, acelerou apenas o suficiente para colocar mais um troféu na estante: o índice brasileiro ate chegou a subir 1,07% mais cedo, tocando os 109.352,13 pontos, mas, ao fim da corrida, marcava 108.779,33 pontos — uma alta mais modesta, de 0,54%.

Em ambos os casos, o Ibovespa chegou a novos recordes: em termos de fechamento, o índice superou a máxima anterior, de 108,407,54 pontos, registrada na última quarta-feira (30). Os 109.352,13 pontos registrados ao longo da sessão de hoje também representam um marco histórico, já que o nível dos 109 mil pontos nunca tinha sido atingido.

Administrar a vantagem, não queimar combustível à toa e saber balancear a relação entre risco e retorno: tanto Hamilton quanto o Ibovespa adotaram a mesma estratégia — e se deram bem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanque cheio

O índice brasileiro acompanhou os mercados acionários globais: lá fora, o Dow Jones (+0,42%), o S&P 500 (+0,38%) e o Nasdaq (+0,56%) também fecharam o dia em no campo positivo. E o combustível das bolsas globais foi o novo avanço nas tratativas comerciais entre Washington e Pequim.

Leia Também

No último domingo (3), autoridades americanas afirmaram que as empresas de tecnologia do país poderão voltar a se relacionar com a chinesa Huawei "muito em breve" — o setor de telecomunicações é um dos pontos mais sensíveis na escalada dos atritos entre as duas potências.

No meio do ano, o governo americano acusou a Huawei e outras companhias chinesas de usarem seus produtos para coletar informações sensíveis sobre a rede de tecnologia do país.

Vale lembrar que a empresa chinesa é um dos principais players globais no setor de telecomunicações, estando na dianteira do desenvolvimento de tecnologias 5G — assim, ao impedir que as companhias americanas se relacionassem com a Huawei, a Casa Branca inibiu os trabalhos dos chineses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta maneira, a sinalização de que os vetos podem cair num futuro próximo aumenta a percepção de que EUA e China estão mais perto de fechar um acordo e amenizar as tensões na guerra comercial — o que, consequentemente, diminui a aversão ao risco nos mercados financeiros, dando força às bolsas no mundo.

No entanto, por mais que as indicações do governo americano agradem os mercados, agentes financeiros ponderaram que essa medida, por si só, não foi capaz de sustentar o Ibovespa acima dos 109 mil pontos. "Qualquer coisa que mexe com a China e diminui o risco e recessão por lá é sentido por aqui", diz um operador. "Mas ainda falta um tempero mais forte para a bolsa ganhar força".

Por aqui, os agentes financeiros aguardam maiores informações quanto ao pacote de medidas elaborado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes — há a expectativa de que as medidas de estímulo sejam entregues ao Congresso nesta terça-feira (5).

De acordo com o Broadcast — o serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado —, o pacote elaborado por Guedes contará com cinco eixos para conter os gastos do governo federal: PEC Emergencial, reforma administrativa, PEC DDD, pacto federativo e plano de ajuda a Estados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Já tem alguns detalhes do pacote do Guedes por aí, mas vai ser difícil para o Congresso votar alguma coisa ainda nesse ano", diz o operador. "Então, o mercado acabou ficando mais preguiçoso hoje".

Pisando no acelerador

As sinalizações mais promissoras no front da guerra comercial deram força às ações de empresas mais dependentes do mercado chinês, caso da Vale e das siderúrgicas. Com a diminuição dos atritos, há o entendimento de que a economia do gigante asiático poderá se recuperar, impulsionando o consumo de aço e minério de ferro.

Nesse cenário, Vale ON (VALE3) subiu 2,50%, CSN ON (CSNA3) avançou 1,93%, Gerdau PN (GGBR4) teve ganho de 4,31% e Usiminas PNA (USIM5) valorizou 2,16%, todas entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira.

Outro destaque de alta foi o setor de frigoríficos, em meio à notícia de que a China habilitou sete plantas de Santa catarina para a exportação de miúdos suínos. Assim, JBS ON (JBSS3) subiu 2,93%, BRF ON (BRFS3) teve ganho de 3,27% e Marfrig ON (MRFG3) avançou 1,85%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Parando nos boxes

Na ponta negativa, Grupo NotreDame Intermédica ON (GNDI3) recuou 2,73% e teve um dos piores desempenhso do Ibovespa nesta segunda-feira. A empresa acertou a compra do grupo Clinipam — uma operadora de saúde que atua na região Sul — por R$ 2,6 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as maiores quedas do índice, destaque ainda para Magazine Luiza ON (MGLU3), com queda de 4,79%; Yduqs ON (YDUQ3), em baixa de 2,94%; e BB Seguridade ON (BBSE3), com queda de 2,39% — esta última reportou um lucro líquido ajustado d R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre deste ano, cifra 21,3% maior em relação ao mesmo período de 2018.

Dólar e juros curtos correndo

No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,41%, a R$ 4,0112 — no exterior, a divisa americana ganhou força em relação às moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno. Mais cedo, no entanto, o dólar chegou a cair 0,47%, tocando os R$ 3,9763.

Esse tom negativo visto no câmbio na primeira parte da sessão se deve à notícia de que o Tesouro irá realizar uma nova emissão externa. Essa informação, no entanto, não foi capaz e sustentar a moeda em terreno negativo por muito tempo.

O viés de alta do dólar também foi sentido no mercado de juros, especialmente na ponta curta. Os DIs com vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, subiram de 4,46% para 4,49%, enquanto os para janeiro de 2023 avançaram de 5,37% para 5,42%; na ponta longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2025 foram de 5,98% para 5,99%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira (5), será divulgada a ata da última reunião do Copom — na ocasião, a autoridade monetária promoveu mais um corte de 0,5 ponto na taxa básica de juros, levando a Selic ao novo piso histórico de 5% ao ano. Assim, o mercado estará atento ao documento, buscando pistas quanto aos próximos passos do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar